sábado, 18 de fevereiro de 2012

Estrelas de rápida rotação desaceleram vertiginosamente devido ao fato de voarem separadas

Tradução: João Alexandre
Revisão e Colaboração: Antônio Carlos Oliveira
                                       Jaqueline Leite


    
 NASA/GSFC

As estrelas mortas que giram espetacularmente rápido conhecidas como pulsares de milissegundo diminuem sua rotação através de explosões de si mesmas no espaço, como sugere um novo modelo.

Os pulsares são núcleos super-densos, fortemente magnetizados de estrelas maciças deixadas para trás depois de se tornarem supernova. Especificamente, os pulsares são estrelas de nêutrons feitos de nêutrons densamente 'empacotados', com cada pedaço do tamanho de um cubo de açúcar, a matéria da estrela de nêutrons pesa tanto quanto uma montanha de cerca de 100 milhões de toneladas.

Essas estrelas de nêutrons podem aumentar sua matéria e energia engolindo as estrelas companheiras, um processo que faz com que os pulsares emitam raios-X e girem de forma extraordinariamente rápida - a taxas de 100 a 1.000 vezes por segundo - ganhando-lhes o apelido de "pulsares de milissegundo."

Mais tarde, depois de sifonar toda a matéria nos envelopes exteriores de suas estrelas companheiras, os pulsares de milissegundo desaceleram gradualmente e passam a emitir ondas de rádio. No entanto, pouco se sabia sobre o que acontece durante a atual desaceleração antes desses pulsares começarem a soltar rajadas de ondas de rádio.

Fonte: http://www.livescience.com/

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Alzheimer: proteína contamina cérebro como um vírus

A doença de Alzheimer parece se alastrar como uma infecção, de célula para célula no cérebro. Dois novos estudos com ratos descobriram que, a dispersão similar a um vírus ou bactéria propaga a proteína “tau”.

A surpreendente descoberta responde uma questão muito debatida, e tem implicações imediatas no desenvolvimento de tratamentos. Os pesquisadores suspeitam que outras doenças degenerativas cerebrais, como o Parkinson, possam se desenvolver da mesma maneira.

Os pesquisadores do Alzheimer já sabiam que células prestes a morrer, cheias de tau, emergem em uma pequena área do cérebro responsável pela produção e arquivamento de memórias: o hipocampo. A doença então, pouco a pouco, se move para outras áreas que envolvem a lembrança e a racionalidade.

Mas, por mais de 25 anos, os pesquisadores não conseguiam decidir entre duas explicações. Uma é que o desenvolvimento da doença significa que ela é transmitida de neurônio para neurônio, talvez através dos canais nervosos usados na comunicação intercelular. Outra, é que algumas áreas são simplesmente mais fortes do que outras, resistindo à doença por mais tempo.

Os novos estudos nos dão a resposta. E eles indicam que talvez seja possível parar o mal de Alzheimer ao prevenir a transmissão de célula para célula, com um anticorpo que bloqueie a tau.

Os estudos, realizados independentemente por pesquisadores da Universidade de Columbia e Harvard, envolveram ratos geneticamente modificados que podiam produzir proteínas tau humanas, predominantemente no córtex entorrinal, onde as células começam a morrer com o mal de Alzheimer. Como esperado, as taus apareceram ali. E também, como esperado, as células dessa região cerebral dos ratos começaram a morrer, cheias de filamentos das proteínas.

Nos dois anos seguintes, a morte de células se espalhou para outras células. Como essas não podiam produzir a tau humana, a única maneira possível seria com a transmissão através dos nervos celulares.

Apesar dos estudos terem sido feitos com ratos, os pesquisadores esperam que o mesmo fenômeno ocorra com humanos, porque os animais tinham o gene humano da tau, e a progressão da doença combina como o do Alzheimer em pessoas.

As pesquisas se inspiraram em observações que mostravam o começo da doença no córtex entorrinal, e depois se espalhando. O foco de estudo foi “como ela se espalha?”.

Os pesquisadores sabiam que algo iniciava a doença de Alzheimer. O maior candidato era uma proteína conhecida como beta amilóide, que se acumula no cérebro dos doentes, formando placas grossas. Mas ela é muito diferente da tau. Ela é secretada e se acumula fora das células. E os pesquisadores nunca encontraram evidências de que elas passam de célula para célula.

Ainda assim, a amilóide cria o que são “más regiões” em partes responsáveis pela memória. E então a tau entra no jogo – alguns cientistas a chamam de “executora” – se acumulando nas células e matando-as.

Caso algumas células levassem mais tempo para sucumbir à má vizinhança, isso explicaria a dispersão da doença pelo cérebro, e não haveria necessidade de usar uma explicação estranha, como a tau passando de célula para célula.

Mas estudos em humanos não determinaram se essa hipótese estava correta. Eles envolveram autópsias e imagens cerebrais, revelando-se “indiretos e inconclusivos”.

A questão de qual hipótese estava correta – da tau passando de célula pra célula, ou das más regiões do cérebro com vulnerabilidade pra esse processo – continuou sem reposta. 

Quando os pesquisadores conseguiram desenvolver ratos modificados geneticamente que expressavam a tau humana apenas no córtex específico, a resposta veio. Os ratos também foram importantes para testar novas formas de bloquear a passagem da tau para outras partes.

Já que a tau se espalha de neurônio para neurônio, talvez seja necessário bloquear tanto a produção de beta amilóide, que parece fazer com que a doença prossiga, quanto a tau, que continua o processo e faz o Alzheimer atingir seu pico.

Os pesquisadores estão se perguntado se outras doenças degenerativas se espalham pelo cérebro por culpa de proteínas.

Há evidências de que isso talvez aconteça no mal de Parkinson. Dois pacientes que tiveram células cerebrais fetais implantadas no lugar de neurônios mortos, quando morreram, autópsias revelaram que eles ainda tinham as células fetais, mas com bolas de uma proteína do mal de Parkinson, a alfa sinucleina, dentro delas. A forma mais óbvia para isso acontecer é de que a proteína tóxica se espalhou. Mas eles não conseguiram provas da hipótese da má vizinhança. 

No novo estudo, a questão da má vizinhança está acertada. “Isso é o que diferencia esses estudos de todos os outros. Não é uma má vizinhança. É contágio de um neurônio para o outro”, explicaram os cientistas. 

Fonte: http://hypescience.com/

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Enorme fenda na Antártida é um verdadeiro quebra-gelo

NASA/GSFC/METI/ERSDAC/JAROS, e ASTER Science Team/EUA-Japão

Um dos satélites do Sistema de Observação da Terra da NASA registrou esta imagem da Geleira de Pine Island, na Antártida Ocidental, em 13 de novembro de 2011, depois que  uma equipe de pesquisadores descobriu uma fenda de 30 quilômetros de comprimento na gigantesca massa de gelo.

Membros da
Operação IceBridge avistaram a fenda durante um sobrevoo com um DC-8 em 14 de outubro de 2011. Calcula-se que a rachadura tenha 80 metros de largura por 60 de profundidade.

Ao final do processo de ruptura, a fenda irá se separar completamente da geleira, criando uma imensa ilha de gelo com 900 quilômetros quadrados. A geleira de Pine Island drena 10% de todo o lençol de gelo da Antártica Ocidental. Embora o mais ameno e o aquecimento dos mares tenham afetado outras geleiras da Antártida, ocorrências de desprendimento como esta tem acontecido regularmente na Geleira de Pine Island ao longo das últimas décadas.

"É parte de um ciclo natural, mas muito interessante e impressionante quando visto de perto”, comentou Michael Studinger, cientista do projeto IceBridge, em outubro de 2011. "Parece que uma parte significativa da banquisa está prestes a se desprender”.

Devido a problemas de abastecimento de combustível, a Operação IceBridge  foi obrigada a cancelar seu ultimo voo, que partiria para a Antártida em 22 de novembro. Mesmo assim a missão foi um sucesso, e forneceu aos cientistas dados valiosos sobre a densidade do gelo e os eventos que elevam o nível dos mares, mesmo com a descoberta de poucas fendas ao longo do caminho.

Fonte: http://discoverybrasil.uol.com.br/

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Astrofísica: As 3 perguntas mais frequentes

Esteja na sala de aula, em uma festa ou conversando com visitantes do planetário onde trabalha, Charles Liu sabe que cedo ou tarde alguém vai fazer uma dessas três questões.

“Eu nunca estive em um local público onde as pessoas soubessem o que eu faço e ninguém perguntasse algo do tipo”, comenta o cientista. Ele é professor de astrofísica e trabalha no planetário Hayden.

Ao longo dos anos, Liu desenvolveu algumas respostas muito sólidas, baseadas em evidências científicas e em sua opinião, para essas três questões. Aqui vão elas:

Existe um Deus?

“O que eu digo para as pessoas é que a ciência, em geral, e a astronomia, em particular, não ficam pensando se existe ou não um Deus. Na ciência, as conclusões são tiradas a partir de evidências e confirmações de previsões, e é isso que diferencia o conhecimento científico do não científico.

Recentemente, o Papa Bento disse algo do tipo: ‘A teoria do Big Bang é a prova de que Deus existe’. Na verdade não é. É só uma prova de algo aconteceu no começo do universo, quando não havia tempo ou espaço, e então começou o tempo e o espaço. Para muitas pessoas, as descobertas astronômicas confirmam o que elas já pensavam: que Deus está lá. E para muitos outros, as descobertas dos astrônomos confirmam o que eles já pensavam, que Deus é desnecessário – que Deus não existe.

Então o Big Bang não prova realmente que Deus ou deuses existem ou não, ou se um monstro voador de espaguete é real ou não; é simplesmente muito, muito legal. 

“Uma última coisa sobre essa pergunta: as pessoas perguntam, ‘bem, o que você acha?’. E eu digo, ‘eu não sei’. Eu penso que o universo é lindo, complexo e fascinante. E eu não vi nenhuma evidência que mostre um ser divino onisciente no controle do universo. Mas não há nada que diga que isso não existe, também”, conta.

Existem alienígenas?

“Sim. O universo é tão vasto e as leis da natureza tão consistentes que as chances da vida se desenvolver em apenas um local é essencialmente zero. Se a vida apareceu em um lugar, tem que ter aparecido em outros”, diz.

Então, os extraterrestres existem? Sim. Mas eles pousaram na Terra? Não. Nenhuma das chamadas evidências extraterrestres aqui na Terra passou por um teste científico rigoroso.

Vamos, em algum dia, fazer contato com eles? Desde o advento do rádio, sinais são enviados da Terra e viajam cerca de 50 anos-luz, ou 430 trilhões de quilômetros. Mas só a nossa galáxia tem quase 900 trilhões de quilômetros. Então os sinais de rádio teriam que viajar muito mais para pegar pelo menos uma fração da Via Láctea. Então um civilização em algum lugar da nossa galáxia teria quase nenhuma chance de captá-lo, a não ser que estivesse muito perto.

E, ao mesmo tempo, com todos nossos esforços, quase não conseguiríamos detectar sinais de rádio de uma estrela próxima, muito menos uma distante. Então existem chances de conseguirmos fazer contato com vida extraterrestre? “Sempre é possível, mas as chances são muito, muito remotas”, explica.

O aconteceria se eu caísse em um buraco negro?

“Essa é uma pergunta dividida em duas. Aqui na Terra, nós temos as marés. Elas funcionam basicamente com a lua puxando mais um lado da Terra, e como resultado o globo se alonga levemente, dependendo da posição do satélite. Mas a Terra é robusta, então você não a vê se movendo muito, mas a água é líquida, fluindo para o lado alongado”, diz. 

Agora, quando você chega perto de um buraco negro, essa interação é aumentada absurdamente. Se você fosse, por exemplo, pular de ponta no buraco, o topo da sua cabeça sentiria muito mais a força gravitacional, até que você parecesse pasta de dente saindo do tubo. Eventualmente você viraria um amontoado de partículas subatômicas que são sugadas para dentro do buraco negro.

O que pode ser ainda mais interessante de se pensar é o que acontece se você entra em um buraco negro e de algum modo consegue não ser estraçalhado. Acontece que, quanto maior o buraco, menos extrema sua superfície é. Se você tem um buraco negro, digamos, do tamanho da Terra, com certeza iria virar espaguete. Mas se ele for do tamanho do sistema solar, então as forças no “horizonte do evento” – isso é, o ponto sem retorno do buraco negro – não são assim tão fortes. Nesse caso, você até poderia manter a integridade.

Nessa situação, o que acontece quando você começa a experimentar os efeitos da curvatura do tempo e do espaço, prevista pela teoria geral da relatividade de Einstein? Primeiro de tudo, você se aproximaria da velocidade da luz, conforme entra no buraco negro. Então, quanto mais rápido você se movesse pelo espaço, mais devagar se moveria o tempo.

E ainda mais, conforme você cairia, coisas estariam caindo na sua frente experimentariam uma dilatação temporal ainda maior. Então se você olhasse para frente, veria cada objeto que caiu lá no passado. E se você olhasse para trás, conseguiria ver tudo que um dia vai cair atrás de você. O ponto é: você veria a história inteira daquele ponto do universo simultaneamente, do Big Bang até o futuro distante. Incrível, não?

Fonte: http://hypescience.com/

Fóssil animal de 500 milhões de anos atrás mostra sistema de alimentação bizarro

Pesquisadores descobriram recentemente uma estranha criatura em forma de tulipa eternizada em fósseis de 500 milhões de anos.

O animal se alimentava atrás de um “filtro”, tinha um corpo em forma de tulipa e uma haste que o “ancorava” no fundo do mar. 

Os fósseis que continham esses animais foram descobertos em uma camada rochosa nas Montanhas Rochosas canadenses.

Chamado de Siphusauctum gregarium, a criatura tinha o comprimento de 20 centímetros e uma estrutura bulbosa que continha seu sistema de alimentação e intestino.

Segundo os cientistas, esse animal tinha um sistema de alimentação como nenhum outro animal conhecido. “O mais interessante

é que este sistema de alimentação parece ser único entre os animais”, disse a pesquisadora Lorna O’Brien. “Os avanços recentes têm ligado muitos animais bizarros a membros de grupos primitivos de animais encontrados hoje, mas Siphusauctum desafia esta tendência. Não sabemos onde ele se encaixa em relação a outros organismos”, explica.

Siphusauctum vivia em aglomerados no fundo do mar, com algumas placas de fósseis contendo restos mortais de mais de 65 indivíduos.

Os pesquisadores descobriram mais de 1.100 espécimes individuais, dando a área o apelido de “canteiros de tulipas”.

Fonte: http://hypescience.com/

Pesquisadores realizam “viagem no tempo molecular”

A Saccharomyces cerevisiae, nome científico da levedura que se usa para fermentar o pão e a cerveja, é um fungo unicelular. É eucarionte, ou seja, o material genético está separado do resto das organelas por uma membrana. Dentro dela, o DNA dessa levedura já é todo conhecido. Mas cientistas americanos conseguiram “ressuscitar” genes antigos e mudar a estrutura dessa membrana: algo como uma viagem no tempo molecular.

A pesquisa foi executada por cientistas das universidades do Oregon e de Chicago. Eles analisaram a levedura em sua estrutura celular e focaram na membrana que separa o núcleo, onde se encontram os cromossomos, do restante da célula. Entre a membrana e a periferia da célula, há um conjunto de três anéis de proteína responsáveis pelo intercâmbio entre o interior e o exterior do núcleo.

Antigamente, há milhões de anos, os fungos apresentavam apenas dois anéis nessa membrana, mas uma mutação genética ao longo do tempo criaria um terceiro. Isso é interpretado como uma desvantagem evolutiva, porque os dois anéis proteicos dos velhos tempos eram mais versáteis, por isso davam conta do trabalho que hoje é feito por três. Devido à duplicação genética, parte dos cromossomos úteis de antigamente foram deixados para trás.

Dessa forma, os cientistas reativaram os tais genes adormecidos no núcleo da levedura, o que modificou a composição dos anéis de proteína da membrana. Com isso, estes anéis voltaram a ter a complexidade de funções que possuíam anteriormente, razão pela qual esse procedimento foi chamado de “viagem no tempo molecular”.

Este estudo tem valor conceitual. Os cientistas afirmam que a volta no tempo molecular explica porque uma simples mutação genética, ainda que gradual, garante que haverá um reflexo em determinada molécula, em geral aumentando sua complexidade. Embora, conforme eles ponderam, isso nem sempre seja positivo.

Fonte: http://hypescience.com/

Porque ocorreram tantos grandes terremotos ultimamente?

Ultimamente, o que não faltam são notícias sobre desastres naturais, especialmente terremotos.

Estamos ficando loucos, ou realmente estamos experimentando um aumento na taxa de grandes terremotos recentemente?

Especialistas documentaram, por exemplo, que por um período de quase 40 anos (após o terremoto de magnitude 8,7 de fevereiro de 1965 no Alasca), o mundo não viu um único grande terremoto.

Já nos últimos 7 anos desde o final de dezembro de 2004, houve nada mais, nada menos que cinco grandes terremotos – fora os moderados ou pequenos.

Estes incluem três terremotos na Indonésia: um de 2004, em Sumatra (magnitude 9,1), outro em Nias em 2005 (8,7), e um em Bengkulu (8,5) em 2007, além do terremoto no Chile em 2010 (8,8) e o último no Japão em 2011, (9,0).

Bom, pode-se argumentar que isso é uma consequência de melhores instrumentos de medição de terremotos e melhores relatórios desses grandes terremotos.

Sim, isso é verdade. Em 1931, havia cerca de 350 estações sismológicas e, hoje, existem mais de 4.000 estações. Os instrumentos que os sismógrafos usam para medi-los também são muito mais sensíveis.

Graças à internet, agora é possível saber mais sobre terremotos em poucos minutos, ao invés de semanas.

Aliás, os terremotos têm um impacto muito maior hoje do que no passado. Você deve ter notado que o terremoto de 2010 no Haiti, de longe o mais mortal desastre natural na história do hemisfério ocidental, que mataou mais de 200.000 pessoas, não está na lista acima.

Isso aconteceu porque a magnitude do terremoto, 7, não foi tão excepcional. Port-au-Prince foi apenas um infeliz desenvolvimento urbano com uma infraestrutura muito frágil que se agrupou em torno de uma falha geológica.

Os terremotos recentemente se tornaram muito mais proeminentes devido ao seu número de mortos. Podemos acrescentar a isso o efeito do “mundo malvado”, onde as coisas parecem muito pior devido a uma mídia mais voraz.

No entanto, apesar disso tudo “explicar” o aparente aumento recente no número de grandes terremotos, não explica o fato de que este sentimento já foi expresso antes.

Não somos os primeiros a se perguntar: “será que os terremotos aumentaram?”. As pessoas fizeram essa mesma pergunta nos anos 60, depois de um aglomerado de terremotos durante o período de 1950 a 1965.

Ou seja, a questão é: grandes terremotos podem se aglomerar no tempo?

Se sim, isso revolucionaria a nossa compreensão atual da tectônica, porque implicaria que um grande terremoto pode de alguma forma provocar outro a muitos quilômetros de distância, ou coisa parecida.

De certa forma, não é completamente irracional que um terremoto em um lado da Terra possa desencadear outro do outro lado.

Quando um grande terremoto passa, a Terra literalmente vibra como um sino, às vezes por até um mês depois.

Terremotos menores se aglomeram no espaço e no tempo. Eles fazem isso de acordo com a lei de Omori, que diz que a frequência de tremores secundários após um grande terremoto decai inversamente com o tempo.

Isso é devido ao choque do grande terremoto que faz com que todas as outras falhas “escorreguem”. Então, talvez um terremoto no Chile possa realmente fazer com que uma falha no Japão também entre em atrito.

Os cientistas Charles Bufe e David Perkins analisaram as estatísticas e concluíram que na década de 1960, bem como agora, realmente houve aumento da taxa de terremotos.

Eles sugeriram que isso poderia ser provocado por um monte de coisas as quais nós, meros humanos, não entendemos direito, como pressão de poros transitórios induzidos por tensões dinâmicas de ondas sísmicas, ou oscilações livres da terra geradas por grandes terremotos distantes, entre muitas outras coisas.

O ponto é: grandes terremotos parecem se agrupar no tempo. E agora?

Apesar dos dados, das pesquisas, das análises, nós, seres humanos, temos mania de encontrar padrão onde às vezes não há nenhum. Então grandes terremotos se agrupam mesmo ou não?

Parece que, essencialmente, não. Bufe e Perkins analisaram apenas terremotos de magnitude 8,5, que é um limiar, ao invés de um número aleatório.

Se redefinirmos esse número, as estimativas mudam. As chances de haver uma lacuna enorme de grandes terremotos de 1965 a 2000, por exemplo, são muito pequenas. Verifica-se que a probabilidade de que 16 eventos em um intervalo de 111 anos contenham tal lacuna longa é de apenas 1,3%.

A grande questão é: às vezes coisas de baixíssima probabilidade acontecem, e isso não é necessariamente um padrão, é apenas algo muito difícil de acontecer, que aconteceu.

Isso não é o fim da história, no entanto. Apesar de, estatisticamente, grandes terremotos não se aglomerarem, ainda é possível que descobrir que um agrupamento existe, de forma empírica, ou, na falta disso, através de uma explicação mecanicista plausível. 

Outra coisa que pode corroborar uma hipótese de agrupamento de terremoto são mais dados. Se tivermos três terremotos de magnitude 8,5 no próximo ano, isso vai desequilibrar a balança para um agrupamento de terremotos. Dado que os últimos três terremotos de magnitude 8,5 mataram mais de 16.000 pessoas, essa seria uma prova bastante agridoce de que eles se aglomeram, não?

Fonte:  http://hypescience.com/

Vídeo: enorme tempestade é filmada sob a Via Láctea


Nunca falha. A cada mês, mais ou menos, os astronautas da Estação Espacial Internacional conseguem capturar a Terra da maneira mais incrível. E cada vez parece ficar melhor. 

A imagem dessa vez é pouco diferente das outras já divulgadas, que revelavam quase sempre auroras. Essa mostra tempestades na África e um extra: a Via Láctea aparecendo no horizonte.

Fonte: http://hypescience.com/

Veja uma grandiosa foto do “Olho dourado” do espaço


Uma nebulosa planetária próxima brilha como um grande olho dourado dourado, e foi novamente fotografada por um telescópio no Chile.

Esta linda foto espacial revela a nebulosa Hélix, que está a cerca de 700 anos-luz da Terra, na constelação de Aquário. A foto foi tirada com luz infravermelha.

Essa é uma nebulosa planetária, um estranho objeto formado quando uma estrela como o sol fica sem o combustível hidrogênio. As camadas mais externas da estrela se expandem e resfriam, criando um grande “envelope” de poeira e gases. A estrela agonizante começa a liberar radiação, o que dá a ela esse brilho característico. 

Apesar do nome, as nebulosas planetárias não tem nada a ver com planetas. O nome se refere às suas superfícies, que lembram os planetas gigantes observados por telescópios.

A estrela no centro da Hélix está se tornando uma anã branca: um objeto cósmico encolhido e superdenso, que consegue ter a massa do sol com o tamanho da Terra. A estrela pode ser visualizada como um pequeno ponto azul no centro da figura. 

A nebulosa Hélix é um complexo corpo composto de poeria, materiais ionizados e gases moleculares, juntos em um intricado padrão.

O anel principal tem cerca de dois anos-luz de tamanho, o equivalente a metade da distância entre o sol e sua estrela mais próxima. Entretanto, o material pouco denso da nebulosa se espalha por pelo menos quatro anos-luz.

Sem os detectores de infravermelho seria difícil enxergar as nuvens de gás molecular, mas na foto podemos vê-las em vermelho escuro. Você também pode ver a fina estrutura dos anéis de Hélix, em filamentos que radiam do centro.

Apesar de parecerem finos, esses filamentos de hidrogênio molecular têm, cada um, o tamanho de nosso sistema solar. Essa moléculas conseguem sobreviver à radiação da estrela exatamente porque se aglomeram, protegidas pela poeira e gases.

A nova imagem também revela uma quantidade incrível de galáxias e estrelas nos arredores, muito mais longes do que a nebulosa. Veja mais em http://www.youtube.com/watch?v=PYyrlh640m8&feature=player_embedded

Fonte: http://hypescience.com/

Erva mate pode destruir células de câncer

Será que tomar um gole de erva mate pode prevenir o câncer de cólon? Em um estudo recente, da Universidade de Illinois, EUA, cientistas mostraram que as células cancerígenas desse tipo de câncer morrem quando ficam expostas a um número de compostos bioativos presentes na bebida.

“Os derivados da cafeína presentes no mate não apenas induzem a morte de células cancerígenas do cólon, como também reduzem processos inflamatórios”, comenta Elvira de Mejia, professora de química e toxicologia alimentar.

Ela comenta que isso é importante porque a inflamação pode acelerar os passos da progressão do câncer.

No estudo in vitro, os pesquisadores purificaram, e então trataram células cancerígenas do cólon humano com ácidos cafeoilquínicos (ACQ) derivados da erva. Conforme os cientistas aumentaram a concentração de ACQ, as células do câncer morreram por apoptose. 

“Falando de maneira simples, a célula cancerígena se autodestrói porque seu DNA é danificado”, afirma a pesquisadora.

De acordo com ela, a habilidade de induzir a apoptose, ou morte celular, é uma tática promissora para intervenções terapêuticas em todos os tipos de câncer. 

O mecanismo que levou à morte da célula cancerígena é simples. Certos derivados de ACQ diminuíram muito os agentes de inflamação, incluindo o NF-kappa-B, que regula muitos genes. No fim, as células do câncer morrem com a indução de duas enzimas específicas, a caspase-3 e a caspase-8.

“Se nós conseguirmos diminuir a atividade do NF-kappa-B, o importante agente que liga a inflamação e o câncer, nós podemos controlar a transformação das células normais em células cancerígenas”, diz.

Os resultados do estudo sugerem que os derivados da cafeína na erva mate atuam como agentes anticâncer, e podem ser importantes contra outros processos associados a inflamações.

Mas, como o cólon e sua microflora têm um grande papel na absorção e no metabolismo de compostos relacionados à cafeína, os efeitos podem ser mais úteis nesse local.

“Acreditamos que há muita evidência de apoio ao consumo de erva mate pelos seus benefícios bioativos, especialmente se você tem razões para se preocupar com o câncer de cólon”, adiciona.

Fonte: http://hypescience.com/

Misterioso hexágono de Saturno é fotografado de perto


Acredite ou não, esse é o polo norte de Saturno. Ainda não se sabe ao certo como o estranho sistema hexagonal de nuvens foi criado, como continua assim, ou mesmo se vai durar muito tempo. 

Visto pela primeira vez na década de 80, até agora não foi encontrado nada parecido em nosso sistema solar. Através de diversas imagens, foi possível criar esse vídeo, onde o centro foi excluído, já que não foi capturado de maneira adequada. 

No vídeo, você pode ver muito movimentos inesperados das nuvens, como as que emanam das bordas do hexágono. Não é incrível que essa estrutura permaneça há quase 30 anos? Os cientistas planetários pretendem continuar a estudar essas formações, para talvez descobrir os por quês. Veja mais em http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=RZAI1LkFlVg

Fonte: http://hypescience.com/

Um possível desastre ecológico que ninguém comenta: a acidificação dos oceanos

Chaminés, fornos e tubos de escape de carros são algumas fontes que liberam dióxido de carbono para o ar. Parte desse dióxido acaba dissolvido na água do mar, como ácido carbônico. 

Como o dióxido de carbono na atmosfera hoje em dia chega a 380 partes por milhão (ppm), enquanto os últimos milhões de anos viram oscilações entre cerca de 180 e 280 ppm, não é nenhuma surpresa que a água do mar esteja mais ácida do que durante este período recente da história da Terra.

Como sempre, não é só a dimensão dessa mudança que é importante, mas sua velocidade.

Um novo estudo tentou medir a taxa atual dessa mudança, contra o que aconteceu em épocas pré-industriais, mas ficou dependente de modelos de computador para fornecer estimativas históricas.

Apesar dessa ressalva, os números da pesquisa são surpreendentes, sugerindo que a atual taxa de acidificação é duas ordens de magnitude maior do que o que aconteceu no final da última Era Glacial.

Será que animais marinhos, plantas e ecossistemas podem viver com isso? Como os oceanos ficarão no futuro? Será que ainda vão ser capazes de nos fornecer os alimentos que precisamos?

Alguns experimentos em laboratório sugerem problemas. Por exemplo, na semana passada, uma equipe de pesquisadores australianos descobriu que níveis aumentados de CO2 na água do mar afetam a química do cérebro de peixes alterando seu comportamente.

Algumas pessoas podem dizer que o que está acontecendo não é um aumento da acidez, e sim uma queda na alcalinidade, portanto, não se pode chamar isso de acidificação.

De uma certa forma, isso está correto. Com o pH de 8,1 e caindo, a água do mar está a caminho de alcalina para neutra.

Mas isso é irrelevante. Os organismos e ecossistemas se adaptam a qualquer acidez ou alcalinidade que encontram, mas precisam de tempo para fazê-lo e, em alguns casos, por exemplo, para animais que precisam formar conchas, essa adaptação pode ser impossível.

De qualquer forma, há uma riqueza de evidências de que a acidificação dos oceanos é motivo de preocupação – talvez até mais do que os efeitos climáticos das emissões de CO2.

Algumas convenções climáticas já mencionam os problemas da acidificação. A Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável) oferece uma maneira de colocar a questão sobre as mesas de presidentes e primeiros-ministros, e é um movimento a ser ativamente prosseguido.

A Comissão Oceanográfica Internacional da Unesco é um dos organismos das Nações Unidas dedicado a falar sobre a acidificação na agenda Rio.

Tal como acontece com os impactos do clima, há uma agenda preocupada com lidar com os impactos da acidificação, bem como uma agenda preocupada com a redução da tendência em si.

Alguns anos atrás, por exemplo, os cientistas mostraram que manter a população de peixes equilibrada e saudável em um recife oferece proteção contra impactos de temperatura e acidez. 

Uma solução pode ser encontrada, mas o problema precisa ser reconhecido. 

Fonte: http://hypescience.com/

Astrônomos amadores descobrem novo planeta

Dois astrônomos amadores britânicos, Chris Holmes e Lee Threapleton, avistaram um novo planeta durante um projeto para encontrar mundos fora do nosso sistema solar, divulgado pelo professor Brian Cox.

Se a autenticidade da descoberta for confirmada por outros cientistas, ele será nomeado “Threapleton Holmes B”.

O planeta é provavelmente gasoso e tem em torno do tamanho de Netuno. Os padrões que os cientistas amadores encontraram sugerem que o planeta parecia estar orbitando uma estrela (seu sol) chamada SPH10066540, que se situa entre 600 e 3.000 anos-luz de distância.

Chris Lintott, da Universidade de Oxford, disse que o planeta deve ser quente demais para sustentar a vida. 

A dupla fez a descoberta após a identificação de mudanças nos padrões de luz da imagem do telescópio Kepler, da NASA.

A imagem havia sido postada online no endereço Planethunters.org, da Universidade de Oxford, que pede aos membros do público para olhar os dados da NASA na esperança de aumentar e/ou provocar tais descobertas.

“Eu nunca nem tive um telescópio. Tive um interesse passageiro por onde as coisas estão no céu, mas nunca tive qualquer conhecimento sobre isso. Ser uma das pessoas a achar alguma coisa é uma posição muito emocionante”, disse Holmes.

Essa é apenas a terceira vez que cientistas amadores britânicos descobrem um novo planeta. Holmes e Threapleton são seguidores dos passos do primeiro deles, William Herschel, que descobriu Urano em 1781.

Fonte: http://hypescience.com/

Fenômeno: cometa sendo engolido pelo sol é flagrado pela primeira vez


Na astronomia, existe um grupo de cometas suicidas que mergulham em direção ao sol: são os chamados “Kreutz sungrazer” (literalmente, arranha-sol de Kreutz). Em dezembro, foi registrado pela primeira vez que um desses cometas passou pela coroa solar e sobreviveu para contar a história. 

Agora, câmeras da NASA captaram um desses corpos celestes sendo destruído, passo a passo, devido à proximidade do sol.

Eles recebem esse nome em homenagem a um astrônomo alemão do século XIX, Heinrich Kreutz, que verificou que a órbita de tais cometas os levava a ingressar na coroa solar, que seria uma espécie de atmosfera do nosso astro. 

O cometa protagonista da vez chama-se “Cometa Kreutz C/2011 N3”. Na verdade, ele foi observado no dia 4 de julho do ano passado e despedaçado pela proximidade com a nossa estrela apenas dois dias depois, mas só nesta quinta-feira os cientistas da NASA anunciaram sua observação e relataram os resultados. 

Quando o cometa foi localizado a caminho do sol, media cerca de 50 metros de comprimento e pesava cerca de 60 mil toneladas métricas. Sua cauda luminosa, que se estendia por 10 mil quilômetros, explica como os astrônomos conseguiram encontrar um corpo relativamente pequeno diante da imensidão do sol. O cometa viajava a 2,1 milhões de quilômetros por hora.

Todo o trajeto fatal foi acompanhado durante os dois dias, até dez minutos antes de sua desintegração. Nesse ponto, os astrônomos viram que o cometa perdeu rapidamente algo entre 700 mil e 70 milhões de quilos, e acabaria se desfazendo em pedaços que vaporizaram. O Kreutz C/2011 N3 morreu completamente quando estava a cerca de 100 mil quilômetros da superfície do sol – o que é relativamente perto, segundo os cientistas.

A principal importância de estudar a fragmentação dos cometas, conforme explica a NASA, é descobrir mais sobre a composição material destes corpos celestes. Nos últimos 15 anos, calcula-se que cerca de 1.400 cometas mergulharam em direção ao sol, mas ainda não havia recursos suficientes para analisá-los. 

Agora, um estudo mais avançado pode revelar respostas não apenas sobre os cometas, mas também sobre como se comporta a superfície solar e se há algo nesse quesito que possa influenciar a Terra. 

Fonte: http://hypescience.com/

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Galáxia minúscula e invisível deve ser feita totalmente de matéria escura

Os astrônomos descobriram o que parece ser uma pequena galáxia invisível para os telescópios, completamente composta de matéria escura, que não reflete luz.

Os cientistas acreditam que a matéria escura, que pode ser feita de uma partícula exótica, não reflete luz e representa cerca de 98% de toda a matéria no universo. No entanto, ela nunca foi detectada – será que existe mesmo?

Descobrir objetos escuros como esta galáxia poderia ajudar os pesquisadores a entender melhor o que é a matéria escura e como ela afeta a matéria normal em torno dela.

A galáxia recém-descoberta é incrivelmente distante e extremamente pequena. Ela orbita uma galáxia maior, da mesma forma que um satélite. 

Embora os telescópios não possam identificar a galáxia anã, os cientistas detectaram a sua presença através das distorções minúsculas em sua gravidade quando luz passa por ela.

A nova galáxia anã está a cerca de 7 bilhões de anos-luz de distância, ou seja, sua luz leva 7 bilhões de anos para chegar até a Terra. Ela pesa cerca de 190 milhões de vezes a massa do sol – uma soma aparentemente enorme, apesar de galáxias típicas terem massa de dezenas de bilhões de sóis.

“Esta é a galáxia de menor massa que pudemos observar a esta distância”, disse o coautor do estudo, Matthew Auger, da Universidade da Califórnia.

Mesmo mais longe, a cerca de 10 bilhões de anos-luz, há uma outra galáxia cuja luz passa por essa galáxia anã e sua hospedeira em seu caminho para a Terra. 

Por estar tão distante e ser tão difícil de se ver, os astrônomos não tem certeza se a galáxia recentemente descoberta realmente é feita quase que exclusivamente de matéria escura, ou se apenas contém estrelas que são muito fracas para serem visíveis a esta distância.

Mas, segundo os pesquisadores, há alguma razão para pensar que galáxias de matéria escura de muito pouca massa existam, independente de qualquer matéria visível. 

O pequeno grupo de matéria escura pode ter originalmente contido gás, que formou estrelas que, quando morreram e explodiram em supernovas, podem ter expelido todo o gás restante para o espaço, deixando o aglomerado de matéria escura, sem nenhum material para formar novas estrelas.

No entanto, os modelos teóricos não são claros sobre esta questão, e os astrônomos gostariam de saber mais sobre aglomerados de matéria escura sem estrelas.

Galáxias anãs não são uma raridade no cosmos. Na verdade, a galáxia recém-descoberta tem aproximadamente o mesmo tamanho que nossa própria galáxia satélite da Via Láctea, a anã de Sagitário.

“Pela primeira vez estamos recebendo informações sobre algo que tem uma massa que é comparável a alguns dos mais pequenos satélites da Via Láctea (como os anões Fornax e Sagitário), mas fora do nosso universo local”, disse o coautor da pesquisa, David Lagattuta.

Satélites da Via Láctea também são pouco compreendidos – eles são difíceis de observar, e a teoria prediz que muitos mais deles devem ser descobertos. 

Os cientistas esperam que encontrar mais galáxias anãs em torno de galáxias hospedeiras distantes pode ajudar a lançar luz sobre o problema.

Fonte: http://hypescience.com/

Cynus-X, a fábrica de estrelas da Via Láctea



Há muito tempo, os cientistas pesquisam como as estrelas se formam. E para ajudar a entender essa questão tão complexa, os astrônomos tiraram uma foto de infravermelho da Cygnus X, a maior região formadora de estrela conhecida da galáxia Via Láctea.
A imagem foi feita em 2009 pelo telescópio espacial Spitzer, e posteriormente digitalmente traduzida em cores que os seres humanos podem ver, com as regiões mais quentes coloridas com azul mais forte. 

Na imagem, é possível ver grandes bolhas de gás quente, infladas pelos ventos de estrelas de grande massa logo depois que se formam. 

Os modelos astronômicos atuais postulam que essas bolhas em expansão movimentam gás e às vezes até colidem, muitas vezes criando regiões densas o suficiente para se colapsarem gravitacionalmente em mais estrelas. 

A “fábrica de estrelas” Cygnus-X se estende por mais de 600 anos-luz, contém mais de um milhão de vezes a massa do nosso sol e encontra-se 4.500 anos-luz de distância na direção da constelação do Cisne (Cygnus). 

Em alguns milhões de anos, as colisões devem parar na região e a calma provavelmente será restaurada. Disso, restará um grande aglomerado aberto de estrelas, que por si só vai se dispersar ao longo dos próximos 100 milhões de anos.

Fonte: http://hypescience.com/

A ciência está certa sobre a incerteza quântica?

Em 1927, o físico alemão Werner Heisenberg anunciava seu princípio da incerteza. Essa postulação diz, basicamente, que não é possível medir todas as propriedades de uma partícula quântica (seja uma molécula, um átomo ou partícula subatômica) com precisão absoluta, porque a medição da primeira propriedade causa uma perturbação na partícula e compromete a medição das outras. Mas uma equipe de cientistas da Universidade Tecnológica de Viena (Áustria) propõe que esse princípio não funciona exatamente assim.

A equipe de pesquisadores austríacos é liderada por um cientista japonês, Yuji Hasegawa. O princípio básico dessa nova ideia, de acordo com ele, é que a interferência que acontece na medição das propriedades de uma partícula quântica não significa que haja necessariamente incerteza, ou pelo menos não da maneira que Heisenberg imaginava.

Vamos a um exemplo prático. Em sua época, o cientista alemão usava um experimento baseado em raios luminosos para medir a posição de um elétron em determinado instante. Mas para essa medição dar certo, é preciso lançar sobre o elétron uma pequena onda, que cause uma perturbação no seu estado natural. Essa perturbação altera o momento linear (o produto entre massa e velocidade da partícula) original do elétron. 

Por isso, seria impossível medir, ao mesmo tempo, a posição e o momento linear do elétron, só se poderia medir um ou o outro. 

Heisenberg acreditava que essa condição se aplicava apenas à mecânica quântica, mas os pesquisadores de Viena explicam que a incerteza também se observa em outros campos da física. Além disso, não se trata de um problema de medição: as partículas quânticas são incertas naturalmente. Em outras palavras, não daria mesmo para medir a posição e o momento linear de um elétron porque nem ele mesmo “sabe” onde está indo; não existe uma regularidade a ser mensurada.

Logo, os princípios precisam ser refeitos sobre essas duas variáveis: de um lado, a dificuldade de medição já identificada pelo princípio de Heisenberg. De outro, a “incerteza natural” de uma partícula quântica, que independe da dificuldade de medição. Para isso, usa-se as noções do “spin quântico”, que seria algo como as “coordenadas” de uma partícula quântica levando em conta sua natureza de movimento.

E foi isso que fizeram os pesquisadores de Viena: para fugir da medição clássica entre posição e momento linear, mediram o spin (giro) de um nêutron em dois experimentos consecutivos, e os números que foram aparecendo puderam dar uma visão mais abrangente do movimento da partícula. Dessa maneira, concluíram que existe de fato a incerteza no movimento das partículas quânticas. Mas isso não acontece porque as medições não podem dar conta, e sim pela própria natureza das partículas. 

Fonte: http://hypescience.com/

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Entendendo os 10 mais destrutivos comportamentos humanos

Ao longo do tempo, a raça humana já inventou muitas formas diferentes de destruir a si mesma. Muitos cientistas já se dedicaram a analisar algumas atitudes que as pessoas tomam, mas grande parte dessa área de conhecimento ainda permanece um mistério para muita gente. Esta lista com dez comportamentos destrutivos é uma tentativa de jogar alguma luz sobre este assunto.

10 – Mentira
 
Contar uma mentira não é tão fácil para quem não está acostumado: um estudo cronometrado concluiu que a mentira leva 30% a mais de tempo para ser falada do que a verdade. Outras pesquisas mensuram quantas vezes uma pessoa mente em um dia, um ano ou na vida inteira, por exemplo. Em uma destas investigações, feita por psicólogos da Universidade de Massachussets (EUA), 60% dos participantes foram flagrados mentindo pelo menos uma vez em uma conversa de dez minutos.

Mas ainda não está clara a origem da tendência à mentira. A maior parte dos psiquiatras a atribui a problemas de auto-estima: quanto mais baixa, maiores as chances do uso da mentira para mascarar a situação. Psicólogos de outra universidade americana, a Washington and Lee (Lexington, Virginia), afirmam que a definição de mentira já é algo impreciso. Para eles, a mentira depende de duas coisas: a pessoa que conta deve acreditar que sua frase é falsa, e deve estar com intenções claras de que o interlocutor a aceite como verdade. Se fugir desse perfil, já não pode ser chamada de mentira.

9 – Violência
 
Será que a violência só acontece quando existe um motivo? Ou o cérebro e genes do ser humano são condicionados a uma busca natural por ela? Muitos pesquisadores já acreditaram na segunda opção. Analisando a pré-história, nossos ancestrais tinham hábitos como canibalismo, por exemplo, mas pesquisas recentes indicam que eles eram mais pacifistas do que o homem atual.

No mundo animal também existe violência, quase sempre relacionada à luta por comida, parceiros sexuais ou território. Os seres humanos, em maior ou menor escala, apresentam essas mesmas características: estudos de 2008 mostram que existem áreas específicas no cérebro para esse fim. 

Alguns psicólogos acreditam, por essa razão, que o ser humano é uma das espécies mais violentas do planeta: o mecanismo hormonal responsável por isso é ativado muito facilmente. Mesmo que a situação violenta não tenha uma relação aparente com o instinto de sobrevivência animal.

8 – Roubo
 
Já não é algo novo na sociedade a existência dos cleptomaníacos, pessoas que teriam tendência natural ao roubo. Um estudo com 43 mil pessoas descobriu que 11% admitiram já ter roubado uma loja pelo menos uma vez. Mas se esta atitude nem sempre é motivada por necessidade, é preciso que algum fator emocional a explique: a adrenalina da ação, por exemplo.

Uma pesquisa de 2009, conduzida pela Universidade de Minnesota, os participantes foram ministrados ou com um placebo ou com doses de naltrexona, um fármaco que reduz a compulsão por álcool e outros vícios, como drogas e jogo. E o teste mostraria que a substância reduz também a compulsão ao roubo, ou seja, ele também seria uma espécie de vício nocivo instalado em nossas mentes.

Fatores neurológicos à parte, também já foi registrado o ato de roubar no mundo animal. Algumas espécies de macaco usam truques para chamar a atenção dos rivais, tirá-los do lugar onde vivem e roubar a comida deles durante a ausência.

7 – Traição
 
Por que o ser humano, já tendo escolhido um parceiro conjugal, continua sujeito à tendência de procurar outra pessoa? Em cada cinco americanos, um acha que a traição é moralmente aceitável ou que essa atitude nada tem a ver com moral. Alguns estudos lançam um paradoxo: são justamente as pessoas com mais integridade moral, em teoria, que tendem a trair mais.

E qual seria o motivo? Psicólogos explicam que é justamente porque tais pessoas tiram a traição conjugal da esfera da ética. Em alguns casos, alguma condição ou atitude do parceiro traído seria justificativa suficiente para isso. Fatores de gênero e poder também estão envolvidos nessa balança, mas muitos aspectos sobre a traição continuam obscuros.

6 – Vícios
 
Todos os fumantes sabem, atualmente, que estão fazendo mal a seus pulmões, e mesmo assim fumam. Mas talvez isso não se explique apenas pela dependência química que a nicotina causa no corpo: fatores psicológicos podem levar as pessoas a manter este e outros maus hábitos de vida. Por que, apesar da consciência do mal, as pessoas buscam justificar suas atitudes (dizendo coisas como: minha avó tem 90 anos e fumou a vida inteira)?

Uma psicóloga canadense, da Universidade de Alberta, elencou cinco razões além da biologia para afirmar porque as pessoas não largam seus vícios. Seriam elas: rebeldia interna natural, necessidade de ser aceito socialmente, incapacidade de realmente compreender os riscos do vício, visão egocêntrica de mundo (algo como não se preocupar com as pessoas que vão sofrer se você morrer) e predisposição genética. 

5 – Bullying
 
A palavra que entrou na moda em um passado recente, no Brasil, serve para explicar uma atitude muito antiga: a discriminação. No caso de crianças, psicólogos ainda divergem sobre a origem deste comportamento entre os dois ambientes que elas freqüentam: a família e a escola. A maioria dos educadores acredita que a influência comece em casa, mas em ambos os cenários a criança encontra condições sociais para praticar o bullying.

É claro que esta atitude não se limita às escolas: uma pesquisa afirmou que 30% dos profissionais norte americanos já passaram pela experiência da discriminação no trabalho. Tomando o bullying como uma condição psicológica do ser humano, a maioria dos profissionais acredita que esteja relacionado a questões de status e poder: quando humilhamos uma pessoa, nos colocamos em patamar superior perante o grupo.

4 – Alterações artificiais no corpo
 
Quem nunca fez tatuagem já deve estar cansado de ouvir histórias de como é dolorido e de como foram sofridas as horas que a pessoa passou na cadeira da loja para imprimir um desenho na própria pele. Mesmo assim, essa e outras várias mudanças artificiais no corpo continuam atraindo muitos interessados e estão cercadas de fascinação.

Cirurgias plásticas no rosto e no corpo, implantes e adereços pelo corpo fazem parte da história moderna do ser humano. Psicólogos não negam que a principal razão seja mesmo a busca pela beleza e para se ficar mais apresentável na sociedade. Mas não seria apenas isso. A questão, conforme especialistas afirmam, não está apenas na pessoa se sentir bem perante os outros, e sim consigo mesma. Mas uma coisa, obviamente, está ligada à outra.

3 – Stress
 
Será que as pessoas têm a escolha de se estressar ou não diante da vida que levam? Muitos estudos já comprovaram que ele piora a saúde em todos os sentidos e podem levar o corpo a um precoce ataque cardíaco ou um até um câncer. 

O ambiente do trabalho sempre foi tomado como a maior fonte de stress. E a tecnologia moderna representou, conforme explicam os pesquisadores, uma ameaça em potencial: quanto mais celulares e laptops nós temos, menor fica a linha que separa o trabalho do descanso: levamos trabalho para casa, temos menos tempo para relaxar e acabamos nos estressando mais. As velhas dicas de bom sono, boa alimentação e exercícios físicos regulares ficam cada vez mais válidas diante desta situação.

2 – Jogo
 
Não é apenas o ser humano que tem uma impulsão natural a apostar: até os macacos o fazem. Um experimento concluiu que os primatas se sujeitaram a testes contínuos para conseguir um prêmio, no caso uma tigela de suco de frutas. E se tinham a oportunidade de conseguir um pouco mais, mesmo arriscando perder o que já tinham, eles tentavam. Mas como surge essa tendência?

Psicólogos afirmam que o nosso cérebro tente a acreditar nas próprias vitórias. Logo, quando a gente vence por muito pouco, não pensa nisso como uma quase-derrota e que as chances de perda eram muito maiores do que a de ganho. Pensamos que a vitória deve ser repetida, por isso vamos novamente ao jogo sem pensar nas consequências. Muitas histórias de fortunas perdidas em cassinos, por exemplo, foram motivadas por este simples mecanismo mental.

1 – Fofoca
 
O que a vida alheia tem de tão interessante, que nos torna atraídos a falar dela várias vezes e com muitas pessoas? As fofocas criam laços pessoais. Ela é usada socialmente, conforme explicam os especialistas, para aproximar duas pessoas que não gostam de uma terceira. 

Os psicólogos pensam na boataria como um dos fatores mais destrutivos porque ela está atrelada a outros: quem fofoca nem sempre tem compromisso com a verdade, e a vida dos outros pode ganhar uma versão totalmente distorcida na boca do interlocutor. 

Fonte: http://hypescience.com/

Sem regras o mundo se tornaria uma anarquia?

Será que é possível simular como a sociedade viveria livre de regras, mas sem precisar testar isso na prática? Pesquisadores americanos, que publicaram seus resultados na revista especializada PLos One, tentaram fazer isso. Através de um “jogo” no qual os participantes poderiam assumir o personagem que quisessem, os pesquisadores analisaram como seria uma sociedade nessas condições. E o resultado, ao contrário do que se poderia imaginar, não foi uma completa anarquia.

Todas as interações sociais entre os participantes – tais como relacionamentos, amizades, comunicação e relações de troca -, que compunham o ponto chave da pesquisa, foram “codificadas”. Com isso, os pesquisadores fizeram um mapeamento de como as boas e as más ações são refletidas em um grupo. 

Dessa maneira, os cientistas puderam medir, em menor ou maior escala, como cada comportamento humano apresenta suas consequências. Os níveis de violência e agressão dentro do grupamento, conforme eles apuraram, também podem ser definidos previamente a partir destas interações sociais. E o resultado foi que as pessoas tendem naturalmente a se organizar no coletivo, com cada pessoa assumindo sua função, mesmo que não estivessem predispostos a agir assim.

Transportando estas noções para a realidade, os pesquisadores deram o exemplo da Primavera Árabe, a onda de revoluções que derrubou antigas ditaduras em vários países. Era um ambiente onde havia regras e não havia concordância por parte de quem deveria, em tese, obedecê-las. Essa radicalização (ou seja, a revolução explodindo de forma violenta), conforme eles explicam, é sempre uma tendência quando há discordância entre os criadores das regras e os que são forçados a acatá-las. 

Fonte: http://hypescience.com/

Foto: M27, a nebulosa Altere


O primeiro indício do que vai acontecer com nosso Sol foi descoberto sem querer, em 1764. Nesse ano, Charles Messier estava compilando uma lista de objetos difusos que não deveriam ser confundidos com cometas. O número 27 da lista, agora conhecido como M27, ou nebulosa Dumbbell [altere, em português], é uma nebulosa planetária, o tipo que o Sol vai produzir quando sua fusão nuclear cessar. 

A M27 é uma das maiores nebulosas planetárias já vistas, e pode ser encontrada na constelação da Raposa (Velpucola). A luz da nebulosa leva cerca de mil anos para nos atingir, com cores emitidas pelo hidrogênio e oxigênio . Mas o entendimento da M27 estava muito longe da ciência do século 17, e mesmo hoje, vários mistérios ainda prevalecem nesse tipo de fenômeno.

Fonte:  http://hypescience.com/

Descobertos dois novos planetas que orbitam duas estrelas

O Kepler descobriu dois novos planetas que orbitam um sistema com estrelas duplas, algo nunca observado antes.

Os novos planetas, chamados de Kepler-34b e Kepler-35b, foram anunciados no dia 11 de janeiro. Ambos orbitam uma “estrela binária”. Elas são um par de estrelas atraídas gravitacionalmente que orbitam uma a outra. Apesar da existência desses tipos de corpos ter sido prevista, a ideia continuava no campo teórico. Os cientistas a nomearam Kepler-16b “Tatooine”, fazendo referência ao mundo com dois sóis na série “Star Wars”.

“Nós já acreditávamos que esse tipo de planeta era possível, mas foram muito difíceis de detectar por uma série de dificuldades técnicas”, afirma o líder do estudo, Eric B. Ford. “Com a descoberta do Kepler-16b, 34b e 35b, a missão Kepler mostrou que a galáxia tem milhões de planetas orbitando duas estrelas”.

Os planetas foram descobertos ao notar que a luz diminuía conforme a passagem deles, por ambas as estrelas. O Kepler também registrou que luz diminuía com a passagem da outra estrela. Os laços gravitacionais comuns entre as estrelas e os planetas tornam a transição regular, permitindo que os astrônomos confirmem a massa dos planetas.

Ambos os planetas são gigantes gasosos de baixa densidade, comparáveis ao tamanho de Júpiter, mas muito menos massivos. Em comparação com nosso vizinho, o Kepler-34b é 24% menor, mas tem uma massa 78% inferior. A órbita completa dura 288 dias terrestres. Já o Kepler-35b é 26% menor, e tem 88% menos massa, completando sua órbita muito mais rápido, em 131 dias.

Os cientistas acreditam que eles são formados principalmente por hidrogênio, e são muito quentes para abrigar vida.

“Planetas que orbitam duas estrelas têm climas muito mais complexos, já que a distância entre eles e cada estrela muda significativamente durante o período orbital”, afirma Ford. “Para o Kepler-35b, a quantidade de luz recebida varia 50% durante um ano terrestre. Para o Kepler-34b, cada ano terrestre traz um ‘verão’ com 2.3 vezes mais luz do que o inverno. Durante um ano, a quantidade de luz que aquece a Terra varia apenas 6%”.

A maioria das estrelas similares ao Sol não estão sozinhas, como o nosso, mas têm um “parceiro”, formando um sistema, ou estrela, binário. O Kepler já identificou cerca de 2.165 binários, entre as mais de 160 mil estrelas observadas.

A NASA planeja parar de receber dados da nave Kepler em novembro de 2012. 

“Os astrônomos estão praticamente implorando para que a NASA estenda a missão Kepler até 2016, para que possamos descobrir as massas e órbitas dos planetas similares à Terra, em zonas habitáveis. O Kepler está revolucionando muitos campos, não só o da ciência planetária”, comenta Ford. “Seria uma vergonha não maximizar o retorno científico desse grande observatório. Espero que o bom senso prevaleça e a missão continue”.

Fonte: http://hypescience.com/

Alcançada cura de diabetes tipo 1 com células-tronco

Diabetes tipo 1 é causada pelo próprio sistema imunológico do corpo, que ataca células do pâncreas e requer injeções diárias de insulina para regular os níveis de glicose no sangue do paciente.

Um novo método usa células-tronco do sangue do cordão umbilical para re-educar as células dos diabéticos, reiniciando a função pancreática e reduzindo a necessidade de insulina.

Em um novo estudo feito por cientistas da Universidade de Illnois, nos Estados Unidos, células-tronco de pessoas saudáveis foram usadas para educar as estruturas de defesa do corpo dos diabéticos. O progresso dos pacientes foi verificado nas semanas 4, 12, 24 e 40 depois da terapia.

Peptídeos C são fragmentos de proteína produzidos como um subproduto da fabricação de insulina e podem ser usados para determinar o quão bem as células beta (responsáveis por sintetizar e secretar o hormônio insulina) estão funcionando. 

Depois de 12 semanas do tratamento, todos os pacientes que participaram da terapia com células-tronco melhoraram seus níveis de peptídeos C. A melhora continuou depois de 24 semanas e foi mantida até o fim do estudo.

Isto significa que a dose diária de insulina necessária para manter os níveis de glicose no sangue pode ser reduzida. O indicador de hemoglobina glicosilada (HbA1C) a longo prazo também caiu para pessoas que receberam o tratamento.

Fonte: http://hypescience.com/

Descoberta origem da explosão estelar que pode brilhar mais do que uma galáxia inteira


Astrônomos descobriram recentemente a solução para um antigo problema fundamental da astrofísica: o que produz supernovas tipo Ia – explosões enormes em que a luz é muitas vezes mais brilhante do que uma galáxia inteira. O professor Bradley Schaefer e o estudante universitário Ashley Pagnotta provaram que essas supernovas são causadas pela aproximação e colisão de um par de estrelas anãs brancas.

“Supernovas tipo Ia são causadas por estrelas anãs brancas que atingem a massa máxima, quando seu carbono e oxigênio causam uma explosão descontrolada semelhante a uma bomba de hidrogênio”, disse Schaefer. “Determinar a origem dessas supernovas tem sido um problema no campo da astronomia.”

A solução da questão se deu depois de mais de 40 anos de estudo sobre o assunto, pois não se chegava a um acordo sobre a origem das supernovas. Os possíveis tipo de sistemas precursores (chamados de progenitores), seriam ou um par de anãs brancas em uma órbita em espiral que se atrairiam devido à atração gravitacional (o que foi considerado verdadeiro, no estudo) ou outro tipo de binário, em que a estrela companheira de uma anã branca atribuiria mais massa para a estrela, até que ela atingisse a massa crítica e explodisse. Por décadas, o debate tem sido travado sem provas decisivas, e, até pouco tempo, havia uma opinião dividida entre os astrônomos.

“Muitas explicações possíveis já foram sugeridas, mas uma delas requer uma estrela companheira perto da anã branca para a explosão”, disse Schaefer. O pesquisador explica que a maneira de distinguir os modelos progenitores da supernova usada foi olhar profundamente no centro de uma remanescente antiga de supernova para encontrar (ou não) a antiga estrela companheira da anã branca.

O problema sem solução do progenitor da supernova tem aumentado consideravelmente de importância na última década, tendo sido colocado entre as nove maiores perguntas enfrentadas atualmente na astronomia. 

Schaefer e Pagnotta usaram imagens do Telescópio Espacial Hubble de uma supernova chamada SNR 0.509-67.5 para ilustrar a possibilidade ou não de qualquer estrela companheira sobreviver a uma explosão de anã branca.

Qualquer resultado como esse naturalmente requer um processamento extenso de análise de informações, bem como cálculos detalhados das teorias antes que possa ser considerado finalizado. 

Os pesquisadores analisaram a região central de SNR 0.509-67.5, que tem um limite muito profundo (magnitude visual de 26,9). A menor possível ex-estrela companheira para todos os modelos é 50 vezes mais brilhante do que o limite observado, o que rejeita todas essas explicações que exigem uma estrela companheira. Mas a teoria do par de estrelas anãs brancas ainda estava de pé.

O modelo progenitor que indica que as supernovas tipo Ia necessitam de uma estrela companheira para a explosão se mostrou impossível. Assim, os pesquisadores chegaram a conclusão de que a única forma de formação de supernovas possível é a de uma dupla de anãs brancas que se colidem. 

Fonte: http://hypescience.com/

Dados antigos do Hubble revelam planetas ocultos


Quando uma equipe de pesquisadores resolveu olhar alguns dados antigos do Telescópio Espacial Hubble e descobriu dois planetas alienígenas que passaram despercebidos por 13 anos, eles sem querer descobriram uma nova forma de encontrar mundos distantes.

Agora, os astrônomos estão ampliando suas pesquisas aplicando o método de “escavar dados” em 350 estrelas observadas em 1998 pelo telescópio.

“Nós estávamos apenas olhando para os dados arquivados da Câmera Infravermelha e Espectômetro para Multi-Objetos (NICMOS) do Hubble”, afirma o cientista Remi Soumme, um dos envolvidos na descoberta “sem intenção” dos planetas que orbitam a estrela HR 8799.

Mas o pesquisador hesita em prever mais informações novas que o NICMOS poderia render. “Eu realmente espero que encontremos algo, mas prefiro não dizer números”, comenta. “Encontrar planetas é muito difícil. Eu espero que pelo menos um novo sistema esteja lá, mas é improvável que encontremos muitos”.

No sistema HR 8799, existem quatro planetas conhecidos circulando a estrela, que está a cerca de 130 anos luz da Terra.

Usando o antigo arquivo do Hubble, Soummer e seus colegas conseguiram identificar três dos planetas. O quarto não foi detectado pelo instrumento do telescópio porque está bloqueado pela luz da estrela.

Os três detectados são grandes e possuem uma órbita longa, levando 100, 200 e 400 anos para dar a volta na estrela. Isso significa que os astrônomos teriam uma longa espera para observar a órbita deles. Mas, uma das vantagens do método usado é que os dados já estão disponíveis com antecedência. “Basicamente temos 10 anos de ciência que podemos pegar imediatamente”, comenta Soummer.

Os exoplanetas da HR 8799 passaram despercebidos em 1998 porque os métodos para encontrar os corpos celestes ainda não estavam disponíveis. Agora, técnicas sofisticadas são empregadas por diversos observatórios espaciais e terrestres, e os arquivos do Hubble podem ter um papel importante.

“Digamos que nós descobrimos um novo planeta em uma dessas imagens, que são antigas, mas podem ser confirmadas por observatórios como o Keck”, argumenta Soummer. “Então, nós potencialmente temos informação sobre o movimento orbital”.

Fonte: http://hypescience.com/