domingo, 27 de novembro de 2016

Deformação do espaço-tempo pela massa de um objeto

Para Einstein, a gravidade é a deformação do espaço-tempo pela massa de um objeto. Usando um tecido de lycra, este professor explica o conceito de forma muito simples. 




Fonte: https://www.facebook.com/alemdavialactea/

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Telescópio da NASA descobre 10 monstruosos buracos negros

O telescópio espacial NuSTAR, da NASA, fez sua primeira grande descoberta recentemente: ele encontrou 10 buracos negros monstruosos, escondidos no coração de galáxias distantes.

Segundo os astrônomos, as descobertas foram feitas “por acaso”, enquanto eles revisavam informações coletadas pelo poderoso telescópio de raios-X, projetado especificamente para caçar buracos negros.

“Nós estávamos olhando para alvos conhecidos e vimos os buracos negros no fundo das imagens”, explica David Alexander, professor no departamento de física da Universidade de Durham (Inglaterra).

Em seguida, a equipe confirmou o que viu com observações do observatório de raios-X Chandra, da NASA, e do satélite XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia. O resultado foi publicado no Astrophysical Journal.

Os cientistas dizem que esses 10 buracos negros são apenas o começo de centenas de descobertas esperadas. Depois que cada buraco negro supermassivo for catalogado, eles esperam entender melhor a população desses objetos espaciais.
Encontrando buracos negros

Em 1962, astrônomos encontraram um brilho de raios-X no fundo do universo, e não sabiam de onde ele vinha. Hoje, os cientistas sabem que o brilho (também chamado de fundo cósmico de raios- X) vem de buracos negros supermassivos muito distantes – alguns dos quais chegam a ter 17 bilhões de vezes mais massa do que o sol. Mas como estes buracos negros se formam ainda é um mistério. O novo estudo deve ajudar a esclarecer algumas questões.

Enquanto NuSTAR pode detectar esses grandes buracos negros, outras medidas (como massa) vêm de outros observatórios da NASA, como o WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) e o Telescópio Espacial Spitzer. 

Fonte: http://www.livescience.com/

Arqueólogos encontram o que pode ter sido as “minas do rei Salomão”

Escavações em minas de cobres no extremo sul de Israel podem ter revelado novas evidências do reinado da figura bíblica do Rei Salomão, que teria governado a região durante 40 anos.

Durante a Idade do Ferro, os seres humanos começaram a explorar os depósitos de cobre escondidos no Vale de Timna, no atual Estado de Israel, como fica evidente ao se observar as milhares de antigas minas e dezenas de locais de fundição existentes no distrito. Agora, o debate dos arqueólogos se concentra em quem controlava essas minas, e quando.

Após ter explorado a região na década de 1930, o arqueólogo estadunidense Nelson Glueck anunciou ter encontrado as reais “minas do Rei Salomão”, no reino bíblico de Edom. “As Minas do Rei Salomão” é um romance de aventura popular, publicado pelo autor vitoriano inglês Henry Rider Haggard e traduzido para o português por Eça de Queiroz. O livro narra uma jornada ao interior da África, feita por um grupo de aventureiros em busca de uma lendária riqueza que supostamente estaria escondida nas minas que dão nome ao romance. A importância da obra se dá principalmente por ser considerada a precursora do gênero literário “mundo perdido”.

As pesquisas do decorrer do século 20 – e essencialmente após a descoberta de um templo egípcio no centro do vale, em 1969 – lançaram dúvidas sobre as afirmações de Glueck. Alguns arqueólogos sustentam, desde então, uma interpretação que sugere que os antigos egípcios teriam de fato construído as minas, antes mesmo da suposta existência do reinado de Salomão, ainda no século 13 aC.

No entanto, as escavações recentes no Vale de Timna revelaram artefatos datados do século 10 aC, época em que a Bíblia diz que o rei Salomão governava. Os especialistas, porém, argumentam que as minas provavelmente eram operadas pelos edomitas, uma tribo seminômade que constantemente entrava em conflito com Israel.

“As minas são, definitivamente, do período do rei Salomão”, garante o arqueólogo Erez Ben-Yosef, da Universidade de Tel Aviv. “Esses locais podem nos ajudar a compreender a sociedade local, que, se não fossem as minas, teria passado despercebida por nós”.

Ano passado, Ben-Yosef e uma equipe de pesquisadores investigaram uma área conhecida como Colina dos Escravos, um local de fundição previamente intocado, que mantém rastros de centenas de fornos e camadas de cobre, o material restante da extração do metal.

O lugar não apresentava ruínas arquitetônicas significativas, mas os arqueólogos conseguiram encontrar resquícios efêmeros de uma vida antiga: pedaços de roupas, cordas, tecidos e objetos de cerâmica, além de tâmaras, uvas e pistache.

Onze amostras do material encontradas na Colina dos Escravos foram submetidas a testes na Universidade de Oxford, na Inglaterra. De acordo com os pesquisadores, os resultados mostraram que os itens antigos datam justamente da época do reinado de Salomão.

“No Vale de Timna, nós certamente descobrimos uma sociedade com alto grau de desenvolvimento, organização e poder”, resume Ben-Yosef.

Apesar do debate sobre quão confiável é a Bíblia como fonte histórica para arqueólogos, Ben-Yosef acrescenta que é muito possível que os reis Davi e Salomão tenham, de fato, existido. Consequentemente, segundo ele, é possível que uma dessas figuras bíblicas tenham exercido algum controle sobre as minas do Vale de Timna. 

Fonte: http://www.livescience.com/

15 fatos fascinantes sobre o Egito Antigo

Ninguém resiste a uma despretensiosa lista de curiosidades aleatórias. Melhor ainda quando o tema da relação é algo enigmático e que desperta tanta curiosidade em nós quanto o Egito Antigo.

Por mais que conheçamos o básico dessa civilização antiga, ainda há muito o que explorar. Os fatos a seguir devem servir como uma boa introdução à cultura desse povo e de como estava organizada a sua sociedade, e quem sabe você também acaba aprendendo algo de novo sobre os famosos egípcios antigos.


1. Um faraó nunca deixava que seu cabelo fosse visto – ele sempre usava uma coroa ou uma espécie de touca chamada de nemes (o ornamento listrado que ficou famoso por estar presente na máscara dourada de Tutankamon [foto acima]).

2. A fim de impedir que as constantes moscas presentes na região pousassem nele, Pepi II do Egito sempre mantinha vários escravos nus por perto, com os corpos inteiros lambuzados de mel.

3. Tanto homens como mulheres egípcias usavam maquiagem: aqueles famosos riscos escuros ao redor dos olhos eram geralmente verdes (feitos de cobre) ou pretos (feitos de chumbo). Os egípcios acreditavam que a maquiagem tinha poder de cura. Originalmente, a maquiagem era usada como proteção contra o sol, ao invés de um simples enfeite facial.

4. Embora os antibióticos só tenham aparecido no século 20, a medicina popular antiga já combatia infecções, só que utilizando elementos presentes no dia a dia da época, como alimentos mofados ou terra. No Egito Antigo, por exemplo, as infecções eram tratadas com bolor de pão.

5. As crianças egípcias não usavam nenhum tipo de roupa até que se tornassem adolescentes. As temperaturas médias no Egito faziam com que o vestuário fosse, de fato, desnecessário. Os homens adultos se vestiam com saias, enquanto as mulheres usavam vestidos.

6. Os egípcios ricos da época usavam perucas enquanto as pessoas das demais classes sociais possuíam o cabelo comprido e frequentemente usavam tranças. Até os 12 anos de idade, os meninos egípcios tinham a cabeça raspada, exceto por uma mecha de cabelo – era como uma proteção contra pulgas e piolhos.

7. Não se sabe quem destruiu o nariz da Esfinge de Gizé, no complexo das Pirâmides (foto abaixo). Durante muito tempo, o “vandalismo” foi creditado às tropas de Napoleão que invadiram o Egito no ano de 1798. No entanto, há esboços da Esfinge sem nariz que datam de 1737, mais de 60 anos antes de Napoleão chegar ao Egito – e centenas de anos antes de os exércitos britânicos e alemães lutarem por lá nas duas Guerras Mundiais. A única pessoa conhecida por ter danificado a esfinge foi um clérigo islâmico, Sa’im al- dahr, linchado no ano de 1378 por vandalismo.

8. Os egípcios acreditavam que a Terra era plana e redonda (como uma panqueca) e que o Rio Nilo corria bem no meio do planeta.

9. Os soldados egípcios eram usados como uma força policial interna. Além disso, eles também coletavam impostos para o faraó.

10. Em todos os templos do antigo Egito, o faraó era o responsável por realizar os deveres dos sacerdotes mais altos na hierarquia, mas geralmente seu lugar era tomado pelo sacerdote-mor.

11. A primeira pirâmide construída pelos egípcios antigos (a Pirâmide de Degraus de Djoser, edificada por volta do ano 2600 aC) era originalmente cercada por uma parede de 10 metros de altura. O muro possuía também 15 portas, e apenas uma delas de fato abria.

12. As mulheres no Egito antigo gozavam de igualdade legal e econômica com os homens. No entanto, elas jamais tiveram igualdade social.

13. Alguns esqueletos escavados da época mostram que, ao contrário da crença popular, os construtores das pirâmides eram realmente egípcios. Eles provavelmente estavam a serviço permanente do faraó. Os rabiscos encontrados no local indicam que pelo menos alguns desses trabalhadores tinham orgulho da sua função, chamando suas equipes de “Amigos de Khufu”, “Bêbados de Miquerinos”, e assim por diante – nomes que indicavam alianças com os faraós.

14. Quando um corpo era mumificado, o cérebro era removido por uma de suas narinas e o intestino também era retirado e colocado em frascos especiais. Cada órgão, na realidade, era colocado em seu próprio frasco. O único órgão interno que não era removido era o coração, porque egípcios o consideravam a sede da alma.

15. Ramsés, o Grande, teve oito esposas oficiais e cerca de 100 concubinas. Ele tinha mais de 90 anos de idade quando morreu, no ano de 1212 aC.

Fonte: http://listverse.com/

10 civilizações antigas esquecidas

O típico livro de história se ocupa basicamente dos acontecimentos dos últimos séculos e deixa apenas poucas páginas reservadas para fatos e povos que ocuparam o nosso planeta antes da vinda de Jesus.

Ainda quando incluem a história antiga, os livros raramente se aprofundam em algum assunto que fuja da trifeta Egito, Roma e Grécia. Por isso, é fácil ter a impressão de que, com exceção desses três, o mapa do mundo antigo fosse apenas um grande espaço em branco. Na realidade, nada poderia estar mais longe da verdade. Muitas culturas vibrantes e fascinantes de fato existiram fora dessas regiões mais conhecidas por nós hoje em dia. É hora de preencher as lacunas.

10. Império de Aksum, na atual Etiópia


O reino de Aksum (ou Axum) é o lar de inúmeras lendas. Seja como o lar do enigmático Preste João (lendário cristão do Oriente), o reino perdido da Rainha de Sabá (figura emblemática presente nos textos sagrados da Bíblia, do Alcorão e da Torá) ou o lugar do descanso final da Arca da Aliança (baú bíblico onde as tábuas dos Dez Mandamentos e outros objetos sagrados teriam sido guardados), Aksum esteve durante muito tempo na vanguarda do imaginário coletivo do Ocidente. Afinal, o reino etíope havia de fato existido e, por não ser um mito ou algo inventado, era uma potência comercial internacional.

Graças ao acesso tanto pelo Rio Nilo quanto de rotas de comércio do Mar Vermelho, Aksum prosperou, e no início da Era Comum (iniciada pelo ano 1 dC), a maioria dos povos etíopes estavam sob o domínio aksumite. O poder e a prosperidade de Aksum lhe permitiram expandir até a Arábia. No século III dC, um filósofo persa escreveu que Aksum era um dos quatro maiores reinos do mundo, ao lado de Roma, China e da Pérsia.

Aksum adotou o cristianismo não muito tempo depois do Império Romano e continuou a prosperar durante o começo da Idade Média. Se não fosse pela ascensão e expansão do Islã, Aksum poderia ter continuado a dominar a África Oriental. Depois da conquista árabe da costa do Mar Vermelho, Aksum perdeu sua vantagem comercial sobre seus vizinhos.

Mas a culpa disso é inteiramente do próprio reino de Aksum. Apenas algumas décadas antes, um rei aksumite tinha dado asilo aos primeiros seguidores de Maomé, garantindo, assim, a expansão da religião que viria a dominar a região e, consequentemente, levar ao declínio o império aksumite.

9. Cuche, no nordeste africano

 
Conhecido no Egito Antigo por sua abundância de ouro e de outros recursos naturais valiosos, a civilização Cuche (ou Kush) foi conquistada e explorada por seu vizinho do norte por quase meio milênio (de cerca de 1.500 a 1.000 aC).

Mas as origens de Cuche se estendem muito mais profundamente no passado: artefatos de cerâmica descobertos na região de sua capital, Kerma, datam de cerca de 8.000 aC. Sabe-se ainda que por volta de 2.400 aC, Cuche já ostentava uma sociedade urbana altamente estratificada e complexa baseada em sua desenvolvida agricultura em larga escala.

No século IX aC, a instabilidade no Egito permitiu que os cuchitas recuperassem sua independência. Mais do que isso, em um dos maiores reveses da história antiga, o feitiço virou contra o feiticeiro e Cuche, na realidade, conquistou o Egito em 750 aC.

No século seguinte, uma série de faraós cuchitas comandou um território que em muito superou os seus antecessores egípcios. Foram governantes de Cuche que reativaram a construção de pirâmides e garantiram que esses monumentos se disseminassem por toda a região. Historiadores mais recentes chegam a mencionar que houve um movimento de “Renascimento” ao se referirem a esse período de Cuche.

Eles acabaram sendo expulsos do Egito por uma invasão assíria, que encerrou séculos de intercâmbio cultural entre egípcios e cuchitas. Estes fugiram para o sul e se restabeleceram na região de Meroe, na margem sudeste do Rio Nilo. Em Meroe, os cuchitas romperam de vez com a influência egípcia e desenvolveram sua própria forma de escrever, agora chamada meroítica. O que aconteceu a parir daí continua sendo um mistério. O pouco que sabemos após a ruptura dos cuchitas com o Egito é que o último rei de Cuche morreu em 300 dC, embora o declínio da civilização e as razões exatas para o seu fim permanecem uma incógnita para os historiadores.

8. Reino de Yam, no atual Chade


O reino de Yam certamente existiu como um parceiro comercial e possível rival do Império do Antigo Egito, mas a sua localização exata até hoje é motivo de grande discussão e as pistas de onde a civilização possa ter se desenvolvido são quase tão evasivas quanto as da mítica Atlântida. Com base nas inscrições funerárias do explorador egípcio Harkhuf, parece que Yam era uma terra de “incenso, ébano, peles de leopardo, presas de elefante e bumerangues”. Nada de muito concreto.

Apesar dos relatos de Harkhuf de viagens por terra com duração superior a sete meses, os egiptólogos têm considerado que a terra dos bumerangues não se localizava fora de um raio de apenas algumas centenas de quilômetros do Rio Nilo. Imaginava-se que não havia nenhuma maneira de que os antigos egípcios pudessem ter atravessado a imensidão inóspita do deserto de Saara, e por isso uma distância relativamente pequena era encarada como uma jornada quase sobre-humana.

Existem também alguns questionamentos entre os especialistas da área sobre o que os egípcios da época teriam encontrado se eles efetivamente conseguiram atravessar o Saara e chegaram até o que hoje conhecemos como África Subsaariana.

Porém, parece que nós subestimamos as capacidades dos antigos comerciantes egípcios: hieróglifos descobertos recentemente a mais de 700 quilômetros a sudoeste do Nilo confirmam a existência de comércio entre Yam e Egito e apontam a localização do Yam para as terras altas do norte do atual Chade.

Exatamente como os egípcios cruzaram centenas de quilômetros de deserto antes da criação da roda e com apenas burros como animais de carga continua a ser desconcertante. Mas, pelo menos, o seu destino não está mais envolto em dúvida: eles foram encontrar comerciantes de Yam.

7. Império Xiongnu

 
O Império Xiongnu foi uma confederação de povos nômades que dominaram o norte da China desde o século III aC até que o primeiro século aC. Imagine o exército mongol de Genghis Khan, mas um milênio antes, e com bigas (lembra-se daqueles carros de guerras que ficaram famosos com os romanos? Os asiáticos já os usavam muito antes de Ben Hur). Uma série de teorias já foi criada para explicar as origens de Xiongnu, enquanto alguns estudiosos argumentam que o povo pode ter sido os ancestrais dos hunos.

Infelizmente, o império Xiongnu deixou poucos registros de sua própria história. O que de fato sabemos é que os ataques dos Xiongnu na China foram tão devastadores que o imperador Qin ordenou que começassem as primeiras obras da construção da Grande Muralha. Quase meio século depois, as constantes invasões dos persistentes guerreiros Xiongnu exigiram que a China, agora sob o domínio da dinastia Han, reforçasse e expandisse ainda mais a Grande Muralha. Em 166 aC, mais de 100 mil cavaleiros Xiongnu conseguiram avançar até cerca de 160 quilômetros para o interior da capital chinesa antes de finalmente seres expulsos.

Foi necessária uma combinação de discórdia interna, disputas de sucessão e conflitos com outros grupos nômades para enfraquecer o império Xiongnu o suficiente para que os chineses finalmente fossem capazes de exercer algum tipo de controle sobre seus vizinhos do norte. Ainda assim, Xiongnu foi o primeiro e o mais duradouro império nômade das estepes da Ásia.

Para quem rapidamente fez a conexão entre povos asiáticos antigos e o clássico da Disney, Mulan, bingo! Os invasores bárbaros contra os quais a mocinha do filme, que finge ser mocinho, luta são exatamente os Xiongnu. O resto do desenho, porém, não tem muito compromisso com a realidade.

6. Reino Greco-Batriano, na Ásia Central

 
Muitas vezes, ao narrar a vida e as conquistas de Alexandre, o Grande, nos esquecemos dos homens que o seguiam para a batalha. A história de Alexandre é bem documentada, mas o mesmo não se pode dizer dos homens que sacrificaram suas vidas pelas conquistas do jovem general.

Quando Alexandre morreu inesperadamente, os macedônios não decidiram simplesmente voltar para casa. Em vez disso, seus generais lutaram entre si pela supremacia antes do desmembramento do império. Seleuco I Nicator se deu bem na empreitada e tomou para si praticamente tudo, desde o Mar Mediterrrâeo, a oeste, até as terras onde hoje é o Paquistão, a leste. No entanto, até mesmo este seu império Selêucida é bastante conhecido em comparação com o Greco-Batriano. (Para efeitos de comparação, pesquise ambos os nomes no Google. O império Selêucida possui uma página na Wikipédia em português; o Greco-Batriano, não).

No século III aC, a província de Bátria (região onde hoje se encontram o Afeganistão e o Tadjiquistão) se tornou tão poderosa que declarou a independência. Algumas fontes da época descreveram o lugar como uma terra rica “de mil cidades”, e a grande quantidade de moedas sobreviventes atesta uma sucessão ininterrupta de reis gregos ao longo dos séculos.

A localização fez com que o reino Greco-Batriano se tornasse um centro de fusão de diversas culturas diferentes: persas, indianos, citas e uma série de grupos nômades contribuíram para o desenvolvimento de um reino totalmente único. Nem tudo foi um mar de rosas, no entanto. A posição e a riqueza do reino também atraíram muita atenção indesejada e, no início do século II aC, a pressão de povos nômades da região (sempre eles) forçou os gregos a debandarem para o sul, em direção à Índia.

Na cidade de Alexandria dos Oxus – ou Ai Khanoum, como é conhecida hoje – foram descobertas fascinantes evidências desta combinação radical entre a cultura grega e a oriental. Infelizmente, os combates da guerra entre União Soviética e Afeganistão acabaram por destruir o local histórico, em 1978. Durante o período de escavações posterior, foi achada uma quantidade surpreendente de elementos de culturas distintas. Moedas indianas, altares iranianos e estátuas budistas estavam entre as ruínas desta cidade decididamente grega, que ainda possuía colunas coríntias, um ginásio, um anfiteatro e um templo que combina elementos gregos e zoroastrianos.

5. Yuezhi, por vários lugares da Ásia

 
O povo Yuezhi é conhecido por ter aparentemente lutado contra todo mundo. Basta imaginá-los como um Forrest Gump da história antiga, uma vez que, durante vários séculos, eles estiveram presentes, de uma maneira ou de outra, em uma improvável série de eventos significativos em toda a Eurásia.

Os yuezhi se originaram a partir de uma confederação de várias tribos nômades das estepes ao norte da China. Os comerciantes yuezhi se engajavam em longas jornadas para negociar a pedra ornamental jade, além de seda e cavalos. O comércio florescente da região os colocou em conflito direto com o povo Xiongnu (do item 7), que acabaram por expulsar os yuezhi do comércio chinês.

Depois da sentida derrota, o povo Yuezhi rumou para o oeste, onde encontraram e derrotaram os greco-batrianos (do item acima), forçando-os a se reorganizarem tendo a Índia como novo lar. A migração dos yuezhi para a Bátria também acabou ocasionando o deslocamento de um outro povo, chamado de Saka, que respondeu tomando para si partes do território do império Parta. Algumas tribos citas e sakas eventualmente se estabeleceram por todo o Afeganistão.

Durante o primeiro e o segundo séculos dC, o povo Yuezhi estava em guerra contra esses mesmos citas, além de conflitos ocasionais no Paquistão e China de Han. Neste período, as tribos yuezhi se consolidaram e estabeleceram uma economia agrícola, deixando de lado a característica de serem nômades. Este novo império sobreviveu por três séculos, até que as forças da Pérsia, do Paquistão e da Índia partissem para o ataque e resolvessem reconquistar seus antigos territórios. Aí os yeuzhi pararam de lutar – porque perderam.

4. O reino Mitanni, no Oriente Médio

 
O Estado de Mitanni existiu desde cerca de 1.500 aC até ao ano de 1.200 aC e consistiu no que é hoje a Síria e o norte do Iraque. Você provavelmente já ouviu falar de pelo menos um mitaniano famoso: existem evidências que sugerem que a famosa rainha Nefertiti, do Egito, na realidade nasceu princesa no estado mesopotâmico. Nefertiti provavelmente se casou com o faraó egípcio na época como parte de um esforço para melhorar as relações entre os dois reinos.

Acredita-se que os mitanianos fossem indo-arianos em sua origem e sua cultura demonstra até que ponto a influência dos indianos antigos penetrou na civilização primitiva do Oriente Médio. Os mitanianos incorporaram crenças hindus como o karma e a reencarnação, além de reproduzirem alguns de seus costumes, como o de cremar os mortos. Esses elementos culturais deixam a ligação entre o reino Mittani e o Egito muito mais intrigante.

Nefertiti e seu marido, Amenhotep IV, estiveram no centro de uma revolução religiosa de curta duração no Egito, embora os historiadores só possam adivinhar o quanto disso está relacionado à sua origem estrangeira. De qualquer forma, Nefertiti é famosa por ter sido muito influente durante o reinado de seu marido – para se ter uma ideia, ela foi muitas vezes representada, em desenhos da época, em situações que eram normalmente reservadas ao faraó, como vencendo uma batalha contra inimigos.

Embora muito do que se saiba hoje sobre os mitanianos permaneçam informações especulativas, os estudiosos estão esperançosos de que as próximas escavações descubram a capital de Mitannian, Washukanni, e nos revele mais sobre o reino.

3. Tuwana, na atual Turquia

 
Você pode tentar, mais dificilmente encontrará um reino antigo mais perdido ou esquecido do que Tuwana. Quando o império Hitita (o mais poderoso da Idade do Bronze na Região de Anatólia, atual Turquia) caiu, Tuwana consistia em um punhado de cidades-estado que ajudaram a preencher o vácuo de poder nos territórios que hoje são turcos.

Durante os séculos VIII e IX aC, Tuwana ganhou destaque com uma sucessão de reis, entre os quais apenas alguns são conhecidos devido a inscrições históricas. Tuwana se destacou ao se aproveitar da sua posição entre os impérios Frígio e Assírio, para facilitar o comércio em toda a Anatólia. Como resultado, o povo tuiano acumulou significativa riqueza.

Além de sua forte economia baseada no comércio, Tuwana parece ter possuído grandes riquezas culturais. O reino utilizava uma linguagem hieroglífica chamada luwian, mas depois adotou a escrita fenícia alfabética. Este fato em especial pode ter sido muito importante para a história da região, uma vez que a posição de Tuwana como um elo entre o Ocidente e o Oriente ajudou o reino esquecido a entrar em contato com elementos da cultura grega antiga. Como resultado disso, é possível que toda a interação linguística de Tuwana tenha dado origem do alfabeto grego. Nada mal para um reino de que você nunca havia ouvido falar – esta civilização nem artigo da Wikipédia em inglês possui.

Entretanto, o que parecia ser uma bênção para o reino acabou contribuindo para sua ruína. A localização central de Tuwana, além de outros elementos históricos, como a desunião entre as cidades-estado da Anatólia, deixaram o reino pronto para ser tomado por invasores por volta do ano 700 aC. À medida que o império Assírio se expandia para o oeste, ia conquistando cada uma das cidades-estado pós-hitita ao longo de seu caminho, até controlar grande parte do Oriente Médio.

Se tudo isso soa um tanto especulativo, é porque, até 2012, toda a informação que os historiadores possuíam sobre os tuianos era baseada em poucas inscrições e algumas menções a esse povo feitas em documentos assírios. A recente descoberta de uma grande cidade, que teria sido a base do poder de Tuwana, está mudando tudo isso.

Após a descoberta da cidade, cheia de evidências tão plurais e bem preservadas sobre o povo desconhecido, os arqueólogos começaram a juntar a história deste rico e poderoso reino, que controlou o comércio por meio das Portas da Cilícia durante vários séculos. Considerando que este local tinha uma importância comercial semelhante à da Rota da Seda (embora tivesse um tamanho muito mais reduzido), o potencial arqueológico de Tuwana é gigantesco.

2. Império Máuria, na atual Índia

 
Chandragupta Maurya era praticamente um Alexandre, o Grande, indiano. Por isso, não é de se espantar que, tendo sido contemporâneos, os dois homens tenham, de fato, supostamente se encontrado cara a cara. Chandragupta procurou a ajuda do macedônio em sua tentativa de tomar o controle do subcontinente, mas as tropas de Alexandre estava muito ocupadas cuidando de um motim.

Destemido, Chandragupta uniu a maior parte da Índia sob seu domínio e venceu todos as batalhas que travou nos quatro cantos do subcontinente. Ele fez tudo isso com 20 anos. Após a morte de Alexandre, foi o Império Máuria que impediu que os sucessores do conquistador se expandissem mais e chegassem até a Índia. O próprio Chandragupta derrotou pessoalmente diversos generais macedônios em batalha. Depois desses episódios, os macedônios preferiram fazer um acordo com os indianos em vez de se arriscarem em outra guerra declarada.

Ao contrário de Alexandre, Chandragupta deixou para trás uma burocracia cuidadosamente planejada e um sólido governo para garantir a duração do seu legado. E ele mesmo poderia ter sobrevivido mais tempo se não fosse por um golpe de Estado, em 185 aC, que deixou a Índia dividida, fraca e muito propensa à invasão dos gregos, que na época dominavam os territórios imediatamente ao norte da Índia.

1. Indo-Gregos, na Ásia

 
Existe uma razão pela qual você não pode falar sobre o mundo antigo sem mencionar os gregos – eles estavam por toda parte! Como mencionado anteriormente, as pressões externas condenaram os greco-batrianos, mas o reino indo-grego foi capaz de manter e disseminar a cultura helenística durante mais dois séculos lá longe, no noroeste da Índia.

O mais famoso dos reis indo-gregos, Menandro, supostamente se converteu ao budismo após um longo debate com o filósofo Nagasena, que registrou a conversa em sua obra “As Perguntas do Rei Menandro”. A influência grega, por sua vez, pode ser vista claramente na fusão de estilos artísticos. Embora seja raro encontrar um exemplo de estátua da época que tenha sobrevivido até hoje, alguns achados mostram monges budistas e devotos esculpidos no que definitivamente pode ser considerado estilo grego – principalmente porque as figuras vestiam túnicas gregas.

Com base em algumas moedas indo-gregas feitas por meio de um processo metalúrgico exclusivo da região da China, acredita-se que tenha existido um comércio intenso entre estes dois Estados. Os relatos do explorador chinês Zhang Qian atestam este comércio já no final do segundo século aC. A queda do reino indo-grego parece ter se dado devido à combinação entre a invasão Yuezhi no norte e a expansão indiana no sul. 

Fonte: http://listverse.com/

M1: o incrível caranguejo que continua expandindo há quase 1.000 anos



Para ver com uma resolução maior, clique aqui.

Há muito tempo, entre 1758 e 1782, o astrônomo francês Charles Messier criou uma lista de 110 objetos que não eram – mas poderiam ser confundidos – com cometas ao serem observados no céu.

Isso porque os instrumentos disponíveis na época não eram dos mais refinados. No século XVIII, descobrir cometas era um dos pontos altos da astronomia. O Catálogo de Messier, além de ajudar os cientistas, tornou-se conhecido como uma coleção de objetos para serem observados no céu: nebulosas, aglomerados e galáxias da lista até hoje são alvos prediletos para observação, fotografia e estudo por parte de astrônomos amadores e profissionais.

A Nebulosa do Caranguejo, que fica a cerca de 6.500 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Touro, foi o primeiro objeto catalogado por Messier, e por isso leva o nome técnico de M1.

Atualmente, o “Caranguejo” é conhecido por ser um remanescente de uma supernova, uma nuvem em expansão de detritos restantes da explosão de uma estrela massiva.

O nascimento violento do Caranguejo foi testemunhado por astrônomos no ano de 1054. Com quase cerca de 10 anos-luz hoje, a nebulosa ainda está se expandindo a uma taxa de mais de 1.000 quilômetros por segundo.

O vídeo abaixo é uma animação que compara uma imagem de M1 feita em 1999 no Observatório Europeu do Sul (Alemanha) com uma imagem mais recente, feita em 2012, no Mt Lemmon Sky Center (Arizona, EUA). Estrelas de fundo foram usadas para registrar as duas imagens.

Assista o vídeo aqui.

Fontes: http://apod.nasa.gov/
            http://www.cosmobrain.com.br/

Buraco negro no centro da Via Láctea vomita a maior parte do que devora


O buraco negro gigante que se esconde no centro da Via Láctea, Sagitário A (SA), é um devorador cósmico um tanto “mal-educado”. O objeto super massivo, que engloba a massa de 4 milhões de sóis num espaço exíguo, regurgita cerca de 99% do gás cósmico que atrai em sua direção.

De acordo com recentes descobertas, feitas a partir de imagens do Observatório Chandra X-Ray, da NASA, o SA tem uma taxa de crescimento muito baixa, o que ajuda a explicar por que um buraco negro galáctico, um dos maiores monstros do universo, é tão pouco intenso. Embora não sejam visíveis, as imediações mais próximas emitem uma radiação particularmente forte (devido à absorção de materiais), o chamado “disco de acresção”, que podemos detectar.

“Nos últimos vinte anos os cientistas vêm debatendo sobre o que realmente acontece com a matéria ao redor de um buraco negro”, lembra o líder da equipe de pesquisadores, Daniel Q. Wang , da Universidade Amhers, de Massachusetts (EUA). A questão central é se o processo envolve apenas o fenômeno da acresção, ou se existe material ejetado, fenômeno que estaria associado aos jatos cósmicos – como o proveniente do Quasar de M87 (galáxia gigante elíptica do Aglomerado de Virgem). Esse estudo apresenta a primeira evidência direta de um processo de ejeção de matéria associado ao de acresção, mostrando que a maioria da matéria na nuvem de gás em torno do buraco negro é ejetada para o espaço, o que explica por que não vemos muita luz naquela parte do caminho de matéria que será devorada.

As observações focaram nos raios X (vídeo acima) da nuvem de gás quente em torno do buraco negro do centro da Via Láctea, e mostraram que havia mais regiões de temperatura relativamente baixa do que regiões quentes. Como a matéria aquece à medida que “cai” na direção do buraco negro, os pesquisadores puderam inferir que a maior parte do gás estava sendo perdida no processo. “Deve haver ejeção de matéria, enquanto o gás está se movendo”, explica Wang. Apesar dos avanços, continua, ainda há um longo caminho até entender todo esse processo, como funciona a ejeção de gás e pra onde essa massa toda vai.

Também foram obtidas algumas evidências para a origem nuvem de gás: as novas observações mostram a estrutura do SA em mais detalhes, e sugerem que ela reflete um enxame de estrelas massivas já conhecido de lá – esses astros emitem ventos estelares, intensos e muito rápidos. Os ventos num aglomerado estelar compacto provavelmente colidem muito entre si, produzindo plasma, matéria já observada na nuvem em torno do buraco negro.

Atualmente, os pesquisadores estão aguardando um evento raro para os próximos meses: há uma pequena nuvem de gás em rota de colisão com o SA, e os cientistas poderão observar ao vivo.


Fontes: http://www.livescience.com/
            http://www.science20.com/

Hubble fotografa monstro flamejante de 1 ano-luz de comprimento


Esta imagem surreal mostra uma gigantesca nuvem de gás e poeira (que, na opinião deste que vos escreve, se parece um pouco com uma lagarta a caminho de sua refeição) e uma estrela que está sendo “devorada” por uma radiação ultravioleta extrema, vinda de 65 das mais quentes e brilhantes estrelas já registradas.

As estrelas, do tipo O, estão a 15 anos-luz para a direita da imagem. Elas estão junto com outras 500 estrelas do tipo B, menos brilhantes, e formam o grupo chamado de “associação Cygnus OB2”. A massa do grupo todo é 30.000 vezes maior que a do nosso Sol.

A “lagarta” se chama IRAS 20324+4057 e é na verdade uma proto-estrela nos estágios iniciais de evolução. Na etapa em que se encontra, ela está “coletando” material da nuvem que a rodeia para formar sua massa estelar, e ao mesmo tempo está perdendo o envelope de matéria para o vento (sim, há vento no espaço) causado pelo grupo Cygnus OB2.

Esta e outras proto-estrelas normalmente acabam por formar estrelas com massa entre 1 e 10 massas solares, mas, por causa da radiação de Cygnus OB2, sua massa será bem menor.

A imagem acima é composta por dados capturados pela Hubble Advanced Camera for Surveys em 2006, e por dados capturados pelo Isaac Newton Telescope em 2003.

A IRAS 20324+4057 está a uma distância de 4.500 anos-luz do sistema solar, na constelação Cygnus.

Fontes: http://hubblesite.org/newscenter/
            http://phys.org/

Por que a maior extinção em massa do planeta levou ao aparecimento dos humanos

De acordo com uma nova pesquisa, os antigos parentes mais próximos dos mamíferos – os cinodontes terápsidos – não só sobreviveram à maior extinção em massa de todos os tempos, 252 milhões de anos atrás, como também deram início aos primeiros mamíferos conhecidos – e, consequentemente, a nós, seres humanos.

Os primeiros mamíferos surgiram no período Triássico, há mais de 225 milhões de anos. Esses primeiros exemplares incluíam pequenos animais similares ao musaranho, como o Morganucodon, que habitava as terras que agora pertencem à Grã Bretanha, o Megazostrodon, da África do Sul, e o Bienotherium, que vivia no que hoje conhecemos como China.

Eles possuíam dentes semelhantes aos nossos, porém modificados (incisivos, caninos e molares), além de grandes cérebros. Provavelmente tinham também sangue quente e eram coberto por pelos – todas características que os diferenciam de seus ancestrais répteis e que contribuem para o sucesso de hoje dos mamíferos.

No entanto, uma nova pesquisa sugere que esse conjunto de características únicas foi surgindo gradualmente durante um longo espaço de tempo. O estudo levanta a hipótese de os primeiros mamíferos surgiram como resultado da extinção em massa do fim do período geológico Permiano, que acabou com 90% dos organismos marinhos e com 70% das espécies terrestres.

A pesquisa foi conduzida em conjunto pela Universidade de Lincoln, no Reino Unido, o Museu Nacional, em Bloemfontein, na África do Sul, e a Universidade de Bristol, também no Reino Unido, e foi publicada nesta semana pela revista científica “Proceedings of the Royal Society B”.

O autor principal do estudo, Marcello Ruta, palaeobiólogo evolutivo da Faculdade de Ciências Biológicas da Universidade de Lincoln, Grã Bretanha, diz que as extinções em massa são sempre vistas como um viés totalmente negativo. “No entanto, no caso dos cinodontes terápsidos, que compreendiam um número muito pequeno de espécies antes da extinção, foi algo realmente positivo, uma vez que eles foram capazes de se adaptar e preencher muitos nichos diferentes no período Triássico, de carnívoros a herbívoros”.

A coautora do estudo, Jennifer Botha-Brink, do Museu Nacional, em Bloemfontein, África do Sul, lembra que, durante o período Triássico, os cinodontes estavam divididos em dois grupos: os cinognatos e os probainognatos.

“Os primeiros eram principalmente herbívoros e os segundos se alimentavam principalmente de carne. Os dois grupos pareciam se expandir e desaparecer de forma aleatória – os primeiros eram encontrados em maior quantidade em um dado momento, e em instantes distintos, o outro grupo prevalecia”, conta.

“No final, os probainognatos se tornaram mais diversificados e mais variados em questão de adaptações, e deram origem aos primeiros mamíferos cerca de 25 milhões de anos após a extinção em massa”.

O professor Michael Benton, da Universidade de Bristol, Grã Bretanha, e também coautor da pesquisa, acrescenta que quando um grupo maior, como o dos cinodontes, se diversifica, é a forma do corpo ou a quantidade de adaptações que se expande primeiro. “A diversidade, ou número de espécies, aumenta depois que todas as morfologias disponíveis para o grupo foram experimentadas”, completa.

Os pesquisadores concluíram que a diversidade dos cinodontes aumentou de forma constante durante a recuperação da vida após a extinção em massa. Isto sugere que não há diferença particular na diversidade morfológica entre os primeiros mamíferos e seus predecessores imediatos, os cinodontes. 

Fonte: http://www.sciencedaily.com/

E se… a física quântica funcionasse em nível macroscópico?

A física quântica, na teoria, diz respeito a um mundo infinitamente pequeno. Entretanto, pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, têm tentado durante anos observar as propriedades da física quântica em uma escala maior, até mesmo macroscópica. Em janeiro de 2011, eles conseguiram entrelaçar cristais, portanto, superando a dimensão atômica. Agora, a equipe do professor Nicolas Gisin obteve sucesso ao realiar o entrelaçamento de duas fibras ópticas, envolvendo 500 fótons.

Você já leu sobre o assunto diversas vezes aqui mesmo no HypeScience. Todavia, a diferença é que desta vez, ao contrário de experiências anteriores, que foram realizadas com fibras ópticas de apenas um fóton, esta nova façanha (publicada na revista “Nature Physics”) começa a responder a uma questão fundamental: as propriedades quânticas podem ser aplicadas em um nível macroscópico?

Durante trinta anos, os físicos foram capazes de entrelaçar pares de fótons (partículas de luz). Dessa forma, uma ação sobre a primeira partícula tem um impacto imediato na segunda, independentemente da distância e dos obstáculos existentes entre elas. Em outras palavras, é como se fosse um único fóton presente em dois lugares diferentes ao mesmo tempo. Com isso em mente, uma questão permanece: elementos maiores podem ser entrelaçados em um nível macroscópico?

Parece intuitivo pensar que as regras da física que se aplicam em nível atômico poderiam ser transferidas para o mundo macroscópico. No entanto, as tentativas de provar isso não têm sido fáceis. Na verdade, quando o tamanho de um sistema quântico aumenta, ele passa a interagir cada vez mais com o ambiente à sua volta, o que destrói rapidamente suas propriedades quânticas. Esse fenômeno, conhecido como decoerência quântica, é uma das limitações na capacidade dos sistemas macroscópicos de manter suas propriedades quânticas.

Apesar destas limitações, e devido aos avanços tecnológicos, os cientistas da Universidade de Genebra foram capazes de entrelaçar duas fibras, contendo 500 fótons, ao contrário daquelas que foram previamente entrelaças e continham apenas um fóton.

Para fazer isso, a equipe liderada por Nicolas Gisin criou um entrelaçamento entre duas fibras ópticas em um nível microscópico antes de movê-lo para o nível macroscópico. O estado sobreviveu à transição para a escala maior e o fenômeno pôde ser observado mesmo com os meios tradicionais de detecção, ou seja, praticamente a olho nu.

A fim de verificar se o entrelaçamento sobreviveria ao mundo macroscópico, os físicos reconverteram o fenômeno ao nível microscópico. “Esta primeira experiência em larga escala abre o caminho para muitas aplicações que a física quântica oferece. O entrelaçamento no nível macroscópico é uma das principais áreas de pesquisa em campo atualmente, e esperamos conseguir fazê-lo em objetos cada vez maiores nos próximos anos”, disse o professor Gisin.

Fonte: http://www.sciencedaily.com/

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Gato de Schrödinger tem solução proposta por físico

Há mais de 80 anos, o físico alemão Erwin Schrödinger elaborou um experimento hipotético, baseado em princípios da física quântica, para ilustrar o estranho fenômeno da superposição, em que uma partícula estaria simultaneamente em duas situações distintas, até que uma medição feita por um observador externo fizesse com que esse estado duplo entrasse em colapso, e a partícula fosse vista em uma única situação.

Em artigo recente, o físico Art Hobson apresentou uma solução para o problema do gato de Schrödinger – a chave estaria na “não localidade” e no “emaranhamento“.

“A teoria quântica parece sugerir que, se você conectar um sistema microscópico a um aparelho de medição em larga escala que faça distinção entre os dois estados distintos do sistema microscópico, o aparelho também ficará ‘emaranhado’ em uma superposição de dois estados simultâneos”, explica. “Contudo, isso é algo que nunca foi observado e não é aceitável”.

No experimento, o gato estaria preso em uma caixa junto com um átomo radioativo, que, enquanto não fosse analisado, estaria em um estado de superposição, simultaneamente liberando e não liberando radiação (se liberasse, ativaria um mecanismo que envenenaria o gato, matando-o); paradoxalmente, o gato estaria vivo e morto ao mesmo tempo, enquanto o material não fosse medido e o estado de superposição não entrasse em colapso.

O “gato vivo” é um sinal de que o átomo não liberou radiação; o “gato morto” é um sinal de que o material liberou radiação. De acordo com Hobson, o gato e o átomo radioativo estariam “emaranhados” – e como consequência sofreriam efeitos da “não localidade”, em que alterações em um dos objetos automaticamente provocaria alterações no outro, mesmo a distância. “É um único objeto se comportando como um único objeto, mas em dois lugares diferentes”.

Seguindo esse raciocínio, o gato não estaria ao mesmo tempo vivo e morto: ele simplesmente estaria vivo OU morto de acordo com a situação do núcleo radioativo.

Hobson lembra que pelo menos três soluções similares foram propostas desde 1978, mas não receberam a devida atenção, “levando a confusões e até mesmo a afirmações pseudocientíficas sobre as consequências da física quântica”. “Tenho esperança de que essa solução para o problema da medição seja agora aceita pela comunidade científica. É importante organizar os fundamentos da física quântica”, disse.

Fontes: http://www.sciencedaily.com/
            http://pra.aps.org/abstract/PRA/

14 instrumentos científicos imensos que você não vai acreditar que são reais

A ciência é incrível. E, graças à era da internet, é fácil de ser testemunha desse fato. Por exemplo, uma bela imagem (acima) de tubos fotomultiplicadores nos detectores de neutrinos do Experimento Daya Bay hipnotizou milhões de internautas quando começou a circular online. No entanto, alguns de nós questionaram o que viram, perguntando como ela poderia ser real. Portanto, para o seu prazer visual – e para calar os céticos por aí –, confira um conjunto de enormes e fantásticas experiências científicas e máquinas semelhantes.

14. Tubos fotomultiplicadores dentro do detector de neutrinos Daya Bay, um projeto de física de partículas multinacional destinado a estudar neutrinos, no complexo do reator em Daya Bay, China.


13. Super-Kamiokande, um grande detector Cherenkov operado em conjunto por seis países: Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul, China, Polônia e Espanha. O detector está localizado a 915 metros embaixo da terra, na mina de Kamioka, no Japão.


12. O ATLAS (a sigla em inglês para A Toroidal LHC ApparatuS), um experimento de detector de partícula, construído no Large Hadron Collider (LHC), um acelerador de partículas do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), na Suíça.


11. O experimento Compact Muon Solenoid (CMS), um dos dois grandes detectores de partículas de física de uso geral, do Large Hadron Collider, também localizado no CERN, na Suíça.


10. O Observatório de Neutrinos de Sudbury (SNO), visto por dentro e por fora. A estrutura está localizada a quase dois quilômetros embaixo da terra, na mina Creighton, na cidade de Sudbury, Ontário, Canadá.


9. O Experimento Borexino, localizado no Laboratori Nazionali del Gran Sasso, perto da cidade de L’Aquila, na Itália. A máquina mede o fluxo de neutrinos solares e sua assimetria durante o dia e a noite.


8. O “falecido” gerador Cockcroft Walton, da Fermilab. Infelizmente, ele foi desativado.


7. A máquina Z, ou Usina de Energia Pulsada Z, é o maior gerador de raios-X do mundo, projetado para testar materiais em condições extremas. Ele está localizado em Albuquerque, Novo México, Estados Unidos, no Laboratório Nacional de Sandia. Seu pulso eletromagnético causa um impressionante relâmpago quando a máquina é descarregada.


6. Gammasphere, um detector de raios gama no Laboratório Nacional de Lawrence Berkeley (EUA).


5. A visão de dentro do maior tokamak (reator experimental de fusão nuclear) do mundo, o Joint European Torus (JET). A máquina imensa investiga o potencial da energia de fusão no Centro Culham de Energia de Fusão, em Oxford, na Inglaterra.


4. O interior da câmara-alvo do National Ignition Facility (NIF), o maior laser do mundo, localizado no Laboratório Nacional de Lawrence Livermore, na Califórnia, EUA.


3. Segmentos do espelho primário do telescópio espacial James Webb, observados na câmara de testes criogênicos no Centro de Voo Espacial Marshall, da NASA.


2. A Centrífuga de Grande Diâmetro (LDC, na sigla em inglês), no Centro Europeu de Pesquisa e Tecnologia Espacial (ESTEC) da ESA, a Agência Espacial Europeia. A centrífuga de encontra na cidade de Noordwijk, na Holanda.


1. O interior do Grande Simulador Espacial, no centro de testes da ESA, na Holanda.



Fonte: http://hypescience.com/

Buraco negro é filmado ejetando “mola maluca” espacial

Cientistas do Space Telescope Science Institute, em Baltimore, Maryland (EUA), passaram oito meses analisando imagens da Câmera Planetária de Campo do Hubble 2 e Câmera Avançada de Pesquisas. As observações, feitas entre 1995 e 2008, são de um buraco negro no centro de uma galáxia gigante chamado M87.

Eles analisaram um jato jorrando do buraco negro, algo como uma “mola maluca” espacial, composta de aglomerados de gás que iluminam e desaparecem ao longo do tempo. As bolhas têm dinâmicas complexas, com gás acelerando a taxas diferentes ao longo do objeto. A equipe encontrou evidências que sugerem que o movimento em espiral do jato é criado por um campo magnético em forma de hélice em torno do buraco negro.

Na parte externa do jato de M87, por exemplo, um aglomerado de gás brilhante, chamado laço B, parece ziguezaguear, como se estivesse em movimento ao longo de um caminho em espiral. Vários outros aglomerados de gás ao longo do jato também parecem se enlaçar em torno de uma estrutura invisível.

“Buracos negros supermassivos são um componente-chave em todas as grandes galáxias”, disse Eileen T. Meyer, do Space Telescope Science Institute. “A ativação desses jatos na maioria dos buracos negros desempenha um papel fundamental na evolução das galáxias. Ao estudar os detalhes desse processo na galáxia mais próxima, podemos esperar saber mais sobre a formação de galáxias e da física de buracos negros em geral”.

A pesquisa espera aprender mais sobre como as galáxias evoluem, e como os jatos de alta velocidade produzidos durante a fase ativa de um buraco negro tem um papel significativo nesse processo. O próximo passo será estudar mais três jatos por meio de observações do Hubble, para ver se eles se comportam de maneira semelhante.



Fonte: http://hypescience.com/

O que é o nada? Muito mais complicado do que parece

Lawrence Krauss foi o físico teórico que nos explicou como o universo pode ter vindo do nada e como a física quântica suporta estas afirmações. No vídeo abaixo ele explica como um conceito aparentemente simples como o nada — nada é nada, ora pois — pode ser tão complexo de se definir. O nada do vácuo do espaço sideral é cheio de coisas e pode vir a se tornar algo se houver tempo suficiente, de acordo com a mecânica quântica. No fim do vídeo Lawrence fala de um conceito de nada da física que pode ser o mais preciso que há.

Confira no vídeo: 

 
     Ative a tradução das legendas para português.

Fonte: http://hypescience.com/

Será que os neandertais ensinaram os humanos modernos a construir ferramentas?

Os neandertais aparentemente criaram os mais antigos exemplos conhecidos de uma espécie de ferramenta, feita de osso e encontrada na Europa. Segundo os pesquisadores, isso aumenta a possibilidade de os humanos modernos terem aprendido como construir essas ferramentas com os próprios neandertais.

Eles já foram os parentes vivos mais próximos dos humanos modernos e habitavam uma vasta área desde a Europa até o Oriente Médio e ainda na Ásia Ocidental. Esta antiga linhagem de seres humanos foi extinta cerca de 40 mil anos atrás, quase no mesmo período em que os seres humanos modernos se expandiram por todo o mundo.

Os neandertais criaram artefatos semelhantes aos feitos na mesma época por seres humanos modernos que chegavam à Europa, como adornos pessoais e pequenas lâminas, o que tem gerado um acalorado debate entre os cientistas se tal comportamento foi desenvolvido antes ou após o contato com os humanos modernos.

“Há um enorme debate sobre como os neandertais eram diferentes dos humanos modernos”, conta Shannon McPherron, arqueóloga do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária em Leipzig, na Alemanha.

Recentemente, McPherron e seus colegas descobriram que os neandertais criaram um tipo especializado de ferramenta de osso antes só visto em humanos modernos. Estas ferramentas possuem cerca de 51 mil anos de idade, tornando-as os mais antigos exemplos conhecidos de tais ferramentas na Europa. A data também indica que os artefatos são anteriores à chegada conhecida dos humanos modernos.

Os instrumentos de osso em questão são conhecidos como lissoirs (“pedras de polimento”), que são utilizados para suavizar o couro e torná-lo mais resistente, impermeável e lustroso. Os cientistas descobriram fragmentos de quatro exemplos de tais ferramentas em dois locais antigamente habitados por neandertais no sudoeste da França. A suavidade uniforme e as bordas arredondadas do lissoir provavelmente são resultado de raspagem, sugerindo que eles o usavam, de fato, em materiais moles, como peles.

A pesquisadora McPherron afirma que um aspecto totalmente novo do comportamento neandertal foi encontrado. “Até agora, todas as ferramentas de osso conhecidas dos neandertais se pareciam com suas ferramentas de pedra”, acrescenta McPherron. “Em outras palavras, os neandertais viam o osso como apenas mais uma matéria-prima para ser transformada nos mesmos tipos de ferramentas de pedra como raspadores, entalhes e machados de mão”.

“Os seres humanos modernos, por outro lado, produziram diversos e diferentes tipos de ferramentas de osso ao aproveitarem as propriedades do material, que podia ser moldado em formas específicas”, lembra McPherron. “Aqui, pela primeira vez, temos provas de neandertais fazendo exatamente a mesma coisa. Eles pegaram ossos de costelas e os moldaram para transformá-los em uma ferramenta idêntica à dos humanos modernos de 40 mil anos atrás”. É impressionante notar que uma versão muito similar dessa ferramenta está ainda em uso hoje na preparação do couro.

“O que isto significa é que os neandertais, de fato, reconheciam o osso como um material que poderia ser trabalhado de maneiras especiais para criar novos tipos de ferramentas. Nesse sentido, os neandertais não são diferentes dos seres humanos modernos daquela época”, afirma. “Para muitos pesquisadores, o desenvolvimento das ferramentas especializadas de osso seria uma das tecnologias que separavam os dois grupos de seres humanos. Agora sabemos que este já não é mais o caso”.

McPherron adverte, porém, que os pesquisadores não estão sugerindo que os neandertais foram os primeiros a fazer ferramentas de osso. “Existem ferramentas de osso sofisticadas ainda mais antigas que foram achadas na África, por exemplo”, conta McPherron. “Mas os neandertais foram, sim, os primeiros a produzirem ferramentas na Europa a partir de ossos”, esclarece.

E estas não são as primeiras ferramentas de ossos de autoria dos neandertais, no entanto, são as primeiras que foram feitas para serem apenas réplicas de suas ferramentas de pedra.

Ainda não está claro se os neandertais aprenderam a fazer os lissoirs com os humanos modernos ou se eles o inventaram inteiramente por conta própria. Há ainda a possibilidade de o homem moderno ter aprendido a fazer esse tipo específico de ferramenta óssea com os homens neandertais.

“A data que temos, de aproximadamente 51 mil anos atrás, é mais antiga do que a primeira evidência que temos de seres humanos modernos na Europa, mas ainda está perto o suficiente para que tenhamos de mencionar a possibilidade”, diz McPherron. “O que precisamos fazer agora é procurar em sítios arqueológicos ainda mais velhos por essas mesmas ferramentas, a fim de verificar se os neandertais já vinham fazendo essas ferramentas desde muito tempo antes”.

“Eu acredito que, enquanto muitas equipes estarão procurando por mais dessas ferramentas feitas de osso, elas acabarão encontrando vários outros artefatos”, opina McPherron. “Eu suspeito que este novo aspecto do comportamento neandertal era realmente bastante generalizado e poderemos encontrar evidências disso em diversos outros lugares”.

Por enquanto, estes resultados “são a melhor evidência que temos de que os neandertais eram capazes de inventar, por conta própria, um aspecto do que tem sido chamado de cultura humana moderna”, resume McPherron. Os cientistas detalharam online suas descobertas na segunda-feira (12), na revista “Proceedings of National Academy of Sciences”.

Fonte: http://www.livescience.com/

10 estranhas condições médicas de que você nunca ouviu falar

Quando as pessoas pensam em doenças estranhas, o que lhes vêm à mente são condições como síndrome de Tourette ou albinismo. Entretanto, o mundo das doenças é aparentemente infinito – justamente quando você acha que já ouviu falar de todas, conhece alguns casos diferentes, como essas 10 estranhas condições médicas de que você provavelmente nunca tinha ouvido falar antes.

10. Doença do homem de pedra

Conhecida no meio médico como fibrodisplasia ossificante progressiva (FOP), a doença do homem de pedra é uma das condições genéticas mais incapacitantes e raras que existem. Fiel ao seu nome popular, a doença faz com que o tecido ósseo comece a crescer em músculos, tendões e outros tecidos conjuntivos, o que acaba por efetivamente restringir o movimento da pessoa.

Indivíduos com FOP podem até desenvolver um segundo esqueleto, que eventualmente tem a capacidade de transformá-los em estátuas vivas. Como o coração e outros órgãos vitais são constituídos de um tipo diferente de músculo, eles não são atingidos por esse crescimento do tecido ósseo.

Em todo o mundo, existem apenas 800 casos confirmados, e não há cura ou algum tratamento conhecido, além de analgésicos. Aqueles que possuem FOP vivenciam surtos aleatórios da doença ou trauma físico subsequente. Algo tão pequeno quanto uma injeção pode ser o ponto de partida para que os ossos comecem a crescer. Mas há motivos para manter a esperança. Em 2006, o gene da FOP foi descoberta, e pesquisas clínicas estão sendo feitas neste momento.

9. Lipodistrofia progressiva

Às vezes referida como “síndrome de Benjamin Button inversa”, a lipodistrofia faz os pacientes parecerem muito mais velhos do que suas idades verdadeiras. No caso da jovem de 15 anos, Zara Hartshorn, ela já foi confundida com a mãe de sua irmã mais velha, de 16 anos de idade. Mas como isso acontece?

A culpa é de uma mutação genética hereditária ou adquirida através de medicamentos, mecanismos autoimunes ou outros processos não identificados. A lipodistrofia é caracterizada pela perda de tecido de gordura por baixo da pele. A perda de gordura ocorre no rosto, seguido pelo pescoço, extremidades superiores e tronco, o que causar rugas e dobras na pele.

Até agora, apenas 200 casos foram relatados em todo o mundo, afetando principalmente mulheres. Não há cura ou tratamento para a lipodistrofia, além de insulina, intervenções estéticas como o face-lift, ou injeções de colágeno (que, porém, eventualmente desaparece).

8. Língua geográfica

Cerca de 2 a 3% da população em geral possuem desenhos de mapa desenhados na língua, daí o nome da condição. Isso acontece devido à falta de papilas gustativas em determinadas partes da língua, regiões onde aparecem algumas projeções digitiformes, semelhantes a desenhos geográficos. O padrão dos “mapas” sobre a língua também muda rapidamente de dia para dia, dependendo de onde as papilas se recuperaram e quais se desgastaram.

A chamada língua geográfica é uma condição inofensiva, com poucos ou nenhum sintoma, embora algumas pessoas sintam desconforto na língua ou sensibilidade a alimentos picantes. E a própria causa é um mistério. Vários estudos fornecem dados conflitantes sobre a relação entre a língua geográfica e outras doenças como a diabetes. No entanto, existe a possibilidade de uma ligação genética, uma vez que a condição tende a ser recorrente em certas famílias.

7. Gastrosquise

Agora, em vez da falta de partes do corpo, que tal ter a maioria dos seus órgãos vitais no lado de fora do seu corpo? A gastrosquise é um defeito congênito da parede abdominal que resulta no desenvolvimento de alguns órgãos dos bebês na parte de fora do seu corpo. Nos Estados Unidos, a estatística de uma criança nascer com gastrosquise é de 3,73 para cada 10.000 nascidos vivos (ou seja, 0,003%).

Em mães mais jovens, o risco é maior. Por outro lado, a taxa de sobrevivência hoje em dia é muito maior do que já foi no passado. Se antigamente a taxa de sobreviência era de cerca de 50%, os recém-nascidos com gastrosquise de hoje possuuem entre 85 e 90% de chances de sobreviver – e ainda por cima com poucas probabilidades de ter complicações na fase adulta da vida.

6. Xeroderma pigmentoso

Essa condição genética é responsável por um aumento de piadas ruins sobre vampiros, uma vez que os pacientes desenvolvem uma sensibilidade extrema à luz ultravioleta. Uma mutação que interfere com a reparação do DNA é a causa da doença. Os sintomas geralmente aparecem pela primeira vez no início da infância e vêm acompanhados de queimaduras graves depois de apenas alguns minutos de exposição ao sol.

Sardas no rosto e por toda a pele exposta aos raios solares são comuns, assim como pele seca e alterações na cor da pele. Infelizmente, as pessoas com XP têm uma grande chance de desenvolver câncer de pele. Sem a proteção adequada, quase a metade de todas as crianças com XP desenvolvem algum tipo de câncer de pele antes mesmo de completarem 10 anos de idade.

Os olhos também frequentemente ficam vermelhos, nebulosos e irritados após a mínima exposição ao raios ultravioletas. Existem oito tipos diferentes de XP, cada um com sua própria gravidade e seus sintomas particulares. Estima-se que apenas uma em cada 250 mil pessoas na Europa e nos EUA tenham a condição.

5. Má-formação de Chiari

Os pacientes com má-formação de Chiari possuem um cérebro grande demais para seu crânio. O tecido do cérebro, geralmente o cerebelo, empurra e pressiona o canal da coluna vertebral. Quão rara é a condição? Apenas 1% da população dos EUA tem malformação de Chiari, mas a condição parece muito mais comum quando se observa que essa quantidade corresponde a 3 milhões de estadunidenses.

A má-formação é diagnosticada não só em crianças, mas também em adultos. Existem atualmente quatro tipos conhecidos. O tipo I é o mais comum e menos grave, enquanto o tipo IV é o mais raro e mais grave, causando inclusive problemas neurológicos, que são muitas vezes fatais. Nem todas as pessoas que possuem a má-formação de Chiari apresentam sintomas. Além disso, os sintomas mais comuns de quem sofre dessa condição são geralmente dores excessivas de cabeça. Para muitos, porém, a descompressão cirúrgica do crânio é necessária.

4. Alopécia

Esta doença auto-imune faz com que o sistema imunológico dos pacientes ataquem erroneamente os folículos pilosos da cabeça, resultando em perda desigual de cabelo.

A alopécia, também conhecida como alopecia areata (AA), possui duas outras formas. A alopecia totalis corresponde à completa perda de cabelo no couro cabeludo. A alopecia universalis, por sua vez, é a forma mais rara de AA, que ataca todos os folículos de cabelo, incluindo cabelos, sobrancelhas, cílios, assim como os pelos de todo o corpo.

De uma maneira bem estranha, em todas as três formas, o cabelo pode regredir de forma aleatória e imprevisível. Embora a alopécia afete cerca de 2% da população mundial, não existe cura ou tratamento para a condição. Além disso, nenhum outro sintoma tem sido relatado pelos pacientes com exceção de coceira na pele, durante as fases iniciais de AA.

3. Síndrome da unha-patela

O pensamento de olhar para seus dedos e não encontrar unhas provoca arrepios na sua espinha? Aqueles com síndrome da unha-patela (SUP) muitas vezes não têm unhas, ou suas unhas crescem anormalmente, divididas ao meio, ou ainda simplesmente crescem longe do lugar onde deveriam estar.

Outro sintoma são anormalidades esqueléticas que limitam o movimento, a mais extremo sendo a deformação ou ausência completa da rótula. Ainda mais estranha é a presença de pequenos chifres ilíacos, isto é, saliências no osso pélvico que às vezes podem ser sentidos através da pele.

Segundo estatísticas oficiais, pelo menos uma em cada 50 mil pessoas tem SUP, mas os sintomas são tão diversos que o diagnóstico se torna muito difícil, mesmo dentro de uma família que compartilha a condição.

2. Neuropatia hereditária sensorial do tipo I

Esta doença é tão rara que sua prevalência é simplesmente uma estimativa: dois casos por milhão de pessoas. Aqueles com neuropatia hereditária sensorial tipo 1 (NHS) sofrem de perda de sensibilidade, geralmente nas pernas, pés, braços e mãos. A capacidade de sentir dor e temperatura é afetada, por vezes até ao ponto em que a pessoa não sente mais absolutamente nada nos membros afetados.

Um vez que a NHS provoca inclusive a perda de sensações de dor, não é inédito para aqueles que possuem a condição sofrerem fraturas aleatórias e até mesmo necrose, o que resulta em tecidos mortos no corpo. As pessoas com NHS podem até mesmo quebrar uma parte de seu corpo ou morder um pedaço de sua língua sem se sentir nem um pouco de dor. E justamente o fato de serem incapazes de sentir dor pode ser algo fatal em muitas situações, porque as lesões e as feridas deixadas sem tratamento podem resultar em infecções, que por vezes levam à morte.

1. Miotonia congênita

Você já ouviu falar de cabras que desmaiam? Fofas e indefesas. No entanto, elas não são os únicos mamíferos a desmaiar no reino animal. Nós, seres humanos, também podemos sofrer de miotonia congênita, a doença que afeta as cabras do início deste tópico. Desenvolvida em decorrência de uma mutação genética, a miotonia congênita afeta o fluxo de íons cloreto, que são responsáveis por avisar o músculo quando ele deve se contrair, e em que momentos relaxar.

Isso resulta em rigidez muscular após contrações voluntárias, normalmente depois de longos períodos de descanso, e pode afetar os músculos das pernas, braços, mandíbulas e do diafragma. Não há cura e o tratamento é oferecido somente para os piores casos. Os mais recomendados são exercícios físicos e movimentos suaves logo após os períodos de descanso, para ajudar os músculos a não se enrijecerem. Apesar do constrangimento ocasional, as pessoas diagnosticados com miotonia congênita tendem a viver vidas longas e felizes.

Fonte: http://listverse.com/

Astrônomos descobrem um campo magnético incrivelmente forte

O núcleo morto de uma estrela massiva está produzindo um dos campos magnéticos mais poderosos já registrados pelos cientistas. Medindo apenas 12 quilômetros de diâmetro, o “magnetar” está exercendo uma força 20 trilhões de vezes maior que um ímã de geladeira.

Quando os astrônomos descobriram a estrela morta em junho de 2009, batizada de SGR 0418 5729, suas medições iniciais indicaram um campo magnético excepcionalmente baixo. Uma nova análise realizada com o telescópio espacial XMM-Newton da ESA (agência espacial europeia) mostrou que o magnetar, um tipo particular de estrela de nêutrons, possui na verdade uma atração magnética incrível.

Estrelas de nêutrons são os restos de estrelas maciças que entraram em colapso depois de queimar todo o seu combustível e se tornaram uma supernova. Elas são objetos extremamente densos, abarrotados com mais massa do que o nosso sol em um espaço do tamanho de uma cidade – com entre 10 e 20 km de diâmetro.

Algumas estrelas de nêutrons passam, numa parte breve de sua existência, a agir como um magnetar – assim nomeados por conta de seus campos magnéticos extremamente intensos, que são bilhões de vezes maiores do que aqueles produzidos por imagens de ressonância magnética. De vez em quando, esses magnetars entram em erupção com explosões de radiação de alta energia.

Medições iniciais do SGR 0148, que fica a cerca de 6.500 anos-luz da Terra, indicaram uma força magnética de 6×10¹² gauss – cerca de 100 vezes abaixo do que normalmente se observa em magnetares. “Gauss” é a unidade padrão utilizada para medir campos magnéticos. Um ímã do refrigerador típico carrega cerca de 50 Gauss, e uma máquina de fMRI (ressonância magnética funcional) cerca de 70.000 gauss.

A observação do estranho e inesperado campo magnético fraco do SGR 0148 tinha a ver com a forma como ele foi medido. Magnetares giram um pouco mais lentamente do que estrelas de nêutrons, mas ainda podem fazer uma rotação completa em poucos segundos. Astrônomos podem determinar a força magnética pela medição da velocidade à qual a rotação está diminuindo, mas esta técnica não permite medições mais detalhadas.

Uma técnica nova, desenvolvida por Andrea Tiengo, do Instituto Universitário Studi di Superiori em Pavia, Itália, envolve a medição das variações do espectro de raios-X do magnetar em intervalos de tempo muito curtos, cada vez que gira. Isto permite análises muito mais detalhadas e precisas – que revelam, potencialmente, o maior campo magnético já observado pela ciência.

Usando a nova técnica, SGR 0148 apresentou um campo magnético superforte e retorcido, atingindo 1×10¹⁵ gauss em uma pequena região da superfície – com algumas centenas de metros de diâmetro. Isso é mais do que um quatrilhão de Gauss.

Fonte: http://io9.com/