terça-feira, 10 de maio de 2011

Americano que recebeu transplante completo de rosto aparece em público

Dallas Wiens, o primeiro norte-americano a receber um transplante completo de rosto, apareceu em público nesta segunda-feira (9) pela primeira vez desde a cirurgia, em março. Wiens, de 25 anos, diz que sua filha de quatro anos a achou “muito bonito”.

O homem ficou cego e sem expressões faciais em razão das queimaduras provocadas pelo contato com cabos de energia enquanto ele estava pintando uma igreja em 2008. Em uma cirurgia que durou 15 horas, ele recebeu nariz, lábios, pele, músculos e nervos de um doador anônimo.

Mas os cirurgiões do Brigham and Women's Hospital, em Boston, disseram que a cirurgia não restabeleceu a visão dele e que alguns nervos foram tão afetados pelo acidente que ele terá sensibilidade parcial na bochecha esquerda.

A cirurgia foi paga pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que repassou R$ 5,4 milhões para o hospital para a realização de cinco transplantes. A expectativa é que a descobertas feitas na preparação para as operações ajudem soldados com ferimentos graves no rosto.

Cerca de 12 transplantes de rosto já foram feitos no mundo, em países como Estados Unidos, França, Espanha e China.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/

Kan renuncia de seu salário até o controle da crise nuclear no Japão

O primeiro-ministro do país também considerou necessário revisar a política energética japonesa

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, anunciou nesta terça-feira que renuncia a seu salário até que esteja sob controle a crise na usina nuclear de Fukushima, previsivelmente não antes do fim de ano, e considerou necessário revisar a política energética do país.

Após o devastador terremoto e tsunami de 11 de março, Kan falou sobre a necessidade de revisar a política energética do Japão, um país que faz pouco uso de energias renováveis e depende muito da energia nuclear.

"Com relação à energia eólica e solar nosso país está atrasado, portanto vamos abrir caminho neste sentido como estão fazendo outros países ocidentais", disse Kan.

"No que se referente à energia nuclear, vamos estudar maneiras de conseguir um sistema ainda mais seguro", comprometeu-se o premiê, em referência à crise ainda aberta na planta de Fukushima em consequência do desastre.

Kan falou em reforçar o sistema que favoreça a economia energética, além de anunciar a devolução de seu salário como primeiro-ministro até que esteja solucionada a crise nuclear.

Na segunda-feira, a elétrica Chubu Electric Power aceitou paralisar a usina nuclear de Hamaoka por segurança, o que pode complicar o abastecimento energético em todo o Japão.

Kan reiterou que a responsabilidade do acidente recai sobre a operadora da planta de Fukushima, Tokyo Power Electric (TEPCO), e disse que avalia a criação de uma comissão de investigação independente para analisar as causas do acidente.

"Levarei os dados deste acidente à comunidade internacional com o objetivo de contribuir para conseguir uma oferta de energia nuclear mais segura de agora em adiante", explicou Kan.

Ele admitiu na semana passada que a resposta de seu Governo ao terremoto de 11 de março foi "inadequada em vários aspectos" e pediu a seus ministros que compartilhem mais informações para superar a crise.

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/mundo/

Hillary pede ajuda da China para lidar com mudanças climáticas

Secretária de Estado dos EUA quer que os dois países dialoguem para garantir o sucesso da próxima conferência do clima

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta segunda-feira à China que trabalhe junto com Washington na elaboração do relatório sobre mudanças climáticas e afirmou que os dois países - os maiores responsáveis pela emissão de gás carbônico do globo - poderiam garantir, juntos, o êxito nas discussões da ONU.

"Espero que o diálogo estratégico e econômico anual, que se abriu nesta segunda-feira, em Washington, entre Estados Unidos e China, termine com a entrada em marcha do acordo de Cancún (México) e de seus Fundos Verdes para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar o desafio das mudanças climáticas", disse a secretária durante uma sessão de trabalho nesta segunda-feira.

Segundo Hillary, Estados Unidos e China devem se unir para o acordo de Cancun. "Se os dois países trabalharem juntos, então poderemos dar um passo gigantesco adiante e fazer com que a próxima conferência sobre o clima da ONU, em Durban, na África do Sul, termine com sucesso", afirmou.

Em dezembro de 2010, em Cancun, foi feito um pacto para a criação de um Fundo Verde para ajudar os países em desenvolvimento - um mecanismo de proteção das florestas tropicais, estabelecendo-se, ainda, reduções das emissões de CO2 e de garantias de que não haja lacunas entre o primeiro e o segundo período do Protocolo de Kyoto.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/

Esquentar tumor ajuda a destruir câncer, afirma estudo

                Editoria de arte/folhapress


Pesquisadores holandeses descobriram que esquentar um tumor levemente (entre 41ºC e 42,5ºC) ajuda a bagunçar o sistema de regeneração das células cancerosas, abrindo caminho para que tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia funcionem melhor. 

O efeito benéfico do calor sobre os tumores já era conhecido dos cientistas. Mas, até agora, ninguém sabia muito bem o porquê. 

O grupo liderado por Przemek Krawczyk, da Universidade de Amsterdã, viu que o calor inibe a chamada recombinação homóloga, um sistema de regeneração do DNA das células. 

Mais especificamente, o procedimento inutiliza a proteína BRCA2, que tem um papel importante nesse processo e já tem papel conhecido em certos cânceres. 

"Nossos resultados mostram que a hipertermia pode ser uma ferramenta poderosa e não invasiva para introduzir localmente a degradação da BRCA2 e deficiências na recombinação homóloga",  diz o trabalho, publicado na versão online da revista científica americana "PNAS". 

Nas células normais, ter um caminho para regenerar o DNA é fundamental, porque, em situações naturais do organismo, podem acontecer falhas e defeitos que comprometem o funcionamento de todo o sistema celular. 

Já nas células cancerosas, essa capacidade de regeneração ajuda a diminuir a eficácia de tratamentos que danificam o DNA para combater os tumores, como a quimioterapia e a radioterapia. 

Para avaliar a ação do calor sobre o câncer, os cientistas primeiro fizeram o experimento em laboratório, usando células-tronco embrionárias de ratos. 

Depois, partiram para estudos em modelos vivos. Os pesquisadores injetaram tumores nas patas dos roedores. Para esquentar as células cancerosas, eles colocaram os membros "doentes" em uma espécie de banho-maria por até 90 minutos. Todos os animais estavam anestesiados. 

A ação benéfica do calor sobre os tumores foi ainda mais forte quando combinada ao uso de algumas substâncias, especialmente os inibidores Parp, que já estão em fase de testes clínicos. 

Com o sistema de regeneração do câncer abalado, o tratamento com quimioterapia e radioterapia tem maiores chances de ser bem-sucedido. As células cancerosas passam a se multiplicar em ritmo mais lento. 

Na opinião dos autores do trabalho, a pesquisa poderá ser aplicada a vários tipos de tumores. Segundo eles, há grandes chances de que o estudo em seres humanos tenha resultados tão positivos quanto o dos ratos. 

"O próximo passo é pensar em terapias que combinem a hipertermia e outros tratamentos em humanos." 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/

TJ fecha 36 comarcas e deixa 700 mil sem acesso à Justiça no AM

Decisão, considerada 'absurda' por juízes, foi tomada, de acordo com o tribunal, pela falta de recursos no orçamento

Cerca de 700 mil pessoas devem ficar sem assistência judiciária no interior do Amazonas, onde o Tribunal de Justiça do Estado vai desativar 36 comarcas. A estimativa é do próprio presidente do TJ, desembargador João Simões, que comunicou a juízes do interior, na quinta-feira, o plano de reestruturar o setor.   

Pelo plano, as 36 comarcas – de um total de 59 – serão agrupadas em 14 cidades. Hoje, 24 comarcas já estão sem juiz, por falta de verba. No final de março, o site do TJ afirmava que a desativação das comarcas seria "adiada temporariamente", até que o governo do Estado se pronunciasse sobre a complementação de mais R$ 100 milhões por ano ao repasse do Judiciário. Na sexta-feira, o desembargador anunciou que falaria do assunto na segunda. Ontem, no entanto, mudou o discurso e avisou que não teria nada a comentar. 

O governador Omar Aziz (PMN) também informou que não tem nada a dizer, por entender que extinção ou criação de comarcas é assunto do Judiciário. O governo estadual, explicou Aziz, "faz sua parte, que é repassar o valor destinado àquele poder". No ano passado, o repasse ao Judiciário foi aumentado de 6,5% para 7% do orçamento, chegando a R$ 334 milhões. 

‘Arbitrário’. Para o vice-presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude (ABMP), Luis Cláudio Chaves – também juiz da comarca da Manacapuru – a decisão "é absurda e arbitrária" e foi tomada "sem qualquer consulta ou discussão com os juízes". Para ele, "a desculpa de fazer economia é irreal", pois não há como demitir juízes e na maioria das comarcas quase nunca há funcionários alem deles: "Na minha comarca estou eu e um só funcionário, o resto é pago pela prefeitura".

E o custo social disso, prosseguiu o juiz, é enorme. "Agora um ribeirinho que precise da Justiça num município vai ter de tirar dinheiro não sei de onde para pegar um barco e viajar 10 ou 12 horas para fazer denúncia a um promotor ou a um defensor público. E tudo isso leva horas e horas, pago por pessoas que não têm nem para comer."

Fonte: http://www.estadao.com.br/politica/

Banda larga é principal queixa na Anatel

Aumentaram as reclamações contra as operadoras de telecomunicações. Segundo a Anatel, em fevereiro deste ano foram 153,7 mil queixas — 35,7% a mais do que no mesmo período do ano passado.

A principal queixa na agência reguladora é em relação à banda larga. E as reclamações quase dobraram do ano passado para cá. Em 2010 foram 15 mil reclamações — neste, 24,2 mil.

Praticamente todas as áreas tiveram um aumento do número de reclamações. As queixas sobre TV por assinatura, por exemplo, aumentaram 48%. Reclamações sobre telefonia fixa cresceram 38% e móvel 25%.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/link/

Cade põe em xeque fusão Sadia-Perdigão

Procuradoria emite parecer com fortes restrições à fusão, que podem incluir a venda de uma das marcas ou o cancelamento do negócio 

A procuradoria-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) emitiu um duro parecer que ameaça barrar a fusão entre Sadia e Perdigão. O órgão recomenda restrições mais fortes - que podem incluir a venda de uma das duas marcas principais - ou a reprovação do negócio.

O documento foi entregue nesta segunda no fim da tarde ao conselheiro relator do caso, Carlos Ragazzo, e será distribuído para as empresas. Não é a posição definitiva do Cade, mas representa um indicativo importante, já que costuma ser seguido pelos conselheiros. "Estamos preocupados com essa operação e queremos sinalizar ao conselho que deve haver atenção redobrada", disse ao Estado o procurador-geral do Cade, Gilvandro de Araújo.

O voto dos conselheiros só será conhecido em plenário. A expectativa é que a fusão, que criou a Brasil Foods (BRF), seja julgada em junho após dois anos de análise e extensa documentação apresentada pelos advogados. O negócio foi anunciado em junho de 2009, para resgatar a Sadia, que sofreu prejuízos bilionários com derivativos cambiais no auge da crise global.

Com 38 páginas, o parecer da procuradoria-geral do Cade é ainda mais restritivo que o da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda. A Seae recomendou a aprovação da operação desde que seguidas uma de duas alternativas: a venda de um conjunto de marcas com preços mais baratos ou o licenciamento por no mínimo cinco anos da marca da Sadia ou da marca Perdigão.

"As alternativas oferecidas pela Seae não são suficientes para combater os problemas identificados", diz a procuradoria do Cade. "Ou encontramos restrições que possibilitem efetivamente a um terceiro agente econômico fazer frente ao poder de mercado da Brasil Foods ou se impõe a reprovação da operação."

Para o órgão, o licenciamento da marca Sadia ou Perdigão por cinco anos "é temporário e não resguarda a competição no médio e longo prazos". O parecer deixa em aberto qual seria a opção ao licenciamento, mas, na prática, resta a venda de uma das duas marcas principais. Para especialistas do setor, os concorrentes não se interessariam pelo arrendamento temporário. 

O entendimento dos técnicos do Cade é que a segunda alternativa - venda em bloco de Batavo, Rezende, Confiança, Wilson e Escolha Saudável e dos ativos de margarina que incluem Doriana, Claybon e Delicata - também não é satisfatória. "A alienação das marcas de combate não seria suficiente para atribuir a um agente econômico poder de mercado para contrastar eventual exercício de poder dominante."

O parecer da procuradoria do Cade diz ainda que "as empresas não lograram êxito em demonstrar que os benefícios decorrentes da fusão podem ser compartidos com o consumidor". Sadia e Perdigão argumentam que vão criar uma grande exportadora nacional, mas a preocupação do órgão é com o custo para a população. As concentrações de mercado ultrapassam 70% em categorias como hambúrgueres e pizzas prontas. Procurada, a BRF não quis se manifestar, porque ainda não recebeu o parecer.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/

Pilotos reclamam do alto número de paradas nos boxes na F-1

Até o ano passado, era a falta de troca de posições nas corridas da F-1. Agora, a reclamação de pilotos e equipes é o excesso de ação.
A maior responsável por isso é a Pirelli, nova fornecedora de pneus da categoria. 

Como os compostos da empresa italiana se desgastam muito mais do que os usados até o ano passado da Bridgestone, o número de pits stops aumentou consideravelmente. 

No domingo, no GP da Turquia, vencido por Sebastian Vettel, da Red Bull, foram 82 trocas de pneus, um novo recorde na F-1. O vencedor, por exemplo, teve de parar nos boxes quatro vezes para poder completar as 58 voltas. 

"Acho que, para os pilotos, o mais complicado é o fato de o desgaste dos pneus ser muito diferente de pista para pista, o que dificulta o nosso entendimento", afirmou Vettel, que lidera o Mundial de F-1 com 34 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton. 

"Mas quem sofre mais são os torcedores nas arquibancadas. Depois da primeira parada, você tem pit stops a cada dez ou 15 voltas, e aí fica impossível de acompanhar a corrida, especialmente porque nem todo mundo está seguindo os três primeiros", completou o campeão.
No ano passado, a média de paradas nos boxes era de 25 vezes por corrida em condições normais (sem chuva). 

Neste ano, após quatro etapas, o número subiu para 62 por prova  - um aumento de 148%. Estatística que surpreendeu a própria Pirelli.
"Nós esperávamos uma parada a menos. Achamos que foi uma exceção, e a ideia é voltar a, no máximo, três pit stops por corrida a partir de agora", falou o diretor esportivo, Paul Hembery. 

Além da dificuldade em acompanhar as provas, até mesmo para os pilotos, que precisam estar em constante contato com os engenheiros, outra consequência direta disso é a maior possibilidade de erros durante as paradas. 

Com os mecânicos tendo de fazer seis ou oito pit stops em vez dos dois que faziam até o ano passado, em média, a chance de erros ou problemas cresceu muito. 

Quem mais vem sofrendo com isso, por enquanto, é Felipe Massa. Na Malásia, segunda corrida do ano, uma falha na pistola durante seu pit fez com que ele perdesse a chance de lutar pelo pódio. 

Domingo, a situação foi ainda pior. O brasileiro teve problemas em três de suas quatro paradas. Foi o 11º. 

Massa gastou 1min33s500 em seus quatro pit stops. Seu companheiro de Ferrari, Fernando Alonso, terceiro em Istambul, também parou quatro vezes e precisou de 1min26s121 para as trocas. 

Para Rubens Barrichello, há outro problema. "Damos três voltas no limite, e os pneus começam a se degradar. Passamos 75% da corrida gerenciando o desgaste e só o resto como pilotos." 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Foto inédita mostra gases deixando conglomerado de galáxias

               AOES Medialab/Esa

A ESA (Agência Espacial Europeia) divulgou nesta segunda-feira uma foto feita pelo observatório espacial Herschel que mostra o momento em que nuvens de gases moleculares se expandem no interior de um conglomerado de galáxias. 

A imagem é considerada um feito e tanto pelos astrônomos já que a velocidade do fenômeno é de mais de mil quilômetros por segundo, o que a torna difícil de ser captada. Segundo a ESA, isso equivaleria a ser dez mil vezes mais rápido do que um furacão no planeta Terra. 

A boa notícia é que esta é a primeira vez que se tem uma foto dessas expansões que ocorrem no espaço. Acredita-se que as estrelas são formadas a partir desses gases moleculares. 

A má notícia é que essas expansões, se muito potentes, carregam boa parte da matéria-prima utilizada na formação de estrelas. Ou seja, podem até interferir negativamente na sua criação. 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mantega prevê cortes superiores a R$ 20 bi no Orçamento de 2011

O governo da petista Dilma Rousseff vai promover um corte de mais de R$ 20 bilhões no Orçamento de 2011 e também reduzirá em pelo menos R$ 50 bilhões os repasses ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em um esforço para conter o peso da demanda pública na economia, afirmou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. 

"Do ponto de vista estrutural, a redução de gasto do governo terá impacto na política de juros a partir do ano que vem", afirmou Mantega durante entrevista no Reuters Brazil Investment Summit nesta quarta-feira.
"Não será pequena, vai ser uma redução substancial", disse. "A orientação (da presidente eleita) foi 'mão pesada'". 
 
Poucas horas depois de ter sido oficialmente confirmado na equipe de Dilma Rousseff, Mantega afirmou que os cortes podem adiar alguns projetos de investimentos e vão garantir o cumprimento da meta primária de 3,1% do PIB no ano que vem, sem o abatimento de despesas como as que envolvem o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). 

Caso a economia feita pelo governo supere a meta, os recursos adicionais serão direcionados ao Fundo Soberano, disse o ministro. 

Os cortes orçamentários não serão feitos de forma linear e se concentrarão principalmente em despesas de custeio, disse o ministro, adiantando que "não é oportuno darmos aumentos" para o funcionalismo público em 2011. 

Sobre os repasses ao BNDES, a ideia é reduzir à metade os subsídios e os financiamentos concedidos ao banco com recursos do Tesouro, disse Mantega, indicando que a política de aportes ao banco de financiamento não será abandonada já em 2011. 

Nos últimos dois anos, o Tesouro repassou mais de R$ 200 bilhões ao BNDES para aumentar a capacidade de o banco financiar investimentos. 

"O BNDES você pode falar pelo menos R$ 50 bilhões a menos", afirmou Mantega. 

A redução dos gastos públicos foi possibilitada pela superação da crise, disse o ministro. "Agora que a economia está recuperada, então cabe fazer um ajuste, cabe fazer uma redução de gastos."

Mantega descartou, ainda, uma redução da meta inflacionária antes de 2013, e condicionou uma futura queda a uma desindexação da economia que deve passar por uma revisão dos contratos de serviços, como de energia e gás. 

"Se a gente conseguir na renovação, porque nós somos contra rever contratos enquanto eles estão vigorando, a gente pode tentar desindexar, eu acho que nós vamos tentar desindexar a economia", disse Mantega. 

Em termos de reformas, a prioridade do novo governo será a tributária. As mudanças poderão tramitar no Congresso de forma desmembrada, disse o ministro e envolverão a desoneração da folha de pagamentos. 

O ministro adiantou pelo menos um nome da equipe que quer montar no próximo ano, ao anunciar que convidará o secretário do Tesouro, Arno Augustin, a permanecer no cargo. "Eu vou convencê-lo a ficar aqui", disse. 

Sobre o câmbio, Mantega reiterou que vê o real estável por ora, mas que novas medidas não estão descartadas, se necessário. 

DA REUTERS