segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Buraco negro é flagrado cochilando

Quase uma década atrás, o Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, capturou sinais do que parecia ser um buraco negro se alimentando de gás no centro da galáxia do Escultor, também conhecida como NGC 253, a 13 milhões de anos-luz de distância – uma das mais próximas galáxias de formação estelar da nossa, a Via Láctea.

Agora, o telescópio NuSTAR, também da NASA, observou o mesmo buraco negro e o encontrou adormecido.

“Nossos resultados sugerem que o buraco negro esteve dormente nos últimos 10 anos”, disse Bret Lehmer, da Universidade Johns Hopkins (EUA), membro da NASA e principal autor do estudo. “Novas observações periódicas com Chandra e NuSTAR devem nos dizer, inequivocamente, se o buraco negro acordar novamente. Se isso acontecer nos próximos anos, esperamos estar assistindo”.

O buraco negro adormecido tem cerca 5 milhões de vezes a massa do nosso sol, e encontra-se no centro da galáxia do Escultor. A Via Láctea é mais tranquila do que a galáxia do Escultor: faz muito menos novas estrelas, e seu buraco negro gigante, que tem cerca de 4 milhões de vezes a massa do nosso sol, também está cochilando.

“Os buracos negros se alimentam de materiais que os circundam. Quando estão sem este combustível, eles ficam dormentes”, explica a coautora da pesquisa, Ann Hornschemeier, da NASA. “NGC 253 é um pouco incomum, porque seu buraco negro gigante está dormindo no meio de uma enorme atividade de formação de estrelas ao redor dele”.

Os resultados das observações estão ensinando os astrônomos como as galáxias crescem ao longo do tempo. Eles acreditam que quase todas as galáxias abrigam buracos negros supermassivos em seus corações. Na maioria delas, os buracos negros crescem na mesma taxa que novas estrelas se formam, até que a explosão de radiação dos buracos negros “desliga” a formação de estrelas. 

No caso da galáxia do Escultor, os astrônomos não sabem se a formação de estrelas está diminuindo ou aumentando.

“O crescimento do buraco negro e a formação de estrelas muitas vezes caminham lado a lado em galáxias distantes”, disse Daniel Stern, coautor e cientista do projeto NuSTAR. “É um pouco surpreendente o que está acontecendo aqui, mas temos dois potentes telescópios de raios-X complementares para estudar o caso”.

Chandra observou os primeiros sinais do que parecia ser um buraco negro supermassivo se alimentando no coração da galáxia do Escultor em 2003. Conforme materiais caíam no buraco negro, ele se aquecia dezenas de milhões de graus e brilhava – brilho que os telescópios da agência espacial podem detectar.

Então, em setembro e novembro de 2012, Chandra e NuSTAR observaram a mesma região ao mesmo tempo. As observações de NuSTAR, mais potentes, permitiram aos pesquisadores dizer conclusivamente que o buraco negro não estava absorvendo materiais. 

Em outras palavras, o buraco negro parecia ter caído no sono. Outra possibilidade é que o buraco negro não estava realmente acordado 10 anos atrás, e o que Chandra observou foi uma fonte diferente de raios-X. Observações futuras com ambos os telescópios devem resolver o enigma.

As novas observações também revelaram um objeto menor que os pesquisadores foram capazes de identificar como uma “fonte ultraluminosa de raios-X” (ULX, na sigla em inglês), que são espécies de buracos negros que se alimentam de materiais de uma estrela parceira. Eles brilham mais intensamente do que os buracos negros típicos gerados a partir de estrelas moribundas, mas são mais fracos e distribuídos de forma mais aleatória do que os buracos negros supermassivos nos centros de grandes galáxias. 

Os astrônomos ainda estão trabalhando para compreender o tamanho, a origem e a física das ULXs.

Fonte: http://www.sciencedaily.com/

A estranha doença que transforma músculos em ossos

Em listas de condições médicas bizarras/assustadoras, a fibrodysplasia ossificans merece um lugar especial: músculos gradualmente se transformam em ossos e, conforme a doença evolui, a pessoa tem dificuldade não apenas de se mover, mas também de se alimentar e respirar.

Extremamente rara (acredita-se que haja 1 ou 2 milhões de casos atualmente, e só algumas centenas foram relatadas), essa condição é causada por uma mutação no gene ACVR1, que serve para produzir uma proteína que converte cartilagem em osso – um processo que, normalmente, ocorre de forma gradual e bastante limitada da infância à vida adulta.

Qualquer tipo de trauma físico em uma pessoa com fibrodysplasia ossificans pode fazer com que os músculos na região afetada comecem a ossificar. Esse processo também pode ser causado por doenças virais, como gripe.

Em geral, o problema se manifesta ainda na infância, com o enrijecimento do pescoço e dos ombros e, infelizmente, não há cura conhecida (há uma proteína que interrompe a ossificação em ratos, mas falta testar em humanos), e qualquer intervenção cirúrgica pode agravar a situação. Até o momento, a única coisa que uma pessoa com fibrodysplasia ossificans pode fazer é tomar muito cuidado para evitar qualquer tipo de trauma físico.

Fontes: http://io9.com/
             http://ghr.nlm.nih.gov/

Objetos macroscópicos possuem as bizarras propriedades quânticas?

Um vídeo da PHD Comics mostrou um experimento quântico feito pelos pesquisadores Amir Safavi-Naeini e Oskar Painter, do Instituto de Informação Quântica e Matéria da Caltech (EUA), antes considerado impossível por especialistas do assunto. 

Como eles eram novos na área, não sabiam que a discussão apontava para uma impossibilidade da experiência – e acabaram conseguindo resultados surpreendentes.

Amir e Oskar resfriaram um objeto macroscópico ao zero absoluto. Teoricamente, não deveria haver nenhuma energia ali, já que zero absoluto é o mesmo que energia zero. Portanto, não deveria haver absolutamente nenhum movimento. 

Porém, o laser usado pela dupla para analisar o objeto detectou energia – uma vibração, onde não deveria haver nenhuma. Eles concluíram que esta vibração é quântica, o que indicaria que objetos macroscópicos possuem as bizarras propriedades quânticas – se isso for verdade, tem grandes implicações para a física, já que até agora os cientistas achavam que apenas o mundo subatômico se comportava dessa maneira.

Apesar da quântica ser um ramo da física que lida com coisas microscópicas, muitos cientistas já acreditam que ela também pode descrever fenômenos macroscópicos. Um estudo publicado em fevereiro na revista Science, por exemplo, demonstrou que o princípio da incerteza, uma das regras mais famosas da física quântica, também opera em objetos macroscópicos, visíveis a olho nu.

Segundo os cientistas, um crescente conjunto de provas mostra que a mecânica quântica está envolvida em processos biológicos como a fotossíntese, a migração das aves, o sentido do olfato e possivelmente até mesmo a origem da vida. E, se toda a vida é feito de átomos e outras partículas pequenas, parece realmente lógico.

Vale lembrar que nenhum artigo sobre o último experimento foi publicado em nenhuma revista científica, portanto o experimento ainda não foi revisado por outros pesquisadores da área.

Abaixo, é possível ver o vídeo em que Amir e Oskar falam sobre a experiência (em inglês):

 

Fonte: http://io9.com/

Como um gene pode te ajudar a ter um “coração de atleta”

Uma série de experimentos realizados por pesquisadores da Case Western Reserve University (EUA) revelou dois “poderes” do gene HEXIM1: tornar o coração mais saudável e diminuir as chances de se desenvolver câncer de mama (ou retardar seu avanço).

Para chegar a esses resultados, eles suprimiram a ação do HEXIM1 em ratos usados para análises de câncer de mama. Ao reativá-lo, perceberam que houve um aumento no número e na densidade de vasos sanguíneos no coração dos animais – o que eleva sua capacidade de suprir as necessidades dos músculos cardíacos. Além disso, a reativação do gene suprimiu o crescimento dos tumores.

De acordo com estudos anteriores feitos por membros dessa mesma equipe, o HEXIM1 desempenha um papel importante na formação do coração desde a vida fetal até a vida adulta – cobaias com uma mutação nesse gene apresentavam problemas cardíacos antes mesmo de nascer.

Agora, o grupo investiga se é possível reverter doenças cardiovasculares por meio de substâncias que estimulem o HEXIM1. Além disso, os pesquisadores pretendem realizar testes em humanos daqui a alguns anos, dependendo dos resultados com os ratos.

Fontes: http://medicalxpress.com/
            http://cardiovascres.oxfordjournals.org/

A simples teoria que explica a matéria escura

Embora sua existência tenha sido proposta há pelo menos 80 anos, a chamada “matéria escura” ainda é pouco compreendida e mesmo equipamentos sofisticados não puderam comprovar que ela, de fato, existe.

Para jogar uma luz sobre o estranho fenômeno, os físicos teóricos Robert Scherrer e Chiu Man Ho, da Universidade Vanderbilt (EUA), propuseram um modelo relativamente simples: as partículas de matéria escura possuem um campo magnético pouco comum, em formato de toroide (uma “rosquinha”, para facilitar), denominado anapole (termo em inglês), que explicaria suas propriedades.

“A maioria dos modelos para matéria escura propõe que ela interage por meio de forças exóticas que não encontramos no dia-a-dia”, explica Scherrer. “A matéria escura com anapole usa eletromagnetismo comum, sobre o qual você aprende na escola. Além disso, o modelo faz previsões bastante específicas sobre o nível de matéria escura que deverá aparecer em detectores espalhados pelo mundo” – o que não deve demorar muito, segundo os autores.

Na década de 1930, a matéria escura foi proposta como uma possível explicação para inconsistências na velocidade de rotação de estrelas em certas galáxias. O problema é que, apesar da sua influência perceptível, esse tipo de matéria não interage com a luz visível da mesma forma que a convencional, o que a torna praticamente indetectável.

De acordo com os cálculos de Scherrer e Ho, o tipo de campo magnético da matéria escura permitiria interações com outros campos apenas quando elas estivessem em movimento, algo que ocorria mais no início do universo, mas que começou a se tornar menos comum conforme ele se expandiu e esfriou (o que explicaria a “invisibilidade” da matéria escura).

Fontes: http://phys.org/news/
            http://adsabs.harvard.edu/abs/

Cientistas resolvem inconsistência na teoria do Big Bang

Uma equipe de cientistas do Observatório Keck, no Havaí (EUA), resolveu uma das inconsistências mais importantes na teoria do Big Bang, conciliando dados observados com modelos teóricos atuais de como o nascimento do universo aconteceu, 13,8 bilhões anos atrás.

Apesar de amplamente aceita na comunidade científica, a teoria do Big Bang não é perfeita e ainda tem algumas falhas. Uma delas era a diferença na presença de isótopos de lítio entre o modelo previsto e as observações reais do universo.

Elementos leves, como hélio, deutério e lítio se formaram nos primeiros momentos da existência do universo, de acordo com a teoria da nucleossíntese do Big Bang. No entanto, pelo que os cientistas podiam dizer, os níveis reais de lítio no universo eram muito diferentes do que o modelo sugeria. 

A observação das estrelas mais antigas da nossa galáxia apontava que havia cerca de 200 vezes mais do isótopo lítio-6 do que a nucleossíntese dizia, e até cinco vezes menos de lítio-7.

Agora, Karin Lind da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e seus colegas mostraram que os dados usados para chegar a essa conclusão eram imprecisos. 

O lítio-6 é um isótopo difícil de detectar, uma vez que tem uma assinatura bastante fraca. Um novo espectrógrafo (equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso) de 2004 do Observatório Keck, que abriga dois dos maiores telescópios do mundo, permitiu que Lind analisasse as informações com mais detalhes do que tinha sido possível anteriormente. 

Sua equipe descobriu que a observação de qualidade inferior, juntamente com algumas simplificações na última análise, levaram a uma falsa leitura dos níveis de lítio.

“Usando física mais sofisticada e poderosos supercomputadores, conseguimos remover os desvios sistemáticos que afligem a modelagem tradicional, que levou a falsas identificações da assinatura isotópica de lítio-6 e lítio-7″, explicou Lind.

As novas observações da equipe dos níveis de lítio estão mais de acordo com as previsões da teoria do Big Bang.

A descoberta foi publicada na revista Astronomy and Astrophysics. Veja o artigo(em inglês) aqui.

Fonte: http://www.popsci.com/science/

10 estudos que revelaram fatos depressivos sobre a humanidade

Se você é como eu, gosta de acreditar no bem das pessoas. Ou seja, crê que, a humanidade, em sua essência, é boa. No entanto, teorias filosóficas à parte, não dá para negar que somos capazes de coisas bem ruins. De vez em quando, pesquisadores chegam a resultados que revelam fatos inquietantes sobre a nossa espécie. Confira:

10. Pessoas amam mais cachorros do que caridade

Se você encontrasse uma carteira cheia de dinheiro na rua, a devolveria? Essa é a pergunta que pesquisadores em Edimburgo queriam responder, mas eles adicionaram algumas condições extras para tornar a questão mais interessante. Como parte do experimento, eles deixaram um monte de carteiras espalhadas pela cidade, com o endereço do proprietário fictício que a tinha perdido. Junto com essas informações, os pesquisadores colocaram uma imagem na carteira para ver o que mais provavelmente garantiria sua devolução. As fotos variaram de recém-nascidos a filhotes de cães e casais de velhinhos adoráveis. No interesse da ciência, os pesquisadores também deixaram algumas carteiras de controle que não continham fotografias, bem como algumas carteiras que continham indícios de que o proprietário havia doado dinheiro para a caridade muitas vezes. 

Ter uma imagem de bebê em sua carteira é a melhor maneira de incentivar estranhos a devolvê-la. Mas os resultados também descobriram que carteiras contendo indícios de doações para a caridade foram devolvidas com menos frequência do que todas as outras (com a única exceção das carteiras de controle, que não continham nada). As carteiras que sugeriam que o proprietário era um grande apoiador da caridade só foram retornadas em 20% dos casos, enquanto as carteiras contendo uma imagem de um cão foram devolvidas em 53% dos casos. Para efeito de comparação, as carteiras de controle, que não continham nada além de dinheiro, foram devolvidas 15% do tempo. Assim, de acordo com esses dados, você tem 33% mais chances de recuperar sua carteira se você anunciar que você ama cães, ao invés de fazer caridade.

9. Fazemos caridade para agradar a nós mesmos


Falando em caridade, apesar de ser, sem dúvida nenhuma, uma coisa extremamente boa, pesquisadores da Universidade de Kent (Inglaterra) descobriram que a motivação das pessoas para doar dinheiro é tudo, menos impessoal. Eles notaram que as pessoas eram naturalmente inclinadas a doar para a caridade puramente baseadas em suas próprias opiniões e gostos. Por exemplo, uma pessoa doava para instituições de caridade prol cães simplesmente porque odiava gatos. Também foi descoberto que as pessoas eram susceptíveis a justificar não doar dinheiro para uma instituição de caridade importante simplesmente porque isso entrava em conflito com seus próprios pontos de vista pessoais, independentemente de quão informados tais pontos de vista eram. Por exemplo, um entrevistado se recusou a enviar o dinheiro para vítimas de um tsunami em Sri Lanka porque esse dinheiro iria para “apoiar Mugabe” (presidente do Zimbábue). Ou seja, é um pouco desanimador saber que uma das coisas mais altruístas que uma pessoa pode fazer é tão facilmente afetada por seus interesses e pontos de vista pessoais.

8. Pessoas propositalmente tentam atropelar animais

Você provavelmente conhece uma pessoa que intencionalmente atropelaria um animal na beira da estrada. Em um experimento realizado por Mark Rober, engenheiro da NASA, um monte de cobras, tarântulas e tartarugas de borracha foram colocadas ao lado de uma estrada só para ver o que iria acontecer. Rober descobriu que dos mil carros que passaram pela estrada e foram documentados, 60% literalmente saíram do seu caminho para esmagar os animais. Ou seja, os motoristas fizeram uma decisão consciente de desviar para além dos limites da beira da estrada na tentativa de matar os animais de borracha. 89% dos casos envolveram SUVs. Por outro lado, um bom número de pessoas também tentou ajudar os animais. Mas isso não muda o fato de que, quando apresentados com uma pequena cobra inocente apenas tentando seguir sua vida, mais do que uma em cada vinte pessoas arriscam suas próprias vidas somente para destruí-la.

7. Quanto mais gente, menos segurança

Você talvez já ouviu falar do efeito espectador, que é quando uma pessoa presencia algum crime ou situação de perigo e não o reporta, nem faz nada para ajudar. Parece que este efeito é tão forte que as pessoas até arriscam as próprias vidas para se conformar com ele. Em um experimento conjunto das universidades de Columbia e de Nova York (ambas em Nova York, nos EUA), indivíduos foram colocados em uma sala sob a suposição de que tinham que preencher um questionário. Depois de um determinado tempo, uma espessa fumaça foi bombeada através da ventilação do prédio. Surpreendentemente, apesar da ameaça real que as pessoas corriam de queimarem até à morte, quanto mais participantes estivessem presentes na sala, menor a probabilidade de alguém relatar a fumaça. Em alguns casos, as pessoas continuaram completando seu questionário enquanto a fumaça as fazia tossir e limpar os olhos em muito desconforto. Quando questionadas sobre suas razões para ficar em silêncio, muitas pessoas disseram que acharam que provavelmente não era um incêndio. Algumas tinham mesmo assumido que a fumaça fosse “gás da verdade” (para que não mentissem no questionário).

6. Voluntários trabalham menos se são pagos

O trabalho voluntário, como a caridade, é algo que deve ser recompensado. Mas, aparentemente, não deve ser recompensado com dinheiro. Pesquisadores testaram a disposição das pessoas em oferecer seu tempo para uma causa se fossem pagos para isso. Surpreendentemente, quando a pessoa recebia um incentivo monetário para concluir o trabalho, a quantidade de tempo que oferecia diminuía. Embora isso possa sugerir que as pessoas são mais propensas a fazer algo de bom quando não há nenhuma questão de recompensa financeira, isso também significa que a capacidade das organizações de aumentar seus voluntários é essencialmente limitada à vontade ou não das pessoas de ajudar – o que obviamente não é bom.

5. Assumimos que estranhos são homens

A desigualdade de gênero é certamente um tópico polêmico. Apesar do esclarecimento geral sobre o sexismo, parece que a discriminação de gênero é tão arraigada em nossas cabeças que geralmente assumimos que uma figura desconhecida é um homem, independentemente do que a evidência nos diz. Em um experimento publicado no ano passado, verificou-se que, quando apresentadas com imagens simuladas de computador de um corpo humano, a maioria das pessoas assumia que essas imagens eram de um homem, mesmo quando mostravam um corpo ou silhueta feminino. Se você está se perguntando por que isso é importante, pense em todas as vezes que você viu uma descrição de Deus retratado como homem. E todas as vezes que você assumiu que um médico seria um homem. Nosso hábito de identificação masculina automática pode explicar um pouco disso, e certamente apresenta um problema para quem valoriza a igualdade de gênero.

4. Somos facilmente persuadidos por “autoridades”

Se você já ouviu falar das experiências de Milgram, provavelmente está ciente do conceito de submissão à autoridade. O que é realmente surpreendente é quão pouca autoridade uma pessoa precisa a fim de persuadir as outras a fazer coisas ruins. Em um dos experimentos mais famosos de Milgram, por exemplo, participantes foram convidados a administrar pequenas doses de eletricidade a outro ser humano em um local remoto, como parte de um estudo. À medida que a tensão aumentava, o ator sendo “eletrocutado”, que inicialmente tinha dado o seu consentimento, começou a implorar para que experimento parasse. As pessoas comuns envolvidas na pesquisa expressaram dúvidas sobre a segurança da pessoa que elas estavam eletrocutando, mas tudo o que foi necessário para fazê-las continuar com o experimento foi um homem de jaleco. E essa obediência estranha não é exclusivamente reservada para tal situação. Qualquer pessoa que sequer pareça com uma autoridade é propensa a nos persuadir.

3. Não nascemos iguais

“A prática leva à perfeição” é um dos ditados mais antigos – e falsos – que existe. Em 2013, um experimento que visava descobrir o quão rapidamente as pessoas eram capazes de compreender habilidades de xadrez e música constatou que milhares de horas de prática não significavam necessariamente que uma pessoa se tornaria um especialista. Em outras palavras, só a prática não era suficiente para aprender uma habilidade totalmente. A capacidade inata e o talento natural desempenharam um papel muito maior do que muitos gostariam de acreditar. Embora os pesquisadores ressaltassem que a prática de fato permitia que uma pessoa se tornasse bastante hábil, a diferença entre “bom e ótimo” tinha menos a ver com a prática e mais a ver com o fato ou não da pessoa ser predisposta a ter uma afinidade natural para essa habilidade. Isso significa que uma boa parte das crianças praticando violão na esperança de imitar seu ídolo nunca vão alcançar seu objetivo.

2. Fazemos coisas piores quando estamos tristes

Sentir-se triste, ou ter baixa autoestima, nos torna mais propensos a fazer coisas ruins ou, no mínimo, justificá-las mais facilmente. Uma das mais famosas experiências relacionadas com esta teoria envolveu dar um grupo de estudantes um impulso a sua autoestima na forma de um teste de personalidade, rapidamente seguido por outro experimento no qual eles seriam apresentados com uma oportunidade de enganar outro estudante para ganhar dinheiro. Os resultados revelaram que os estudantes que receberam um feedback positivo em seus testes de personalidade eram muito menos propensos a enganar outra pessoa do que aqueles que tinham recebido um feedback ruim, como se o teste revelasse que eles não eram interessantes. Basta pensar em quantas vezes insultos muito piores são atirados nas pessoas para perceber o quanto isso pode ter consequências ruins na sociedade. E o que é responsável por essa correlação? A pesquisa concluiu que o fenômeno era devido a algo que os cientistas batizaram de “dissonância da autoestima”. Basicamente, uma pessoa com uma opinião elevada de si acha muito mais difícil justificar uma ação imoral. É mais fácil mentir para alguém quando você tem a mentalidade de que ninguém se importa com o que você faz.

1. Sentimos menos empatia por pessoas de outras raças

Como parte de um estudo italiano sobre alívio da dor, ambos negros e brancos foram convidados a assistir a um clipe curto de mãos brancas e negras sendo picadas com agulhas, enquanto cientistas monitoravam a atividade cerebral dos observadores e seus batimentos cardíacos. Ambos os participantes reagiram mais fortemente quando viram uma mão de sua própria raça sendo picada. Para eliminar a possibilidade de que os participantes estavam apenas imaginando suas próprias mãos, os pesquisadores também mostraram trechos de uma mão roxa brilhante sendo picada. Ambos os participantes tiveram uma reação emocional mais forte vendo a mão roxa do que a mão pertencente a outra raça. Embora o experimento tenha sido conduzido principalmente para avaliar se os médicos tinham mais dificuldade em identificar a dor de um paciente de uma raça diferente, inadvertidamente descobriu que nós inconscientemente fazemos uma distinção entre as raças em nossas respostas emocionais.

Fonte: http://listverse.com/

Morte cósmica em escala galáctica

Astrônomos acreditam que a galáxia anã brilhante é o primeiro exemplo claro de uma galáxia no ato de morrer

Pela primeira vez, astrônomos observam uma galáxia durante sua agonia cósmica final. A galáxia anã, chamada de IC 3418, fica perto da Via Láctea e parece estar perdendo seu gás e expulsando bolas de fogo pelo universo.

A “morte” da galáxia não é o seu fim, no entanto. Segundo os pesquisadores, ela parece estar se movendo de uma fase da evolução de galáxias para outra.

“Achamos que estamos testemunhando uma fase crítica na transformação de galáxia anã irregular rica em gás a uma galáxia anã elíptica pobre em gás – o esgotamento de sua alma”, explica o principal autor do estudo, Jeffrey Kenney, da Universidade Yale (EUA).

IC 3418 está localizada a 54 milhões anos-luz de distância no aglomerado de Virgem, um grupo de cerca de 1.000 galáxias e o aglomerado mais próximo da Via Láctea entre o Grupo Local de Galáxias.

Os cientistas pensam que a IC 3418 parou de fazer novas estrelas cerca de 200 a 300 milhões de anos atrás, tornando-se efetivamente infértil. 

“Estrelas, planetas e vida só podem se formar se uma galáxia tem gás para criá-los”, conta Kenney. No entanto, o gás dentro de IC 3418 está sendo forçado para fora da galáxia pela pressão de outras galáxias no aglomerado. 

Já a “cauda” de bolas de fogo da galáxia ainda mostra sinais de formação de novas estrelas. Essas bolhas brilhantes de gás iluminadas por estrelas provavelmente foram formadas nos últimos milhões de anos.

IC3418 provavelmente está passando por um processo conhecido como “pressão de arraste”, quando uma galáxia é despojada de seus gases por “ventos” que são mais poderosos do que sua força gravitacional. 

“Se você segurar pipoca e grãos de milho não estourados em sua mão e colocá-los para fora da janela do carro enquanto você dirige, o vento causado pelo movimento do carro vai soprar a pipoca, mas deixar os grãos não estourados, mais densos, na sua mão”, afirma Kenney. “Isto é igual às nuvens de gás sendo sopradas para fora da galáxia pelo vento do aglomerado, enquanto as estrelas mais densas ficam para trás”.

De acordo com esse processo de pressão de arraste, enquanto as estrelas existentes permanecem intactas, o gás interior da galáxia é varrido, e essa é a chave de sua “morte”: uma galáxia desprovida de gases é uma galáxia que está, efetivamente, morta, já que não pode formar mais corpos celestes.

O estudo é muito importante, porque observar esta galáxia elíptica anã – uma subespécie do tipo mais comum de galáxias no universo – poderia dar aos astrônomos uma ideia melhor de como elas evoluem. “É gratificante encontrar um exemplo claro de um processo importante na evolução da galáxia”, diz Kenney. 

O trabalho dos cientistas, com base em imageamento óptico e espectroscopia (dos telescópios WIYN no Arizona, e Keck, no Havaí, ambos nos EUA), evidencia pela primeira vez que uma galáxia está enfrentando pressão de arraste – ou seja, mostra ineditamente um caso explícito de uma galáxia próxima da morte.

Fontes: http://www.livescience.com/
            http://www.theatlantic.com/technology/
            http://newswatch.nationalgeographic.com/

A imagem ultravioleta da galáxia mostra um rastro de bolas de fogo, prova que aponta para sua morte iminente

Como um supercomputador pode ter descoberto como vencer a AIDS

Graças a um dos supercomputadores mais rápidos do mundo, cientistas agora podem estudar a melhor maneira de combater – e vencer – o HIV.

A AIDS é uma doença que tem causado muito sofrimento no mundo todo. A busca por sua cura não tem sido bem-sucedida, exceto por alguns avanços que não deixam de ser importantes.

O maior problema é que não há uma resposta fácil para o HIV, o vírus que usa nossas próprias células do sistema imunológico para sua vantagem, e se transforma rapidamente rodada após rodada de remédios antirretrovirais. 

No entanto, médicos e pesquisadores não param de tentar combatê-lo, e um novo estudo trouxe exatamente o tipo de descoberta que pode levar ao impedimento do vírus logo no seu desenvolvimento – resultado que os cientistas têm buscado há muito tempo. 

A melhor linha de ataque contra o HIV exige atingir seu invólucro viral (ou capsídeo). Capsídeos situam-se entre o revestimento esférico exterior do vírus, uma camada de 0,1 mícron de diâmetro à base de lípidos conhecida como envelope viral, e um revestimento interior em forma de bala conhecido como o núcleo do vírus, que contém as cadeias de RNA do HIV.

Capsídeos carregam 2.000 cópias da proteína viral p24, organizadas em uma estrutura de rede. Os pesquisadores têm uma vaga ideia dessa estrutura, adquirida através de anos de crio-microscopia eletrônica, espectroscopia de ressonância magnética nuclear, tomografia e cristalografia de raios-X. 

Mas é importante saber mais sobre os capsídeos. Eles são responsáveis pela proteção da carga de RNA, pela desativação do sistema imunitário do hospedeiro, e pela entrega de RNA em novas células. Em outras palavras, são a “mente” do vírus.

“O capsídeo é criticamente importante para a replicação do HIV. Saber a sua estrutura em detalhes poderia nos levar a novas drogas que podem tratar ou prevenir a infecção”, explica o Dr. Peijun Zhang, pesquisador e professor associado de biologia estrutural da Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh (EUA).

O capsídeo tem que permanecer intacto para proteger o genoma do HIV e levá-lo para dentro da célula humana. Uma vez lá dentro, ele tem que liberar seu conteúdo para que o vírus possa replicar. “O desenvolvimento de medicamentos que causem a disfunção do capsídeo podem impedir que o vírus se reproduza”, diz Zhang.

Até muito recentemente, a estrutura precisa do capsídeo – como as milhares de cópias de p24 realmente eram interlaçadas – permaneceu um mistério. Seu tamanho relativamente grande e sua forma não simétrica têm desafiado as tentativas dos pesquisadores de modelá-lo de forma eficaz. 

Pesquisas anteriores haviam revelado que a p24 era disposta em forma de pentágono ou hexágono como parte da estrutura do capsídeo, mas saber como as peças se encaixavam ainda estava fora do nosso alcance porque a ciência simplesmente não tinha um modelo computacional eficaz para ilustrar esta estrutura subatômica incrivelmente complexa em detalhes.

Blue Waters, o salvador

Resolver esse problema exige um supercomputador de nível petaflop, uma classe de máquina que só recentemente se tornou facilmente disponível. 

 
A equipe de pesquisa buscou a ajuda do Centro Nacional de Aplicações de Supercomputação da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (EUA) e seu supercomputador residente, Blue Waters.

Os pesquisadores alimentaram o Blue Waters com dados de microscopia eletrônica coletados em experimentos de laboratório realizados na Universidade de Pittsburgh e na Universidade Vanderbilt (EUA) e deixaram o computador de US$ 108 milhões (cerca de R$ 216 mi) fazer seu trabalho: analisar grandes quantidades de informação com seus 49.000 microprocessadores.

Blue Waters pode lidar com um quatrilhão de operações de ponto flutuante por segundo, portanto, costurar 1.300 proteínas em uma estrutura molecular não seria problema. Para que ele fizesse isso, a equipe desenvolveu um novo algoritmo de modelagem, apelidado de “montagem flexível dinâmica molecular”. 

“Ele basicamente simula as características físicas e o comportamento de grandes moléculas biológicas, mas também incorpora os dados à simulação de modo que o modelo realmente entra em acordo com os dados”, explica o professor Klaus Schulten, da Universidade de Illinois.

A equipe revelou o resultado da estrutura do capsídeo em um relatório na revista Nature.

Eles concluíram que o capsídeo do vírus é melhor descrito por um modelo de “cone de fulereno”, em que as proteínas se ligam para formar uma estrutura de superfície hexagonal fechada, incorporando 12 pentâmeros.

Ao todo, o capsídeo do HIV requer 216 hexágonos e 12 pentágonos dispostos exatamente como os modelos preditivos supunham. 

A nova descoberta revela uma proteína surpreendentemente versátil. p24, em si, é idêntica se moldada em um pentágono ou um hexágono – apenas os pontos de ligação entre as proteínas variam de forma. 

Como isso funciona ainda é um mistério. “Como pode um único tipo de proteína se formar de maneira tão variada? A proteína tem de ser inerentemente flexível”, disse Schulten.

Novas questões à parte, a descoberta mostra precisamente como o capsídeo funciona e como os cientistas podem melhor atacá-lo para interromper a capacidade do vírus de se replicar. 

Ao explorar a estrutura do capsídeo, os pesquisadores poderiam, teoricamente, proporcionar uma solução a nível molecular para impedir o núcleo do vírus de propagá-lo, levando a um conjunto inteiramente novo de alternativas de tratamento.

Hoje, o HIV evolui tão rapidamente que qualquer droga a base de enzimas usada logo pode se tornar menos eficaz, graças a resistência adquirida pelo vírus. Agora, os cientistas ganharam um novo alvo para focar seus esforços contra a doença.

Graças ao Blue Waters, o HIV pode um dia traçar o mesmo caminho da poliomielite – o da erradicação.


Fonte: http://gizmodo.com/

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Nasa simula Marte há 4 bilhões de anos: com rios e espessa atmosfera


A Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) lança em novembro uma nova missão para Marte que irá captar dados para entender como o planeta Vermelho perdeu sua forte atmosfera. Chamada de Maven (Mars Atmosphere and Volatile Evolution, em inglês), ela deve chegar a seu destino em setembro de 2014. Os astrônomos acreditam que há 4 bilhões de anos Marte tinha abundância de água no formato líquido, um dos principais ingredientes para a formação de vida.

Na época, o planeta teria uma forte atmosfera, que faria pressão e manteria as temperaturas mais amenas, condições para a existência de água líquida. Ao longo dos anos, Marte foi perdendo sua atmosfera até se transformar no deserto seco e gelado que vemos hoje nas imagens dos robôs. É isto o que mostra um vídeo lançado pela agência nesta quarta-feira (13).

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia