segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Balança comercial brasileira fecha o ano com menor saldo desde 2002

A balança comercial brasileira fechou 2009 com superávit de US$ 24,615 bilhões (média diária de US$ 98,5 milhões). Esse resultado é a diferença entre exportações de US$ 152,252 bilhões (média diária de US$ 609 milhões) e importações de US$ 127,637 bilhões (média diária de US$ 510,5 milhões). É o saldo mais baixo desde 2002.

A corrente de comércio – soma das duas operações – totalizou US$ 279,889 bilhões no período.

No ano, as exportações brasileiras – pelo critério da média diária – registraram queda de 22,2% em relação ao desempenho de 2008, quando a média diária dos embarques nacionais chegou a US$ 782,4 milhões. Na mesma comparação, as importações caíram 25,3% ao saírem de uma média diária de US$ 683,7 milhões em 2008, para os US$ 510,5 milhões deste ano.

Em dezembro, as exportações somaram US$ 13,720 bilhões (média diária de US$ 623,6 milhões), cifra 0,7% menor que a registrada no mesmo mês de 2008 (US$ 628 milhões). Em comparação com a média diária das exportações verificada em novembro de 2009 (US$ 632,7 milhões), a retração foi de 1,4%.

No mesmo período, as importações chegaram a US$ 12,285 bilhões, com média diária de US$ 558,4 milhões. Esse desempenho foi 6,8% superior ao registrado em dezembro do ano passado (US$ 522,8 milhões) e 7,2% menor que o de novembro de 2009, quando a média diária das importações brasileiras foi de US$ 601,9 milhões.

O saldo comercial em dezembro foi de US$ 1,435 bilhão. O superávit, pela média diária (US$ 65,2 milhões), apresentou redução de 38% sobre o saldo comercial médio registrado em dezembro de 2008 (US$ 105,2 milhões) e crescimento de 112,1% em comparação com a média diária do saldo comercial em novembro de 2009 (US$ 30,8 milhões).


Fonte: http://www.clicrbs.com.br/anoticia/

O casal que nem a morte conseguiu separar

James e Lollie Brackin se conheceram quando ela tinha 16 anos e ele, 19, num rinque de patinação. No mesmo ano, eles perceberam que não poderiam viver separados e juntaram todas as suas coisas no mesmo caminhão de mudanças.

Eles viviam em DeFuniak Springs, na Flórida (EUA), com todas as suas diferenças a favor deles. Ela era mais expansiva e gostava de cultivar flores em seus vasinhos. Já ele, mais reservado, gostava de caçar. Os dois faziam tudo juntos, andavam de mãos dadas o tempo todo e se tratavam com um carinhoso “honey” com tanta frequência que um de seus netos achou que esse fosse o nome – de ambos.

James passou 25 anos de sua vida no exército e foi para a guerra da Coréia e do Vietnã. Neste tempo, Lollie assumiu todas as tarefas dele na casa, até ele voltar. Os dois passaram perrengue atrás de perrengue no tempo em que estiveram casados, mas nunca discutiram na frente dos filhos.

Eles tiveram quatro filhas. A última delas nasceu 20 anos depois da primeira. Para a mais velha, Carol Gruver, James teria confidenciado, dez anos atrás, que estava preocupado. Não queria morrer antes de Lollie, porque achava que ela ia ficar triste demais sem ele.

- Eles completavam um ao outro. Lembro que, quando eu era adolescente, meus pais tinham uma perua Mercury grandona. Minha mãe sempre se sentava perto dele.

"Onde quer que eles fossem, estavam sempre de mãos dadas", disse Cindy Spence, a terceira filha do casal.

Quando os dois morreram, ele estava com 79 anos e ela com 76. Os dois já estavam com a saúde bem debilitada. Ambos tinham a memória prejudicada. Ele estava praticamente cego e tinha sofrido mais de um derrame. Ela estava em uma casa de repouso, enquanto ele cuidava da casa e da filha mais nova.

Uma semana antes da morte de ambos, era evidente que ele não tinha mais saúde para ficar em casa e, então, foi providenciado para que os dois dividissem o mesmo quarto na casa de repouso.

James e Lollie passaram uma última noite juntos, de sexta (11) para sábado (12). Eles acordaram, tomaram café juntos e assistiram ao Animal Planet na TV, coisa que adoravam fazer. Foi quando uma enfermeira foi ver como eles estavam e Lollie disse a ela que ia morrer naquele dia. A enfermeira perguntou se ela estava se sentindo mal e ela só disse que se sentia “diferente”.

Pouco tempo depois, a mesma enfermeira voltou para ver como ela estava e Lollie já não respirava mais. Quando ela foi ver porque James tinha ficado quieto, descobriu que ele também havia morrido.

O médico da casa de repouso acha que James ouviu a enfermeira dizer que sua esposa havia morrido e, com o choque, morreu também.
Os dois nunca foram casados na igreja, mas foram juntos, na mesma cerimônia. A filha mais velha, Carol Gruver, disse que foi bom ter sido assim:

- Nós vamos sentir uma falta terrível deles, mas foi bom que tenha acontecido do jeito que aconteceu. Ele estava esperando que fosse assim. Foi bom que ele estivesse presente quando ela se foi.

A filha caçula, Dana Troublefield, tem uma teoria para o caso:

- Dizem que, assim que você morre, você é levado, imediatamente, à presença de Jesus. Eu acho que, quando ela chegou lá, ela abriu os olhos e perguntou: “Onde está meu marido?”. Daí, Jesus disse: “Espera um minuto. Eu estou dando um jeito nisso”.

Fonte: http://noticias.r7.com/esquisitices/

Dubai inaugura maior arranha-céu do mundo

 

O prédio mais alto do mundo, Burj Dubai - que em árabe quer dizer Torre Dubai - será aberto nesta segunda-feira em Dubai. A inauguração ocorre pouco depois de o emirado pedir moratória e de ter que recorrer a um empréstimo de US$ 10 bilhões do emirado vizinho Abu Dhabi para pagar suas dívidas.

Com mais de 800 m de altura, o edifício de 160 andares ultrapassa em centenas de metros o prédio que vinha sendo o mais alto do mundo, o Taipei 101, em Taiwan, que mede 508 m de altura.

O prédio é duas vezes mais alto que o Empire State, em Nova York, é possível vê-lo a uma distância de 95 km e o exterior é coberto com cerca de 28 mil painéis de vidro, que brilham ao sol do deserto em torno de Dubai.

O desenho do edifício trouxe desafios técnicos e logísticos sem precedentes, não apenas por conta de sua altura, mas também porque Dubai é suscetível a fortes ventos e está perto de uma falha geológica. Os ventos no emirado chegam a 50 km/h, e no topo do prédio a velocidade pode ser três vezes mais alta.

"Você encontra as soluções para o problema, mas sempre se pergunta se elas vão realmente funcionar", disse Mohamed Ali Alabbar, diretor da Emaar, a empresa responsável pela construção.

"Fomos atingidos por raios duas vezes, houve um grande terremoto no ano passado originado no Irã, e tivemos todos os tipos de vento atingindo o prédio durante a construção. Os resultados foram bons e eu cumprimento os arquitetos e profissionais que ajudaram a construí-lo."

Dubai é uma cidade de superlativos, onde tudo é maior e mais arrojado. Nos últimos anos, a cidade atraiu a atenção internacional com ilhas artificiais, edifícios giratórios e um hotel sete estrelas.

Mas como muitos dos outros prédios mais altos do mundo do passado, Burj Dubai foi planejado e construído durante os anos de crescimento econômico, e foi concluído durante a crise global do mercado de crédito - o Empire State foi concluído durante a Grande Depressão dos anos 30 e as Torres Petronas, na Malásia, durante a crise asiática dos anos 90.

Muitos questionaram se o novo edifício seria um elefante branco, mas Ali Alabbar, presidente da empresa responsável pela construção, afirma que 90% do prédio já foram vendidos e que a construtora já obteve mais de 10% de lucro.

A maioria dos imóveis foi vendida ainda na planta, antes da crise no mercado imobiliário, e os compradores já pagaram 80% do valor, com os 20% restantes a serem pagos na ocupação.

Para os investidores, o resultado de seu empreendimento ainda é incerto. No auge de sua avaliação, os imóveis valiam até 5.000 dirhams (cerca de R$ 2.365) por metro quadrado, mas com a crise, o preço chegou a cair 50% e pode cair outros 30%, segundo o analista imobiliário do banco de investimentos USB Saud Masud.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sobra de vacina contra a Gripe A causa polêmica na Europa


O gasto dos países europeus com a compra de vacinas contra a gripe suína está causando atrito entre governo e oposição. Hoje (03), a França anunciou a venda de parte do estoque de 94 milhões de doses e a oposição agora quer uma investigação sobre o motivo que levou o governo a comprar uma quantidade tão grande. Na Sérvia, deputados da oposição se recusaram a ser vacinados, em protesto por não ter havido licitação para a compra.

No início da pandemia, milhões de doses de vacinas contra o vírus H1N1 foram encomendadas pelos governos dos países ricos. Só a França gastou US$ 1,2 bilhão. Dos mais de 60 milhões de habitantes, porém, apenas 5 milhões foram vacinados. Além da baixa procura, estudos mostraram que apenas uma dose é suficiente - e não duas como se imaginava.

A Alemanha ainda não recebeu as 50 milhões de doses que comprou, mas já começou a revendê-las. Somente 5% da população foi vacinada. Parte da vacina irá para o Leste Europeu e Afeganistão. O governo holandês venderá 19 milhões das 34 milhões de vacinas que comprou para a população de 12 milhões de pessoas.


Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

STF tenta evitar casos pequenos, mas ainda perde tempo julgando “ladrão de galinha”

Wanderley Preite Sobrinho, do R7


Tribunais inferiores mandam questões “insignificantes” para a mais alta Corte do país


Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) estão sempre prontos para julgar as maiores autoridades do país – como o presidente da República -, extraditar estrangeiros e garantir um único entendimento para questões que envolvem a Constituição Federal. 

Apesar de tanto problema para resolver, eles ainda precisam encontrar tempo para julgar causas pequenas que poderiam ter sido resolvidas por outras instâncias da Justiça brasileira. Eles julgaram, por exemplo, o roubo de um celular de R$ 150, o furto de uma garrafa de vinho, avaliada em R$ 20, e o furto de uma roda de carro que custava R$ 160.

Esses julgamentos acabam retardando causas que realmente merecem a atenção dos ministros, como o caso do mensalão – pagamento de propina a políticos da base aliada em 2005. Nos últimos dois anos, o STF julgou 70 ações consideradas insignificantes. O “Princípio da Insignificância” é o nome dado pelos magistrados ao dispositivo usado por eles para absolver o réu e encerrar uma ação que chegou até eles.
O STF precisou intervir para colocar um ponto final em um processo que quase condenou um homem a cinco anos e quatro meses de prisão por ter furtado uma lâmina de serra usada e 30 metros de fio de cobre avaliados em R$ 15,50.

Em maio, o ministro do STF Celso de Mello relatou o caso de um mineiro que tentou furtar de um supermercado cinco barras de chocolate que, juntas, custavam R$ 20. Em julho, foi a vez do ministro Eros Grau absolver um homem que levou R$ 70 de um minimercado na cidade de Carazinho, no Rio Grande do Sul.

O Supremo também recebeu o caso do militar que foi encontrado com 0,25 gramas de maconha e do homem que colocou nos bolsos dois xampus, quatro desodorantes e um isqueiro, mas precisou devolver tudo porque foi surpreendido pelo circuito interno do supermercado. Valor da contenda: R$ 51,73.

O professor de direito penal da USP (Universidade de São Paulo), Miguel Reale Jr., afirmou ao R7 que esses casos só chegam à Corte porque os juízes dos Tribunais de Justiça não respeitam as seguidas absolvições do Supremo para casos pequenos e continuam condenando os acusados. 

- Se os juízes dos Tribunais de Justiça não respeitam o que está consagrado na jurisprudência [decisões do STF tomadas como exemplo por outras instâncias] sobre os fatos de ínfima relevância, é natural que esses processos cheguem ao Supremo porque é a única forma de se fazer justiça. Desse jeito, o STF acaba acumulando questões que deveriam ser resolvidas em primeira e segunda instâncias.

O professor também criticou o Ministério Público, que deveria pedir o arquivamento de ações como essas.
- Para que continuar com o processo se já sabemos o resultado?
Além de congestionar o STF, os processos envolvendo valores irrisórios acabam custando uma fortuna.
- Até chegar ao Supremo, essas ações custaram dinheiro aos cartórios, ao acusado, ao defensor público, aos promotores e à defesa.

Já os ministros vêm fazendo o que podem para evitar esses julgamentos. A principal ferramenta usada por eles foi batizada de Repercussão Geral, aprovada em 2004 e implantada em 2007. Trata-se de uma espécie de filtro usado pela Corte para só analisar os recursos de relevância social, política, econômica ou jurídica.

O resultado já é sentido. De acordo com o presidente do STF, Gilmar Mendes, chegaram à Corte 100.997 processos entre janeiro e outubro de 2007. Esse número caiu para 58.638 no mesmo período de 2008 e para 35.580 em 2009.

O próprio ministro já disse que é um dos defensores da Repercussão Geral:
- Nós estamos tendo uma redução significativa do número de processos distribuídos aos ministros.
Apesar do sucesso do dispositivo, os casos insignificantes para o resto do Brasil continuam chegando ao Supremo. Em maio, a ministra Ellen Gracie precisou tirar a toga do guarda-roupa para julgar o roubo de sete cadeiras de palha avaliadas em R$ 91.

Fonte:  http://noticias.r7.com/brasil/



Astrônomos encontram galáxias mais distantes do universo

Astrônomos dos Estados Unidos conseguiram vislumbrar galáxias que surgiram apenas 500 milhões de anos depois do Big Bang, mais de 13 bilhões de anos atrás. Em, agosto, o Telescópio Espacial Hubble, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), obteve a imagem mais profunda do universo conseguida até o momento, em uma banda do espectro próxima ao infravermelho. 

O telescópio espacial americano estava utilizando seu mais novo conjunto de olhos, a Wide Field Camera 3 (WFC3), instalada por astronautas em uma missão de manutenção realizada em maio.

Na banda do espectro próxima ao infravermelho, os astrônomos são capazes de detectar galáxias tão distantes, e se afastando com tamanha rapidez, que sua luz se distende mais do que a luz visível, e com isso se torna mais avermelhada. Quanto mais distante um objeto, maior o desvio da luz para o vermelho, conhecido como "redshift.

Nos últimos meses, pesquisadores vêm avaliando os novos dados obtidos pelo telescópio - mostrando uma porção do céu equivalente a cerca de 8% do diâmetro da Lua cheia, observada por 173 mil segundos ao longo de quatro dias-, em busca de galáxias antigas que possam ajudar a aprofundar a compreensão dos cientistas sobre o desenvolvimento do universo. A recordista atual em termos de distância confirmada é uma galáxia avistada em forma de pulso de raios gama, descoberta em abril, com um índice de redshift da ordem de 8,2 pontos.

Agora, o astrônomo Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e seus colegas encontraram indícios provisórios da existência de três galáxias com desvio ao vermelho da ordem de 10 pontos. Isso indicaria que elas já existiam quanto o universo tinha entre 3% e 4% de sua idade atual, e estariam entre os mais antigos objetos já avistados pelo homem. As descobertas foram postas no site da arXiv.org.

"Ainda que não se trate de algo realmente inesperado, localizar galáxias de tempos tão distantes é muito animador", disse Illingworth, que também ajudou a criar um conjunto de imagens e dados baseado nas observações do Hubble e disponível para o público. "Não existe uma prova conclusiva ainda, mas estamos confiantes em que seja isso que estamos de fato observando". 

A descoberta pela equipe de galáxias com redshift da ordem de 10 pontos não é a primeira. Por exemplo, Rogier Windhorst, da Universidade Estadual do Arizona, em Tempe, e seus colegas reportaram ter identificado 20 galáxias com redshift próximo aos 10 pontos, no mesmo conjunto de dados, ainda que elas não incluam qualquer das três observadas por Illingworth. Windhorst e seus colegas postaram os dados sobre suas observações no site arXiv.org em outubro.

As diversas equipes discordam sobre como exatamente definir essas galáxias distantes, e o que constitui uma detecção definitiva. Illingworth argumenta que os padrões adotados pelo grupo de Windhorst não são suficientemente rigorosos, e que algumas das galáxias detectadas pela outra equipe estavam próximas de galáxias brilhantes e de grande porte, o que poderia ter contaminado os resultados. 

"Isso pode ter confundido o software que eles utilizaram e os levado a identificar uma série de objetos que na verdade não eram verdadeiras galáxias com redshift acentuado", ele afirma. Illingworth também aponta que a presença de 20 galáxias com redshift da ordem de 10 pontos em uma região tão pequena do espaço indicaria um índice de formação de estrelas superior ao que vem sendo previsto já há algum tempo.

"Os resultados da observação não batem com aquilo que esperávamos, tanto em termos teóricos quanto em termos lógicos", ele afirmou. Windhorst reconhece que seu grupo "pode ter obtido resultados excessivos", mas acrescenta que o grupo de Illingworth foi "conservador em excesso". Ainda assim, Windhorst apontou que duas das galáxias identificadas pelo pessoal de Illingworth não satisfaziam os critérios de sua equipe para definir um redshift elevado, e que a terceira não havia sido detectada depois do processamento dos dados.
"É bom avaliar as coisas de maneira conservadora, mas não creio que eles tenham conduzido uma redução de dados com a qualidade que poderiam ter atingido", afirmou Windhorst.

Mas a equipe de Illingworth "parece ter realizado um trabalho mais cuidadoso que a de Windhorst", disse o astrônomo Richard Ellis, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. Em 2007, ele reportou galáxias candidatas a apresentar redshift da ordem dos oito a 10 pontos, usando o telescópio Keck, no Havaí.

Ellis acrescentou que a equipe de Illingworth "se esforça muito para justificar as galáxias candidatas", embora ele considere que a detecção dos objetos com alto redshift por apenas um filtro da câmera requeira cautela, já que muitas alegações semelhantes, entre as quais as suas, foram revisadas posteriormente por outros estudiosos, com resultados contraditórios.

"O histórico de alegações sobre a descoberta de galáxias com redshift de 10 pontos é falho, mas ainda assim interessante", ele diz. "Em última análise, ainda temos de descobrir como confirmá-las. Será uma empreitada muito difícil, como provou o trabalho com outras galáxias candidatas já provou".

Tradução: Paulo Migliacci ME

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/ 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Obama vê acordo sobre mudança do clima em Copenhague

Reportagem de Alister Bull


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está confiante em um acordo sobre a mudança climática na conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) em Copenhague, disse a Casa Branca nesta terça-feira.

"O presidente acredita que podemos obter um acordo operacional que tenha sentido em Copenhague", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, a jornalistas.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, escreveu em um artigo no International Herald Tribune nesta terça-feira que o sucesso em Copenhague exige que todas as economias tomem ações decisivas e concordem com um sistema que seja transparente e confiável.

"O presidente revisou os esforços dos Estados Unidos sobre as mudanças climáticas, reiterou seu compromisso de fazer progresso em direção a uma conclusão bem sucedida de um acordo operacional em Copenhague", afirmou Gibbs.

Líderes mundiais participam de uma conferência na capital da Dinamarca para tentar chegar a um acordo para combater o aquecimento global. Obama, que chegará a Copenhague na sexta-feira, conversou com seus colegas da Grã-Bretanha, França e Alemanha antes de sua viagem, disse Gibbs.

"Todos estão empenhados em trabalhar juntos. E, obviamente, ficarão todos juntos nos próximos dias", acrescentou.

Fonte:  Reuters

STJ decide amanhã se quebra sigilo de envolvidos no mensalão


Laryssa Borges

O ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deve decidir até esta sexta-feira se autoriza a quebra de sigilo bancário e fiscal do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), e de deputados distritais e empresários suspeitos de participar do esquema do mensalão do DEM na capital federal. No mesmo prazo, o magistrado deve avaliar se autoriza ainda que sejam mantidas em sigilo todas as informações analisadas a partir das diligências feitas pela Polícia Federal no último dia 27.

Na noite desta quarta, a Polícia Federal informou ter entregado ao STJ relatório sobre o suposto esquema de mensalão coordenado por Arruda. Ao encaminhar os dados para o STJ, os policiais federais pediram a quebra de sigilo de Arruda, dos parlamentares e empresários envolvidos no caso. De acordo com o STJ, o Ministério Público, para quem os documentos serão encaminhados, deverá dar parecer sobre o acesso, por exemplo, às informações bancárias dos investigados.

Os documentos entregues à Justiça, que já somam 98 páginas e 34 apensos, não trazem, no entanto, qualquer laudo sobre os vídeos em que Arruda e deputados distritais da base aliada aparecem recebendo maços de dinheiro. As perícias sobre as imagens que comprovariam o esquema de corrupção ainda não foram concluídas e serão encaminhadas à Justiça à medida que os peritos policiais forem atestando a veracidade das imagens. 

Técnicos da Polícia Federal estão estimando, por exemplo, a quantia máxima de dinheiro que Arruda e cada parlamentar aparecem recebendo. A partir dessa projeção as investigações irão se desdobrar sobre se os valores declarados na campanha do governador à Justiça Eleitoral correspondem aos que aparecem nas imagens.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Com 1ª imagem, maior telescópio de pesquisa mostra Nebulosa da Chama

O Vista, maior telescópio de pesquisa do mundo, divulgou sua primeira imagem. Ele mostra uma região de formação de estrelas conhecida como Nebulosa da Chama, ou NGC 2024, na constelação de Orion (O Caçador). 

O núcleo da nebulosa é completamente oculto por poeira para a luz visível. Mas a imagem foi feita utilizando-se raios infravermelhos, assim pode-se ver um aglomerado de estrelas muito jovens no coração do objeto.                                                                       
                                                                                       ESO

    1ª imagem do telescópio de pesquisa Vista mostra região de formação de estrelas

O campo amplo do Vista também inclui o brilho refletido da nebulosa NGC 2023, logo abaixo do centro. E há também o contorno vago da Nebulosa da Cabeça do Cavalo (Barnard 3), na área inferior direita. 

A estrela azul brilhante à direita é uma das três estrelas brilhantes que formam o Cinturão de Orion. 

O Vista (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, ou "Telescópio de Pesquisa por Luz Visível e Infravermelha para Astronomia", em tradução livre), foi construído por um consórcio de universidades britânicas. Mas passou para o Observatório Europeu do Sul (ESO) em dezembro. 

Foi o último telescópio a ser instalado no observatório do ESO, no deserto do Atacama, no Chile. 

Fonte: Folha Online

Presidente Obama fala sobre guerra em discurso de Nobel da Paz



EDITORIAL

Ao aceitar o Prêmio Nobel da Paz na quinta-feira, o presidente Barack Obama fez o discurso que precisava, mas suspeitamos que não fosse precisamente o que o comitê do Novel queria ouvir. 

Obama foi adequadamente humilde. Ele disse que “comparado a alguns gigantes da história que receberam este prêmio”, suas conquistas “são pequenas” e sugeriu que ele tinha sido escolhido não pelo que fez, mas pelo que esperam que ele faça.

Então, ele reconheceu que a maior parte do que ele chamava de “a controvérsia considerável” ao redor de sua premiação veio pelo fato de que ele é “o comandante-chefe do exército de uma nação que está no meio de duas guerras”. Ele não deu explicações por isso.

Em um discurso que foi tanto sombrio quanto crescente, ele falou e falou sobre o Afeganistão, argumentando que a guerra era moralmente justa e estrategicamente necessária para defender os EUA e outros dos ataques terroristas.

Em um momento de lembranças, ele invocou a memória de Mahatma Gandhi e do reverendo Dr. Martin Luther King Jr., dizendo que sem a visão, liderança e sacrifício, ele nunca estaria naquele palanque em Oslo.

Mas ele disse que não poderia ser guiado somente por seus exemplos: “não se enganem: o mal existe no mundo. Um grupo não-violento não poderia ter parado o exército de Hitler. As negociações não podem persuadir os líderes da Al-Qaeda a baixarem suas armas”.

Em sua introdução, o presidente do comitê do Nobel, Thorbjorn Jagland, fez apenas uma referência breve sobre o Afeganistão. Ele deixou claro que Obama foi escolhido por seu comprometimento, e ações anteriores, para desenrolar as piores políticas e abusos da presidência de George W. Bush.

Ele apontou para a abordagem “diplomática multilateral” de Obama, sua negociação com o Irã, sua decisão em proibir a tortura, seus esforços em reavivar as negociações sobre o controle de armas e participar da discussão sobre o aquecimento global. “O presidente Obama é um líder político que entende que mesmo os mais poderosos são vulneráveis quando estão sozinhos”, disse Jagland.

É um grande alívio ouvir um presidente americano descrever com tanta esperança e respeito. Em seu discurso, Obama lembrou seu comprometimento com essas políticas e princípios, advertindo que “nos perdemos quando nos comprometemos os ideais que lutamos para defender”.

O que mais surpreendeu foi que Obama, frequentemente, usava a guerra do Afeganistão para mostrar seus pontos. Ele disse que mesmo que os EUA confrontem “um adversário perverso que não obedece nenhuma regra”, esse país deve continuar sendo “um símbolo da conduta de uma guerra”.

Enquanto ele se reservava o direito de agir unilateramente em um mundo onde as ameaças são “mais difusas e missões mais complexas”, Obama disse que “os EUA sozinho não podem garantir a paz. Essa é a verdade no Afeganistão”. E ele desafiou diretamente a expansão da ambivalência e aversão à guerra nos EUA e na Europa. “A crença de que a paz é desejada raramente é o suficiente para consegui-la”, acrescentou.

Quando o presidente anunciou seu plano de mandar mais 30 mil tropas para o Afeganistão, na semana passada, o discurso de Obama foi bem argumentado, mas soava mais como um comunicado jurídico do que uma oratória presidencial exemplar. Naquele momento, ele saía de meses de complicados debates internos e sarcasmos dirigidos a ele devidos o ceticismo e a decepção de muitos integrantes de seu próprio partido.

Na quinta-feira em Oslo, Obama argumentou a questão de forma muito mais eloquente. Deixaremos para os filósofos debaterem o que é e o que não é uma guerra justa. Mas concordamos que essa guerra é bem complicada, porém necessária.

Nós também sabemos que não há chance de todos saírem vitoriosos, e a luta mais ampla contra o terrorismo, a menos que os EUA acabem com os padrões internacionais e sustente seus próprios ideais. Essa foi a promessa de Obama e seu desafio daqui para frente.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/