Essa imagem mostra galáxias em sua juventude, emergindo da escuridão apenas metade de um bilhão de anos após o Big Bang.
Esse ponto é o mais distante que o Telescópio Espacial Hubble é capaz
de captar. Algumas das manchas de luz nesta exposição estão caminhando
em direção a Terra por 13,2 bilhões de anos.
Galáxias mais distantes que essas não podem ser captadas pelo
telescópio porque a sua luz é deslocada para comprimentos de onda
infravermelhos que são invisíveis para o Hubble.
Não sabemos ainda, conclusivamente, se o universo é infinito ou se
terá um fim, mas sabemos que teve um começo: o Big Bang, há 13,7 bilhões
de anos. Nessa época, ele era tão pequeno e concentrado que nossa noção
de padrão de espaço e tempo é distorcida. Como apenas uma quantidade
finita de tempo passou desde esse suposto começo, algumas estrelas muito
distantes não tiveram tempo suficiente para sua luz chegar até nós.
Como a luz demora certo tempo para viajar pelo universo e chegar a
seu destino, quando nossos telescópios apontam para algo bem distante,
estão vendo como tal coisa como ela era quando aquela luz foi emitida.
Então quando olhamos para a luz de 13,7 bilhões de anos atrás, não
vemos nada porque estamos vendo um universo onde as estrelas ainda não
tinham se formado.
As estrelas mais distantes de nós que o Hubble consegue fotografar,
aliás, precisam ser fotografas em infravermelho. Isso porque, como o
universo está se expandindo, as estrelas estão se movendo para mais
longe de nós. Conforme elas fazem isso, ficam mais vermelhas, até que
entram na faixa do infravermelho. Nós não podemos vê-las a olho nu.
Fonte: http://www.nytimes.com/2012/10/02/science/
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