domingo, 9 de setembro de 2012

“Máquina do tempo” estudará o princípio do universo

Astrônomos e pesquisadores de várias universidade americanas acabam de completam um projeto de R$ 23 milhões que durou sete anos, para construir um espectrômetro que vai permitir o estudo das primeiras galáxias do universo. 

Com cinco toneladas, o Mosfire usa luz infravermelha e por isso consegue enxergar, através da poeira cósmica, os objetos cuja luz já foi alongada até o espectro infravermelho, devido à expansão do universo. 

“O instrumento foi feito para estudar as galáxias mais distantes e fracas”, afirma o líder do projeto, Ian S. McLean. Ele afirma que algumas das galáxias que estão sendo observadas se formaram há cerca de 10 bilhões de anos. “É uma era que precisamos estudar se quisermos entender a estrutura em larga escala do universo”. 

O sistema também vai permitir um estudo mais detalhado dos planetas que orbitam estrelas próximas, a formação de estrelas em nossa galáxia e a distribuição da matéria escura no universo. 

O Mosfire está instalado no telescópio Keck I, no Havaí, e no momento está em fase de teste. Em setembro será realmente habilitado para começar as pesquisas. 


Fonte: http://hypescience.com/

Grande conquista na comunicação quântica

Seja telefonando ou utilizando a internet, nossa comunicação diária depende de redes sofisticadas, nas quais informações são transferidas na velocidade da luz entre diferentes pontos.

As redes quânticas difeririam bastante das convencionais, pois teriam aplicações também em comunicações seguras e na simulação de sistemas complexos.

Um dos pré-requisitos para essas redes quânticas funcionais são pontos estacionários, que permitem a troca reversível de informação quântica. 

Agora, cientistas do Instituto Max Planck de Ótica Quântica, liderados por Gerhard Rempe, criaram a primeira rede quântica elementar de informação, baseada em interfaces entre átomos e fótons.

Ela consiste em dois pontos, cada qual com dois átomos, que enviam informação quântica via fótons. “Essa abordagem à rede quântica é particularmente promissora porque ela fornece uma perspectiva clara para a escalabilidade [característica que indica habilidade para manipular uma porção crescente de trabalho de forma uniforme]”, ressalta Rempe.

A informação quântica é extremamente frágil e não pode ser clonada, por isso, para evitar alteração das informações ou perda, é necessário um controle perfeito sobre todos os componentes da rede. E a menor memória estacionária nesse tipo de informação é um átomo, sozinho, e fótons representam os mensageiros perfeitos.

Mas a eficiência da transferência de informação entre o átomo e o fóton demanda uma interação forte entre os dois, o que não pode acontecer com átomos que estejam em espaços livres ou abertos. Por essa razão, o grupo de cientistas do Instituto Max Planck investiu em sistemas onde os átomos eram colocados dentro de cavidades óticas. Eles explicam que essas cavidades são compostas de dois espelhos refletores poderosos, colocados a uma pequena distância entre um e outro.

A emissão de fótons de um átomo dentro da cavidade é direcionada e pode, assim, ser enviada – de maneira controlada – para outro ponto da rede. O fóton que entra na outra cavidade, localizada no outro ponto, é refletido milhares de vezes entre os dois espelhos. Dessa maneira, o átomo pode absorver o fóton com alta eficiência.

Mas o pulo do gato, antes de ser alcançado, tropeçou em vários obstáculos. O primeiro desafio experimental foi como prender permanentemente o átomo dentro da cavidade. Isso foi contornado com o uso de lasers, que conseguiram vencer a desordem do átomo.

Outro desafio é como fazer o presente trabalho se transformar em uma rede quântica em larga escala. Os pontos da rede atual estão separados por 21 metros e são conectados por um cabo de fibra ótica com 60 metros de comprimento.

“Conseguimos o primeiro protótipo de uma rede quântica”, conta Stephan Ritter, um dos envolvidos do estudo. “Quem sabe, no futuro, toda a internet será quântica”.

Fonte: http://www.sciencedaily.com/

Telescópio Espacial Hubble tira foto de galáxia OVNI

     Foto: NASA

O Telescópio Espacial Hubble encontrou um OVNI no espaço; mas um cheio de estrelas, e não de homenzinhos verdes.

O telescópio tirou uma foto incrível da “Galáxia OVNI”, que tem esse apelido por ter a forma de uma nave espacial clássica de um filme de ficção científica. 

Os astrônomos combinaram duas visões (uma em luz visível e outra em infravermelho) da câmera avançada de Hubble para criar a nova imagem da galáxia. A distância entre os detectores de luz do Hubble criou uma tira borrada em toda a largura da imagem, e os cientistas preencheram esse espaço com imagens de telescópios terrestres.

Localizada na constelação de Lynx, a 35 milhões de anos-luz da Terra, a galáxia espiral é oficialmente conhecida como NGC 2683. 

Nosso conhecimento sobre ela é antigo. Originalmente descoberta em 5 de fevereiro de 1788 pelo famoso astrônomo William Herschel, só mais tarde, graças aos astrônomos do Planetário e Observatório Memorial do Astronauta em Cocoa, na Flórida, é que a NGC 2683 ganhou o apelido de OVNI cósmico.

Os astrônomos suspeitam que a NGC 2683 seja uma galáxia espiral barrada, mas a vista “de lado” do Hubble e de outros telescópios da galáxia torna difícil para eles ver a estrutura do objeto cósmico diretamente. 

Ao mesmo tempo, esse ponto de vista estranho oferece aos cientistas uma perspectiva galáctica única.

“Em particular, dá aos astrônomos uma grande oportunidade de ver os rastros de poeira delicados dos braços espirais projetados contra a névoa de ouro do núcleo da galáxia”, disseram os funcionários da NASA. “Além disso, os aglomerados brilhantes de jovens estrelas azuis brilham espalhados por todo o disco, mapeando as regiões de formação estelar da galáxia”.

O Telescópio Espacial Hubble faz imagens espetaculares do universo há mais de 20 anos. É uma missão conjunta da NASA e da Agência Espacial Europeia.

Fonte: http://www.livescience.com/

Os três maiores mistérios da evolução humana

Apesar de muitos estudos e teorias já terem sido formulados, ainda há muito debate sobre como exatamente nos tornamos, ao longo de centenas de milhares de anos, a espécie humana que somos hoje. Três questões, em específico, dividem opiniões entre os cientistas e curiosos em geral. Aprenda um pouco mais sobre estes pontos:

1 – Bipedalismo

Charles Darwin dizia que os ancestrais do Homo sapiens passaram a caminhar sobre dois membros ao invés de quatro por conveniência: foi uma adaptação para deixar nossas mãos livres para criar ferramentas, o que acelerou a evolução. Essa tese já foi derrubada: hominídeos se tornaram bípedes há mais de 4 milhões de anos, enquanto as ferramentas mais antigas de que se tem registro não passam de 2,6 milhões.

Ainda não há certeza sobre o motivo real. Alguns defendem que ser bípedes nos fez mais altos, o que é uma vantagem para visualizar presas e predadores. Outros afirmam que andar sobre duas pernas nos fez mais rápidos e hábeis, ampliando o território por onde podíamos nos expandir e instalar. É claro que talvez seja uma mistura de várias razões.

2 – Perda de pelos

Mamíferos têm o corpo coberto de pelos por proteção: com maior capacidade de conservar a temperatura corporal, os animais podem se instalar em regiões mais frias e inóspitas. Mas os antecessores do Homo sapiens acabaram fazendo o caminho oposto, e também há mais de uma teoria para o que levou a isso.

Uma das ideias afirma que foi o contato com a água. Passando mais tempo de vida nadando em lagos ou rios, fomos perdendo a necessidade de tanta pelagem. É por isso que os mamíferos aquáticos (como a baleia, por exemplo) não precisam disso. 

Outra corrente de pensamento, no entanto, defende que a perda dos pelos aconteceu quando os hominídeos deixaram as florestas e passaram a viver também em savanas, onde não há proteção contra os raios solares e poderíamos nos superaquecer. Logo, fomos perdendo a “cobertura”. 

Essa teoria parece mais sensata, com um único porém: alguns animais, como leões e zebras, vivem perfeitamente bem e recobertos de pelos nas savanas africanas, onde as temperaturas são sempre altíssimas. O mistério, portanto, continua no ar.

3 – Aumento do cérebro

Nosso desenvolvimento encefálico, e estamos falando mesmo em aumento do tamanho do cérebro, impulsionou a evolução do Homo sapiens. Neste ponto, nossa distinção dos outros primatas é clara. Enquanto os macacos não podem ter um cérebro muito grande porque as mandíbulas fazem muita força e pressionam o crânio com violência, uma mutação genética teria feito os hominídeos se livrarem deste problema.

A maioria dos cientistas sempre imaginou que o cérebro humano foi pouco a pouco crescendo e nossa capacidade foi aumentando. Mas há quem pense o contrário: as novas habilidades adquiridas ao longo do tempo é que foram conferindo mais complexidade ao cérebro. 

Uma nova adaptação é que incitava um novo desenvolvimento do cérebro, e isso teria acontecido incontáveis vezes ao longo da nossa linha evolutiva. 

Fonte: http://www.newscientist.com/

A acidificação dos oceanos pode acabar com nosso oxigênio?

O dióxido de carbono tem um sério impacto no clima global, mas também gera um efeito terrível nos oceanos. Quando o gás se dissolve na água, forma ácido carbônico, que resulta em acidificação. Alguns experimentos já demonstraram que organismos calcificados, como os corais, e também o fitoplâncton, são afetados por esse processo. 

Cientistas demonstraram agora, pela primeira vez, o potencial da alga unicelular Emiliania huxleyi de se adaptar às mudanças de pH oceânico. 

Essa espécie foi isolada nas águas costeiras da Noruega e cultivada com condições de CO2 previstas para o futuro oceânico. Após um ano e 500 gerações (já que se reproduzem muito rápido), as populações se adaptaram e se desenvolveram melhor do que as não adaptadas. 

“Da perspectiva biogeoquímica, a descoberta mais interessante foi provavelmente o restauro parcial nos níveis de calcificação”, afirma o cientista Ulf Riebesell. 

O que foi revelado nesse estudo foram os diferentes genótipos e a acumulação de mutações benéficas. Esse tipo de mudança não havia sido descoberta antes. “Com esse estudo mostramos pela primeira vez que os processos evolucionários têm o poder de agir nas mudanças climáticas e na acidificação dos oceanos”, afirma o biólogo Thorsten Reusch. “Precisamos agora levar em consideração a evolução nos próximos estudos das consequências das mudanças globais”. 

Mas isso não significa que a evolução vai parar a acidificação dos oceanos. Essa espécie de alga foi escolhida para o estudo exatamente pela rapidez reprodutiva. Espécies de vida mais longa e menos reprodução possuem um potencial de adaptação muito menor. “A história da Terra mostra as limitações da adaptação. Mudanças ambientais comparáveis as que estão acontecendo agora nos oceanos já levaram à extinções em massa rapidamente, mesmo que essas mudanças tenham sido 10 a 100 vezes mais lentas do que as que observamos hoje”.

Fonte: http://www.sciencedaily.com/

10 Mitos sobre o aquecimento global

O clima do nosso planeta é muito dinâmico, como tudo na natureza. Mas a partir dessas mudanças, muitas pessoas criam mitos e questões. Como podemos realmente dizer que a Terra está aquecendo e os humanos são os culpados? Aqui você pode vai ver o que os cientistas sabem e o que não sabem sobre as mudanças climáticas. 

10 – O clima mudou antes
O mito: Mesmo antes do efeito estufa e dos gases liberados por ações humanas, o clima da Terra já estava mudando, e por isso nós não somos responsáveis pelo aquecimento global atual. 

A ciência: As mudanças climáticas passadas sugerem que o clima reage de acordo com a energia colocada e retirada, de maneira que se o planeta acumular mais calor do que libera, as temperaturas globais vão subir. 

No momento, o CO2 está gerando um desequilíbrio energético que aumenta o efeito estufa. Mudanças climáticas antigas mostram evidências de que nosso clima é sensível ao gás carbônico. 

9 – Mas está frio lá fora!
O mito: O planeta não pode estar esquentando, pois o último inverno foi um dos mais frios, como é possível o aquecimento global?

A ciência: Temperaturas locais, medidas de forma individual, não têm nada a ver com o aquecimento global de longo termo. As mudanças de estação locais podem esconder o movimento climático planetário. 

Para encontrar tendências climáticas, é preciso analisar as mudanças de temperatura por um longo período de tempo.

8 – O clima está esfriando
O mito: O aquecimento global parou e a Terra está começando a esfriar.

A ciência: A última década, entre 2000 e 2009, foi a mais quente já registrada. Mas o aquecimento global é compatível com climas mais frios. Novamente, o que vale são os registros de longo termo. E nesse caso, infelizmente, a Terra está aquecendo. 

7 – A culpa é do sol
O mito: Na última centena de anos, a atividade solar tem aumentando, gerando o aquecimento global.

A ciência: Nos últimos 35 anos de aquecimento global, o sol mostrou uma tendência de se resfriar, enquanto o clima tem esquentado. Para o último século, o sol pode sim explicar um pouco do aumento das temperaturas, mas apenas uma pequena parcela.

Um estudo publicado no ano passado mostrou que mesmo durante um período de baixa atividade solar, a Terra continuou a esquentar.

6 – Nem todos concordam
O mito: Não há consenso de que o planeta esteja realmente aquecendo. 

A ciência: A maior parte dos cientistas climáticos concorda que o aquecimento global “humano” está acontecendo. Você pode ver essa tendência na diminuição das notícias sobre discussões a respeito disso. Não há mais argumentação. 

5 – O dióxido de carbono (CO2) não é um poluente
O mito: “Os perigos do dióxido de carbono? Diga isso para uma planta, o quão perigoso é”. 

A ciência: Apesar do gás ser realmente fundamental para a fotossíntese das plantas, ele é um poluente (por exemplo, na acidificação dos oceanos) e seriamente ligado ao efeito estufa. Quando o calor é liberado da superfície terrestre, parte da radiação fica presa por gases estuda, como o CO2. Esse efeito é que está aumentando as temperaturas globais. 

4 – Cientistas estão conspirando
O mito: Milhares de e-mails entre cientistas climáticos vazaram em novembro de 2009, e revelaram dados encobertos que conflitavam com as pesquisas que afirmavam o aquecimento global. 

A ciência: Sim, um hacker teve acesso e divulgou os e-mails e documentos. Mas não existe conspiração, já que diversas outras pesquisas foram feitas, não necessariamente envolvendo esses cientistas. 

3 – Não se preocupe, não é tão ruim
O mito: Alguns apontam que há evidência histórica de que períodos mais quentes são bons para a humanidade, enquanto o frio é catastrófico.

A ciência: Os cientistas climáticos afirmam que os pontos positivos do aquecimento são esmagados pelos negativos, na agricultura, na saúde humana, na economia e no meio ambiente. Por exemplo, um estudo de 2007 mostra que um planeta mais quente aumentaria a propagação da vegetação na Groenlândia; mas isso também significaria mais escassez de água, mais e maiores queimadas e maior desertificação. Não parece muito bom.

2 – A Antártida está com mais gelo
O mito: O gelo que cobre a Antártida está expandindo, ao contrário da crença de que está derretendo devido ao aquecimento global.

A ciência: O argumento de que o gelo está expandindo na Antártida omite a diferença entre o gelo terrestre e o marítimo. “Se você estiver falando do lençol de gelo, nós esperamos ganho no interior do território, mas perda do gelo periférico”, afirma o cientista Michael Mann. Medições atuais mostram que a camada de gelo da Antártida está diminuindo, em saldo negativo, e contribuindo para o aumento do nível dos oceanos. No caso do gelo marítimo, as tendências variam muito, por isso é complicado chegar a um dado exato. 

1 – Os modelos climáticos não são de confiança
O mito: Os modelos são repletos de pressupostos para que se encaixem nos dados coletados. Não há forma de saber se eles são de confiança. 

A ciência: Modelos já conseguiram reproduzir com sucesso as temperaturas globais de 1900, na terra, no ar e nos oceanos. “Modelos são simplesmente uma formalização para que possamos entender melhor os processos que governam a atmosfera, os oceanos, etc”, afirma Mann. Ele adiciona que certos processos, como a maneira com a qual as nuvens respondem às mudanças atmosféricas, são incertos, e diferentes modelos já foram apresentados. 

Mesmo assim, afirma Mann, certas previsões são baseadas na física e química fundamentais (como as feitas para o efeito estufa), o que resulta em previsões robustas, independentes dos pressupostos.

Fonte: http://www.livescience.com/

Galáxias anãs estão desaparecendo

Atualmente, 26 pequenas galáxias orbitam a Via Láctea. Pode parecer um grupo impressionante de leais seguidoras, mas os astrofísicos acreditam que nossa galáxia deveria ter um exército.

Essa expectativa é construída sobre o modelo predominantemente aceito de como a matéria escura ajuda a formar galáxias. Embora a composição dela seja desconhecida, cientistas especulam que a matéria escura deva pesar cinco vezes mais que a matéria comum.

Em simulações do início do universo, a força gravitacional de grupos frios de matéria escura teria levado os gases comuns do espaço a formar os primeiros componentes necessários para dar forma a uma galáxia.

A teoria funciona bem em grande escala, reproduzindo o padrão das galáxias e dos vácuos observados através do cosmos. Em escalas menores, contudo, as simulações mostram que ao redor de cada grande galáxia em espiral, grupos de matéria escura deveriam modelar milhares de galáxias anãs. Porque a Via Láctea só tem 26?

Uma explicação plausível para essa discrepância seria a matéria escura não ser fria nem pesada, mas um gás quente de partículas leves. Ou talvez a matéria escura nem exista. Se a força da gravidade mudasse, isso faria muito do que a matéria escura faz, mas sem demandar tantas galáxias anãs.

Uma ideia menos radical seria que os aglomerados de matéria escura realmente existem, mas que não podem ser vistos. Porém, essa teoria é complicada de checar com simulações, como afirma o astrofísico James Binney, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, já que tais checagens dependeriam da densidade local do gás, por exemplo. “Existem estruturas que estão além da checagem por qualquer experimento ou simulação”, explica o britânico.

Se a ideia estiver correta, tem uma implicação surpreendente: milhares de galáxias escuras estão em torno da Via Láctea; portanto, não são exatamente uma legião perdida, apenas invisível a nossos olhos.

Fonte: http://hypescience.com/

5 esquisitices da nossa Via Láctea

Os cientistas já conseguiram explicar muita coisa sobre nosso universo, mas certamente não tudo. Provavelmente a maioria das peculiaridades do mundo nós ainda nem conhecemos ou não fazem nexo para nós, como estrelas que brilham demais sem razões, ou que conseguem orbitar próximas a buracos negros sem serem engolidas. Enfim; anormalidades que não entendemos como são possíveis, pelo menos por enquanto.

V838 Monocerotis
Em fevereiro de 2002, essa estrela ainda não reconhecida, há cerca de 20 mil anos-luz de nós, atingiu uma luminosidade um milhão de vezes maior do que o sol. No mês seguinte, o evento aconteceu de novo. E depois, em abril, pensou-se que era uma estrela do tipo nova, explosão que aumenta o brilho de uma estrela. Mas as novas não acontecem três vezes seguidas e depois param. 

Seriam duas estrelas colidindo? Ou uma estrela engolindo três planetas gigantes? Que &*¨%$#@ é essa? A única coisa de que os cientistas têm certeza é que a luz refletida na poeira ao seu redor gerou cores maravilhosas. 

Retardatários azuis
Densos agrupamentos estelares da Via Láctea abrigam uma série de estrelas avermelhadas, com pouca luminosidade e muito antigas, a maioria com mais de dez bilhões de anos. Alguns poucos agrupamentos, entretanto, brilham em azul e branco – o que sugere a presença de estrelas quentes, novas e brilhantes. 

Agora, os cientistas pensam que esses “retardatários azuis” são tão antigos quando os outros, mas de alguma maneira rejuvenesceram. Algumas estrelas podem ter sugado o gás de outras vizinhas ou serem o resultado da fusão de duas mais antigas. 

Sagitário A*
Sagitário A* é uma fonte de ondas de rádio no centro da Via Láctea, onde se imagina que exista um buraco negro gigantesco, com quatro milhões de vezes a massa do sol. Em algumas galáxias, um buraco negro desse tipo seria uma terrível fonte de radiação.

Mas não é o caso do nosso. Sagitário A* possui uma quantidade pequena de gás, e parece ser um pouco ineficiente em converter isso em calor e luz. 

S2
S2 não é um coração virtual. É uma estrela azul-branca rápida e intensa, para a qual não temos explicações. Ela faz sua órbita muito perto do buraco negro central, o Sagitário A*, a uma velocidade de até cinco mil quilômetros por hora. 

A essa distância, a gravidade do buraco negro não deveria permitir que as nuvens de gás se condensassem para formar novas estrelas. Esse comportamento até poderia acontecer com estrelas mais velhas, mas não uma tão jovem, com não mais do que dez milhões de anos. 

SDSS J102915+172927
A maior parte das estrelas atuais contém uma pequena quantidade de elementos pesados, herdados de gerações estelares antigas. Não no caso dessa, localizada mais de quatro mil anos-luz de nós. Descoberta no ano passado, ela é formada praticamente por hidrogênio e hélio, com apenas 0,00007% de outros elementos. 

Essa composição é similar à matéria do Big Bang. Essa quantidade de gás puro, sem o carbono e o oxigênio que normalmente ajudam as nuvens de gás a se resfriarem e condensarem, era para estar presente apenas em estrelas jovens e colossais. Ninguém sabe ainda como esse objeto se formou.

Fonte: http://www.newscientist.com/

Einstein estava certo: o universo está mesmo expandindo

A visão que Albert Einstein (1879-1955) tinha sobre o universo foi posta à prova mais uma vez. E, mais uma vez, foi comprovada, só que com uma precisão até então nunca vista – uma margem de erro de apenas 1,7%, o que ajuda os cientistas a compreender melhor a misteriosa aceleração do universo.

Um grupo de cosmólogos da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, e do Instituto Max Planck para Física Extraterrestre, na Alemanha, anunciou a medição mais precisa realizada até hoje de quando a expansão do universo começou a acelerar. 

Os pesquisadores analisaram o período entre 5 e 6 bilhões de anos atrás, quando o universo tinha quase metade de sua presente idade.

Isso significa que o fenômeno pode ser explicado utilizando-se apenas a Teoria Geral da Relatividade de Einstein e a constante cosmológica – a explicação teórica mais simples para a aceleração do universo, que prevê quão rápido as galáxias devem se mover e qual a taxa a que a estrutura do universo deveria estar crescendo.

De acordo com a cosmóloga Rita Tojeiro, membro da equipe de Portsmouth responsável por essa pesquisa, os resultados serão empregados para entender o que está causando a aceleração e por que, e para esclarecer novos pontos sobre a matéria escura – nome adotado para o agente fundamental que leva à aceleração, descoberto há apenas 14 anos e sobre o qual ainda se conhece pouco. 

“Os resultados são a melhor medição de uma distância intergaláctica jamais feita, o que significa que cosmólogos do mundo todo estão mais perto do que nunca de entender porque a expansão do universo está acelerando”, pontuou Rita.

Para testar a teoria de Einstein, os pesquisadores examinaram mais de um quarto de um milhão de galáxias dentro de um volume de 4 bilhões de anos-luz. A pesquisa foi feita utilizando-se da Oscilação Acústica dos Bárions, um padrão no qual as galáxias estão distribuídas através do universo e que foi criado logo depois do Big Bang. Esse padrão sobreviveu conforme o universo foi envelhecendo e seu tamanho aumentou junto com a expansão.

O chefe do grupo de pesquisadores de Portsmouth, Will Percival, explica: “Imagine derrubar uma pedra em um lago que está se expandindo. Se a expansão do lago é rápida o suficiente, a distância entre as ondulações do lago simplesmente crescerá junto com a expansão. Olhando a forma como as distâncias entre essas ondulações mudam com o tempo, você poderia avaliar a taxa a qual o lago está se expandindo. Bem, o universo é o lago e as galáxias são as moléculas de água”.

O experimento foi planejado a fim de complementar uma observação feita em 1998, quando cientistas estudaram o brilho de explosões estelares para deduzir que a expansão do universo está, contra todas as probabilidades e contra nossa compreensão da física fundamental, tornando-se mais rápida. 

Essa mesma pesquisa da década de 1990 foi agraciada com o último prêmio Nobel de Física, compartilhada entre os norte-americanos Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess (Universidade da Califórnia, Universidade Nacional Australiana e Universidade Johns Hopkins, respectivamente).

Fonte: http://hypescience.com/

Pequenos buracos negros errantes são uma ameaça para a Terra?

Podemos respirar aliviados: se colidissem com o nosso planeta, os pequenos buracos negros que estão perambulando pelo espaço deixariam a Terra incólume.

Vários modelos sugerem que a matéria pode ter entrado em colapso e se transformado em buracos negros logo após o Big Bang. Os cientistas acreditam que o menor desses buracos negros teria evaporado há muito tempo através de um processo chamado de radiação Hawking.

Mas, de acordo com a física Katherine Mack, da Universidade de Cambridge, esses pequenos buracos, que pesam cerca de um bilhão de toneladas, ainda podem estar vagando por aí, já que são difíceis de detectar, devido ao seu tamanho reduzido – são menores que o núcleo de um átomo.

Por esse motivo, já foram dados dois alarmes falsos. Em 1908, uma misteriosa explosão modificou uma área de floresta com mais de 2 mil metros quadrados, perto do rio Tunguska, na Sibéria. Em 1973, físicos propuseram que a culpa fosse de um desses minis buracos negros. Mas a sugestão foi abandonada mais tarde.

Em 2003, um outro grupo de cientistas sugeriu que um conjunto inexplicável de informações sismográficas poderia derivar de um objeto denso chamado de strangelet, que estaria em colisão com a Terra. Mais tarde, esse mesmo grupo descobriu que se tratava de um terremoto.

Mas o que de fato aconteceria se fôssemos atingidos por um pequeno buraco negro? Foi essa a dúvida sobre a qual o astrônomo Shravan Hanasoge, da Universidade de Princeton, e seus colegas se debruçaram.

Segundo Hanasoge, se fôssemos acertados em cheio por um buraco negro, tudo aconteceria muito rapidamente, pois a velocidade do buraco negro seria de milhares de quilômetros por segundo. Contudo, seria também muito pequeno, pelo fato do buraco ser menor que um núcleo atômico. “Isso só causaria um túnel, tal qual uma agulha, através do planeta”, explica o pesquisador de Princeton.

Embora fosse pequeno, Hanasoge afirma que saberíamos se tivéssemos sido atingidos por um mini buraco negro. Isso porque o núcleo externo da Terra iria vibrar, criando ondas de choque esféricas e simétricas, o que faria com que todos os detectores sísmicos da Terra disparassem ao mesmo tempo. Se fosse um terremoto, apenas alguns detectores disparariam, já que os tremores normais são mais localizados.

“E a colisão seria sentida como um tremor de magnitude 4, quase imperceptível. Portanto, não haveria qualquer destruição”, diz Hanasoge. E ele ressalta: a Terra ser atingida por um mini buraco negro é um evento extremamente raro, que acontece aproximadamente a cada 10 milhões de anos.

Fonte: http://www.newscientist.com/