Um buraco negro é uma região do espaço que concentra muita matéria,
ao ponto da gravidade da região não deixar escapar nem mesmo a luz. O
local em que a luz não consegue mais sair do buraco negro é chamado de
“horizonte de eventos” e é, na prática, uma porta de saída do nosso
universo: você passa por ali, e nunca mais vai retornar.
Apesar do horizonte de eventos ser uma superfície imaginária, que é
impossível de se observar, astrônomos conseguiram obter imagens da
região em torno de um gigantesco buraco negro, no centro de uma galáxia
distante, e mediram, pela primeira vez, a órbita estável mais próxima do
buraco negro, na qual a matéria pode circular.
O buraco negro supermassivo fotografado é o que está no centro da galáxia M87,
a cerca de 50 milhões de anos-luz de distância. Ele é o buraco negro
mais massivo conhecido (cerca de 6,8 bilhões de massas solares).
O radiotelescópio usado para fazer as imagens foi o Telescópio Horizonte de Eventos, que une 50 discos refletores no Havaí, Arizona e Califórnia.
A medida encontrada para a menor órbita possível para a matéria é de
aproximadamente 5,5 vezes o tamanho do horizonte de eventos do buraco
negro. Isto dá aproximadamente 5 vezes o tamanho do sistema solar, ou
112,2 bilhões de quilômetros (750 vezes a distância da Terra ao Sol).
As observações feitas com o novo telescópio permitiram aos
pesquisadores confirmar que a massa espiralando em torno do buraco negro
é a fonte do poderoso jato luminoso visto irradiando da galáxia. Até
recentemente, não haviam telescópios com poder de resolução suficiente
para verificar esta hipótese. Além disso, as medidas obtidas também
servem como confirmação da teoria da gravitação de Einstein. De acordo
com a teoria de Einstein, a massa e rotação de um buraco negro
determinam o quão perto a matéria pode orbitar o mesmo antes de se
tornar instável e cair em direção ao horizonte de eventos.
Fonte: http://hypescience.com/
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