quinta-feira, 11 de março de 2010

Maior máquina do mundo ficará parada por um ano

A interrupção será feita para consertar erros cometidos desde a construção
                                                                                                                                       Foto por Johannes Simon/16.06.2008/Getty Images
A maior máquina do mundo, com 27 km de comprimento, foi inaugurada
em 10 de setembro de 2008 e custou o equivalente a R$ 10,42 bilhões

O Grande Colisor de Hádrons (LHC), a maior máquina do mundo com 27 km de comprimento, ficará um ano sem funcionar a partir do final de 2011. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (10) por Steve Myers, diretor da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (CERN), durante entrevista à rede britânica BBC.

A parada vai acontecer para que sejam resolvidos alguns erros cometidos desde a construção da máquina, enterrada a mais de 100 m do solo entre França e a Suíça.


Sua função é produzir colisões de partículas com a maior energia possível, imitando as condições no momento seguinte à criação do Universo.
O principal desafio é encontrar a partícula Bóson de Higgs, só descrita na teoria, e base para a explicação de diversos conceitos físicos.

O LHC foi religado no começo deste mês depois de uma interrupção técnica no Natal. Myers disse que não há erros graves no projeto.


- Com muito mais recursos, mais mão de obra e controle de qualidade, alguns problemas poderiam ser evitados, mas não acho que foi um erro de construção. 


A aceleração recorde para uma máquina foi superada pelo LHC em 2009, quando chegou a 1,18 TeV (teraelétron-volt), mas deve chegar a 7 TeV até o final deste mês. Myers contou que o plano de atingir 14 TeV nos próximos dois anos deve ser adiado. 

A maior máquina do mundo foi inaugurada em 10 de setembro de 2008 e custou o equivalente a R$ 10,42 bilhões. Sua construção envolveu 7 mil físicos de todo o mundo e durou 12 anos.

Menos de duas semanas depois da inauguração, o LHC teve um problema de superaquecimento e foi desligado. Cinquenta e três dos 1.624 grandes ímãs supercondutores (alguns deles com 50 m de comprimento) foram danificados e precisaram ser substituídos.

Em novembro de 2009, a máquina precisou ser desligada novamente porque um pedaço de pão, provavelmente levado por um pássaro, obstruiu o transformador elétrico.

O equipamento gigante chegou a despertar temores infundados de que poderia criar buracos negros capazes de destruir a humanidade. O aparelho foi citado no best-seller Anjos e Demônios, de Dan Brown.

Fonte: http://noticias.r7.com/noticias

quinta-feira, 4 de março de 2010

O garoto de meio milhão de jogadas

Essas são as possibilidades que o norueguês Magnus Carlsen,
o novo número 1 do ranking, enxerga diante do tabuleiro. Aos 19 anos, ele é o grande nome de uma geração de enxadristas criada com os recursos dos computadores

Alexandre Salvador

Pal Hansen

APRENDIZADO VIRTUAL
Carlsen, grande mestre desde os 13 anos, só treina com softwares: ele não se lembra se tem em casa um tabuleiro convencional

 

 

 

 

 

 

Diante de um tabuleiro de xadrez, o norueguês Magnus Carlsen é capaz de proezas notáveis – principalmente para um jovem de apenas 19 anos. Sua memória guarda meio milhão de jogadas possíveis. Isso significa dispor de resposta pronta para praticamente qualquer lance do adversário. Não bastasse esse imenso arsenal, ele também consegue prever os vinte lances seguintes de uma partida, de acordo com suas movimentações iniciais e as de seu adversário. Carlsen encarna um personagem que gozava de grande popularidade num passado não muito distante – o gênio do xadrez. Até a década de 90, as disputas entre os grandes enxadristas eram televisionadas e eletrizavam o planeta. Os jogadores eram festejados como heróis e tinham seus passos seguidos com curiosidade. O interesse pelo xadrez diminuiu consideravelmente. Magnus Carlsen, pela precocidade e pela velocidade com que vem galgando degraus na carreira, é o primeiro enxadrista em condições de virar celebridade desde então.

Em 2004, com apenas 13 anos, Carlsen derrotou o antigo campeão mundial, o russo Anatoly Karpov, e empatou com o também russo Garry Kasparov, então o número 1 do ranking da Federação Internacional de Xadrez (Fide). No mesmo ano, recebeu o título de grande mestre, a mais alta qualificação de um enxadrista, equivalente à faixa preta nas artes marciais. No ano passado, Carlsen venceu dois torneios cruciais, um na China e outro na Inglaterra, e a recompensa veio no início deste mês. A Fide o colocou na primeira posição no ranking global dos jogadores de xadrez. "Desde a aposentadoria de Kasparov não surgia um jogador de primeiro time que fosse carismático, que atraísse a simpatia do público, como Carlsen", disse a VEJA o americano William Hall, diretor executivo da federação americana de xadrez.

Magnus Carlsen é o grande nome de uma geração de enxadristas que guarda diferenças significativas com os campeões do passado. Boa parte da popularidade desfrutada pelo xadrez nos anos 60 e 70 se devia à exploração ideológica do jogo promovida pelos Estados Unidos e pela União Soviética durante a Guerra Fria. Os soviéticos foram os maiores campeões de xadrez no século XX, mas sua hegemonia era constantemente ameaçada pelos americanos, e as disputas se tornaram instrumentos de marketing na polarização entre capitalismo e comunismo. No século passado, apenas um americano, Bobby Fischer, conquistou o título de campeão mundial de xadrez, em 1972, derrotando o russo Boris Spassky. A partida entre ambos, que durou um mês e meio e foi acompanhada atentamente em todos os quadrantes do planeta, ganhou o apelido grandioso de "o jogo do século".

A característica da geração de enxadristas a que pertence Magnus Carlsen é que ela foi forjada sob forte influência dos computadores e dos softwares de xadrez. Numa entrevista recente, Carlsen não soube dizer se tinha em casa um tabuleiro de xadrez convencional – seu treino, que lhe toma de seis a oito horas diárias, é todo feito com o computador. Em maio de 1997, causou enorme repercussão a derrota de Garry Kasparov na partida que disputou com o supercomputador Deep Blue, construído pela IBM. Parecia incrível que a inteligência cibernética sobrepujasse a humana. Mal se sabia o que estava por vir. Naquele tempo, os programas de xadrez eram apenas grandes bancos de dados de jogadas, anteriormente catalogadas em livros para consulta. Com o avanço da tecnologia e a chegada da internet, os softwares ficaram mais espertos. Além de ser possível atualizá-los com os lances das partidas recém-jogadas, o computador já pode simular o estilo de jogo dos melhores enxadristas, ou seja, imitar soluções criadas por jogadores de carne e osso. "Com os programas de xadrez atuais, é muito difícil vencer a máquina, tanto por sua velocidade de processamento de dados quanto pela qualidade dos lances", diz o enxadrista carioca Darcy Lima, detentor do título de grande mestre e membro do conselho da Fide.

Isso significa que, para derrotarem os computadores, os jogadores têm de ser mais inteligentes? Não necessariamente. Disse a VEJA o psicólogo cognitivo Fernand Gobet, da Universidade Brunel, em Londres, autor de pesquisas que relacionam o xadrez com a inteligência de seus praticantes: "Hoje está provado que o QI não é fator decisivo para se tornar um grande jogador de xadrez. O mais importante é começar a jogar o mais cedo possível, ter motivação para aprender sempre mais sobre o jogo e treinar muito. Só assim se chega a guardar na memória meio milhão de jogadas". Essa foi a trajetória percorrida por Magnus Carlsen. 

Fonte: http://veja.abril.com.br/

A maçã que mudou o mundo

Manuscrito do século XVIII, agora publicado na internet, conta como Isaac Newton começou a elaborar a lei da gravidade ao observar uma macieira nos jardins de sua casa. Ao contrário da lenda, a fruta não caiu na sua cabeça

Laura Ming

Fotos AP 

EM PRIMEIRA MÃO
Capa do manuscrito do biógrafo Stukeley: o autor ouviu pessoalmente de Newton (no detalhe) o relato de como chegou às suas teorias
 
 
"Por que a maçã sempre cai perpendicularmente ao chão?, perguntou-se Newton. Por que ela não se move para os lados, ou para cima, mas sempre em direção ao centro da Terra? Certamente, porque a Terra a atrai. Tem de haver uma força de atração envolvida nisso."

Trecho do manuscrito de William Stukeley
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Numa tarde de primavera em 1726, um ano antes de sua morte, o físico inglês Isaac Newton sentou-se no jardim para tomar chá com um amigo, o antiquário William Stukeley, que se tornaria seu biógrafo. Apontando para as macieiras em volta, o pai da ciência moderna relatou como tiveram início as investigações que o levaram a formular a lei da gravidade, a explicar o movimento dos planetas e, em última análise, a finalmente dar um sentido a tudo o que acontece no universo. Newton disse-lhe que tudo começou quando viu uma maçã cair da árvore, o que o levou a perguntar: por que a maçã não se move para os lados ou para cima? Só pode ser porque uma força a atrai para a Terra, ele concluiu. A descrição desse diálogo consta do manuscrito elaborado por Stukeley em 1752, Memoirs of Sir Isaac Newton’s Life (Memórias da Vida de Sir Isaac Newton), que desde a semana passada pode ser lido na internet. 
 
O documento encontra-se guardado na Royal Society, a lendária associação de cientistas ingleses. Neste ano, ela completa 350 anos de existência, e, para celebrar a data, a entidade decidiu publicar em seu site vários documentos famosos. Além do manuscrito de Stukeley, podem ser lidos no site originais do filósofo inglês John Locke, entre outros documentos. Todos esses textos podem ser encontrados em edições impressas - mas a leitura do original, com a letra do autor, tem especial sabor. "O episódio de Newton com a maçã é um dos mais famosos da ciência, por isso resolvemos publicá-lo", disse a VEJA Keith Moore, diretor da biblioteca da Royal Society.

A leitura de William Stukeley serve para desmentir duas falácias comumente associadas ao episódio de New-ton com a maçã. O primeiro é que a maçã teria caído sobre sua cabeça. Essa informação sempre rendeu ilustrações e charges divertidas, mas não é verdadeira. A segunda é que, diante da maçã caindo da árvore, Newton teria tido um estalo genial e formulado a lei da gravitação universal. Ele ainda levaria vinte anos se debruçando sobre seus estudos até publicá-la em sua obra mais conhecida e mais notável, Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, conhecida pela abreviatura Principia. A história da ciência é rica em episódios nebulosos, mais conhecidos por versões deturpadas ou cuja veracidade é duvidosa.

Foi justamente por meio da Royal Society que Isaac Newton publicou a Principia. Na obra, ele disseca a primeira lei verdadeiramente universal da natureza produzida pela ciência. New-ton explica que existe uma força de atração entre todos os corpos do universo, relacionada à sua massa e à distância entre eles. Isso explica por que os planetas giram em torno do Sol e a Lua gira em torno da Terra. É também por isso que os homens e os animais não são lançados para o espaço, mesmo com a Terra girando a mais de 1 600 quilômetros por hora na região do Equador (essa velocidade diminui à medida que se aproximam os polos). A lei explica ainda os movimentos das marés, resultado da atração da massa lunar sobre as águas dos oceanos. Além disso, a Principia contém os fundamentos da mecânica clássica:

• Lei da inércia - Todo objeto tende a ficar parado ou em movimento uniforme, a não ser que uma força aja sobre ele.
• Princípio da dinâmica - A aceleração de um objeto é proporcional à força aplicada sobre ele.
• Princípio da ação e reação - A toda ação corresponde uma reação, de mesma intensidade, mas em sentido oposto.

A publicação da Principia rendeu a Newton fama imediata. Suas teorias forneciam explicações para um conjunto tão grande de fenômenos, tanto no mundo palpável do dia a dia quanto nas esferas celestes, que mudaram a compreensão que as pessoas tinham do mundo à sua volta. Embora festejado, Newton manteve o comportamento excêntrico que sempre o caracterizou. Solitário, com fama de teimoso e mal-humorado, colecionou uma série de extravagâncias. Era religioso, mas pertencia a uma seita herética chamada arianismo, que negava a Santíssima Trindade. Em 1936, o economista John Maynard Keynes arrebatou num leilão um maço de trabalhos de Newton e constatou, surpreso, que eles relatavam experiências no campo da alquimia - tentativas de transformar metais comuns em metais preciosos. Nenhuma dessas esquisitices apaga o brilho formidável do cientista que mudou a percepção da humanidade a respeito do mundo - a partir de uma simples maçã. 

Fonte: http://veja.abril.com.br/

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Entenda o que é o AVC, o problema que mais mata brasileiros

Iberê Thenório

Problemas vasculares no cérebro são os que mais matam brasileiros. Os últimos números do Ministério da Saúde indicam que, de todas as mortes ocorridas em 2006 no país, 9,4% tiveram como causa um AVC. 

Segundo a neurologista Gisele Sampaio Silva, do Hospital Albert Einstein, o AVC ocorre quando há problemas de circulação do sangue no cérebro. Em alguns casos, uma artéria entope e deixa de irrigar parte dos neurônios, podendo causar sequelas. Nesse caso, a doença é chamada de "AVC isquêmico".

Também pode ocorrer de a artéria entupir e se romper, causando uma hemorragia. Tecnicamente esse tipo de problema é chamado de "AVC hemorrágico", e costuma ser mais grave. Popularmente, os dois tipos de acidente são chamados de “derrame”. 

De acordo com a neurologista, os sintomas e as sequelas de um AVC dependem da área do cérebro que foi afetada. “Pode ocorrer um sintoma muito leve, como boca torta, até a pessoa ficar paralisada. Isso vai depender do tamanho do entupimento da artéria ou da hemorragia no cérebro”, explica. Segundo ela, há casos em que os AVCs podem causar poucos problemas, ainda haja derramamento de sangue.

Quando há suspeitas de que uma pessoa está sofrendo um AVC, a recomendação é levá-la imediatamente para o hospital. Quanto mais rápido for o socorro, maiores são as chances de recuperação. “É uma superemergência”, diz a médica. 

O neurologista Carlos Eduardo Altieri, do Hospital Sírio-Libanês, conta que os sintomas do AVC aparecem de repente. "Pode ser qualquer situação envolvendo dificuldade de linguagem, dificuldade de movimento, perda de visão, sensação de formigamento ou amortecimento seguida de dor de cabeça ou náusea", explica.


O grupo de pessoas exposto aos AVCs é muito parecido com o que corre risco de problemas cardíacos. “São pessoas que têm pressão alta, diabetes, colesterol elevado, que fumam ou têm uma vida sedentária”, conta a médica do Albert Einstein.

“[O AVC] é doença que mais deixa sequela no mundo todo. As pessoas se preocupam muito com o coração e pouco com o cérebro”, avisa a neurologista.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/

Agência dos EUA aponta degelo de plataformas da Península Antártica

Organismo é a mais confiável fonte de informes sobre terremotos. Estudo documentou encolhimento entre 1947 e 2009.

Foto divulgada pela British Antarctic Survey, parceira do USGS no projeto, mostra bloco de gelo rompendo e se descolando da Plataforma Wilkins (Foto: Jim Elliott / British Antarctic Survey via France Presse 25-03-2008)

A Agência de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) publicou nesta segunda-feira (22) relatório sobre o derretimento de plataformas de gelo na Península Antártica. O USGS é a mais confiável fonte de informes sobre terremotos .

Segundo a agência, as plataformas estão recuando na seção sul da península. A causa, afirma o organismo americano, é mudança climática . O processo pode resultar em recuo de glaciares e aumento do nível do mar, se a alta de temperatura continuar.

Os glaciares são “rios de gelo” que escoam das montanhas para regiões mais baixas, onde o gelo pode derreter, se romper na forma de icebergs ou reforçar uma plataforma. Plataforma é a extensão plana, flutuante, dos mantos de gelo, com espessura de 100 a 1.000 metros. Um manto de gelo é a capa de até 4 quilômetros que cobre a rocha. Flui do centro do continente em direção à costa, onde alimenta plataformas.

A agência documentou esse encolhimento no período de 1947 a 2009. As “mais dramáticas alterações” ocorreram a partir de 1990.



Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/

Internet deixará usuários mais inteligentes, dizem especialistas

Uma pesquisa on-line feita com 895 internautas e especialistas mostrou que mais de três quartos dos entrevistados acreditam que a internet deixará as pessoas mais inteligentes ao longo dos próximos 10 anos.

A maioria dos entrevistados também afirmou que a internet vai melhorar os níveis de leitura e escrita até 2020, segundo o estudo do Imagining the Internet Center, da Universidade de Elon, e o projeto Pew Internet and American Life.


“Três em cada quatro especialistas afirmaram que o uso da internet aumenta a inteligência humana, e dois terços disseram que o uso da internet já melhorou os níveis de leitura, escrita e compreensão de conhecimento”, disse a coautora do estudo, Janna Anderson, diretora do Imagining the Internet Center.


Mas, para 21% dos entrevistados, a internet tem o efeito contrário e pode até diminuir a inteligência de quem a usa muito.


“Ainda há muitas pessoas que são críticas do impacto do Google, Wikipedia e outras ferramentas da web”, disse ela.


A pesquisa coletou opiniões de cientistas, líderes de negócios, consultores, escritores e engenheiros de tecnologia, além de internautas escolhidos pelo pesquisadores. Das 895 pessoas entrevistadas, 371 delas seriam “especialistas”.

O que motivou os pesquisadores, em parte, foi uma reportagem de capa da “Atlantic Monthly” de agosto de 2008, escrita pelo repórter de tecnologia Nicholas Carr: “O Google está nos deixando burros?”.

No artigo, Carr sugere que o uso excessivo da web estaria afetando a capacidade de concentração e reflexão das pessoas. Carr, que participou do estudo, afirmou que ainda concorda com essa visão.

“O que a internet faz é transferir o foco de nossa inteligência de uma inteligência meditativa ou contemplativa para o que pode ser chamado de uma inteligência utilitária”, disse Carr no release que acompanha a pesquisa. “O preço de ficarmos pulando de pedaço em pedaço de informação é a perda de profundidade de nossa reflexão”, prosseguiu.

Já o fundador do Craigslist, Craig Newmark, afirmou que “as pessoas já usam o Google como adjunto de sua própria memória”.

“Por exemplo, eu acho que estou certo sobre alguma coisa, e preciso de fatos para sustentar isso e o Google me ajuda com isso”, disse ele.

A pesquisa também mostra que 42% dos especialistas acreditam que a atividade on-line anônima será “drasticamente reduzida” até 2020, graças a melhores sistemas de segurança e de identificação, ao passo que 55% crêem que ainda será razoavelmente fácil navegar pela internet em anonimato daqui a dez anos.
  
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Astrofísicos decodificam origem das supernovas



Astrônomos que há muito tempo utilizam as supernovas como marcos históricos cósmicos para ajudar a medir a expansão do universo, têm agora uma resposta à pergunta do que provoca essas explosões massivas, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Nature.

As supernovas, estrelas que explodem no fim de suas vidas, "são objetos cruciais para compreender o universo", explicou nesta quarta-feira o principal autor do estudo, Marat Gilfanov, do Instituto Astrofísico Max Planck da Alemanha, durante a apresentação da pesquisa realizada por sua equipe. "O fato de não conhecermos seu funcionamento era um aborrecimento. Agora começamos a compreender o que acende o pavio que provoca essas explosões", disse.

Segundo a maioria dos cientistas, algumas supernovas, conhecidas como as de tipo 1a, se formam quando uma anã branca (o coração degenerado de uma estrela vermelha gigante) fica instável após superar sua massa máxima. A instabilidade pode ser resultado da fusão de duas anãs brancas ou do acréscimo, um processo pelo qual a gravidade de uma estrela absorve uma parte da matéria da outra.

Graças ao telescópio espacial norte-americano Chandra X-Ray Observatory da Nasa, Marat Gilfanov e seus amigos estudaram as supernovas de cinco galáxias elípticas assim como a da região central da galáxia Andrômeda. "Nossos resultados permitem pensar que quase todas as supernovas das galáxias que temos estudado são resultados de fusões de duas anãs brancas", destaca Akos Bogdan, do Instituto Max Planck, co-autor do estudo.

"Se as supernovas fossem produzidas por acréscimo, as galáxias seriam cerca de 50 vezes mais brilhantes sob o efeito dos raios-x, que é o que na realidade observamos", acrescentou. Serão necessários mais estudos para determinar se a fusão é também a primeira causa do surgimento das supernovas em galáxias espirais.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/

Novo telescópio europeu mostra detalhes da nebulosa de Orion



A nebulosa de Orion é o objeto captado pelo mais novo telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO, da sigla em inglês), o Vista. O grande campo de visão do telescópio possibilita a observação da nebulosa em todo o seu esplendor, e sua visão infravermelha permite observar regiões de poeira que geralmente parecem invisíveis.

A tecnologia permite aos astrônomos observarem o comportamento de estrelas jovens muito ativas que residem na região.

O Vista é o maior telescópio de rastreio do mundo e dedica-se a mapear o céu nos comprimentos de onda do infravermelho. O enorme espelho (4.1 metros), grande campo de visão e detectores extremamente sensíveis fazem dele um instrumento único, segundo o ESO.

A nebulosa de Orion é uma vasta maternidade estelar situada a cerca de 1350 anos-luz de distância.
A imagem permite visualizar, no centro, a familiar forma de morcego da nebulosa, assim como toda a área circundante.

No centro desta região encontram-se as quatro estrelas brilhantes que formam o Trapézio, um grupo de estrelas jovens muito quentes que emitem grandes quantidades de radiação ultravioleta.

Acima do centro da imagem, pode-se observar estruturas vermelhas que são completamente invisíveis quando vistas em outros equipamentos. Muitas delas são estrelas jovens, que emitem jatos de gás a 700.000 km/hora e muitas das manchas vermelhas marcam a colisão do gás com o material circundante.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/

Grupo de galáxias levou 10 bilhões de anos para se unir


Astrônomos descobriram o equivalente astronômico de vida pré-histórica em nosso quintal intergaláctico: um grupo de pequenas galáxias anãs que esperou 10 bilhões de anos para se unir. O feito foi conseguido graças a observações dos telescópios espaciais Hubble, Spitzer e Galex.

Em geral, tais encontros entre galáxias anãs são vistos a bilhões de anos-luz de distância e, portanto, ocorreram há bilhões de anos. Mas os membros deste grupo recém-pesquisado, batizado por canadenses de Hickson Compact Group 31, são relativamente próximos: estão a apenas 166 milhões de anos-luz de distância.

Segundo a astrônoma Sarah Gallagher, da Universidade de Western Ontário, as galáxias levaram tanto tempo para interagir provavelmente porque o sistema reside em uma região de baixa densidade do universo, o equivalente a uma vila rural.

O estudo de Gallagher aparece na edição deste mês da revista The Astronomical Journal. A descoberta vai ajudar os astrônomos a aprenderem sobre a formação do Universo.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Vírus faz atualização causar 'tela azul da morte'

Altieres Rohr*

Pragas digitais também são “preguiçosas”, como demonstra o caso do rootkit TDSS, um dos mais avançados em circulação. Para poupar trabalho, os autores do vírus usaram um método manual para realizar as funções que tornam os arquivos maliciosos invisíveis. Devido ao “atalho” tomado pela praga, uma atualização da Microsoft acabou fazendo com que ela parasse de funcionar corretamente. O resultado foi uma tela azul da morte para os usuários infectados.

Depois de instalar a atualização MS10-015 para o Windows, lançada na terça-feira passada (9), muitos usuários começaram a reclamar de erros graves, normalmente reconhecidos pela “tela azul da morte”. Empresas de segurança identificaram que o problema na verdade é causado por um rootkit conhecido como TDL3, TDSS ou Alureon.

Na quarta-feira (17), a Microsoft confirmou que a causa do problema é mesmo o cavalo de troia.

O TDSS é um rootkit que existe há alguns anos. Segundo a Microsoft, ele realiza diversas funções, como redirecionamentos, fraudes de cliques (em anúncios pagos por clique) e sequestro de pesquisas em sites de busca, redirecionando ou modificando resultados.


Para dificultar sua remoção e permanecer oculto, o TDSS tenta “grampear” funções do Windows e alterar os dados associados a elas, para garantir que os arquivos e registros do vírus fiquem invisíveis. Esse é um procedimento complicado e, para conseguir realizá-lo, o TDSS usava um método “manual”. Depois que a atualização do Windows era aplicada, um arquivo do kernel do Windows era alterado, e o método usado pelo TDSS parava de funcionar, o que gerava o erro grave.


A coluna Segurança para o PC de quarta-feira (17), que comentou um pouco sobre rootkits, explicou que a complexidade dessas pragas pode facilmente fazer com que elas causem erros no sistema.


Os autores do TDSS providenciaram uma atualização que resolve o problema. De agora em diante, usuários que tiverem o Windows atualizado não mais receberão o erro.


Segundo a Microsoft, a única maneira de recuperar um sistema que não para de travar é a substituição do driver modificado pelo vírus – um procedimento que só pode ser realizado por meio do Console de Recuperação do sistema. 

* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. 

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/