quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Cientistas descobriram o segredo egípcio para mover as enormes pedras das pirâmides

A questão de como uma civilização antiga, sem a ajuda da tecnologia moderna, moveu pedras de 2,5 toneladas que compunham suas famosas pirâmides tem há tempos afligido os egiptólogos e engenheiros mecânicos. Agora, uma equipe da Universidade de Amsterdã (Holanda) acredita que encontrou a resposta – e que a solução estava bem debaixo do nosso nariz o tempo todo.

Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios conseguiam transportar sua carga rochosa através das areias do deserto, da pedreira até o local do monumento, usando grandes trenós. Trenós muito básicos, inclusive. Fundamentalmente, eram apenas grandes chapas com bordas viradas para cima.

Quando você tenta puxar uma grande chapa com as bordas viradas para cima carregando uma carga de 2,5 toneladas, ela tende afundar na areia à sua frente, construindo, assim, uma barreira que deve ser desobstruída regularmente antes que possa se ​​tornar um obstáculo ainda maior.

No entanto, isto não acontece com a areia molhada. Na areia com a quantidade certa de umidade, pontes – essencialmente microgotas de água que ligam grãos de areia uns aos outros – se formam através dos grãos, o que dobra a rigidez relativa do material. Isso impede que a areia deslize da frente do trenó, se acumulando nas laterais, e reduz pela metade a força necessária para arrastar o trenó. Repito: pela metade.

Um comunicado da instituição holandesa explica que os físicos colocaram uma versão de laboratório do trenó egípcio em uma bandeja de areia. Eles determinaram tanto a força de tração necessária quanto a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, utilizaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.

Os experimentos revelaram que a força de tração exigida diminuía proporcionalmente à rigidez da areia. Ou seja, um trenó desliza muito mais facilmente sobre o deserto de areia firme, simplesmente porque a areia não se acumula na frente dele como faz no caso da areia seca.

Estas experiências serviram para confirmar o que os egípcios claramente já sabiam e o que nós provavelmente já devíamos ter descoberto. No túmulo de Djehutihotep, encontrado na Era Vitoriana, uma obra de arte descreve uma cena de escravos transportando uma estátua colossal do governante do Império Médio e, nele, um homem na frente do trenó é retratado derramando um líquido na areia. Você pode vê-lo na imagem acima, à direita do pé da estátua.

Agora podemos finalmente colocar esta caçada científica de lado e no concentrarmos em como as pedras de Stonehenge foram parar lá.
 
Fontes: http://www.usatoday.com/
            http://gizmodo.com/
            http://www.cbsnews.com/

Cientistas produzem querosene a partir do “nada”

Talvez a gente não sugue todos os recursos da Terra e destrua o nosso planeta tão cedo. Cientistas afirmam ter criado combustível para a aviação utilizando apenas luz do sol, água e dióxido de carbono pela primeira vez. Isso é praticamente criar combustível a partir do nada.

Este feito impressionante nos coloca mais perto do sonho de criar energia renovável para as nossas máquinas prejudiciais ao meio ambiente conhecidas como aviões, carros e outros veículos de transporte.

Pesquisadores europeus alcançaram sucesso usando uma simulação da luz solar concentrada a uma temperatura próxima de 704° C para converter e separar água e dióxido de carbono em um gás sintético feito de hidrogênio e monóxido de carbono. Esse gás pode ser transformado em querosene.

Os cientistas, que têm trabalhado por quatro anos neste projeto, chamado de SOLAR-JET, só fizeram um frasco do combustível até agora, mas imaginam um futuro em que poderiam ser feitos 20 mil litros de combustível para avião por dia em uma versão em grande escala.

Se eles forem capazes de fazer isso, nossos meios de transporte terão quantidades muito mais limpas – e infinitas – de combustível. 
 
Fonte:  http://sploid.gizmodo.com/

Use seu DNA para saber de onde vêm seus ancestrais

Uma equipe internacional de cientistas desenvolveu uma ferramenta que permite identificar a origem geográfica de uma pessoa usando linhagens de até 1.000 anos atrás.

Conhecido como Estrutura Geográfica da População (GPS, na sigla em inglês), o método é capaz de localizar a exata aldeia de um país onde os ancestrais de uma pessoa viveram, e pode ter implicações significativas para o tratamento médico personalizado.

Criada pelo Dr. Eran Elhaik, da Universidade de Sheffield (Inglaterra), e pela Dra. Tatiana Tararinova, da Universidade do Sul da Califórnia (EUA), a melhor ferramenta para localizar DNA até agora pode rastrear populações com uma taxa de sucesso de 98%. Mas como?

Como funciona

O GPS centra-se na mistura genética, uma ocorrência comum em que, historicamente, populações anteriormente separadas começaram a se cruzar, criando novos conjuntos de genes no processo.

A equipe usou mais de 100.000 assinaturas de DNA para modelar a ferramenta, conhecidas como marcadores de ancestralidade (AIMS, na sigla em inglês), típicas de regiões geográficas específicas.

Cromossomos autossômicos são utilizados na análise, em vez de DNA cromossômico mitocondrial ou Y, uma vez que proporcionam uma imagem mais equilibrada da composição genética de um indivíduo.

Em resumo, as 100.000 assinaturas de DNA que são típicas de regiões geográficas específicas são comparadas com os cromossomos autossômicos da pessoa que está sendo testada.

“Ficamos surpresos com a simplicidade e a precisão do método. Pessoas em uma determinada área geográfica são mais propensas a ter genética semelhante. Quando também têm traços genéticos normalmente encontrados em outras regiões distantes, a origem geográfica desses traços é geralmente o local mais próximo onde essas características podem ser encontradas”, explica Elhaik.

Os resultados da ferramenta são impressionantes. Em um dos testes, a equipe pode colocar 25% dos moradores da Sardenha em suas respectivas aldeias (10, ao todo) e os outros 75% dentro de 50 km do local correto. Em 20 ilhas da Oceania, os cientistas puderam rastrear 90% da população à sua ilha exata.

Aplicações

A descoberta tem implicações significativas em vários campos. Ser capaz de determinar com mais precisão a ascendência de um paciente pode ajudar os médicos a determinar a sua susceptibilidade a certas doenças genéticas, adaptando seu tratamento e diagnóstico.

Além disso, há evidências que sugerem que diferentes genótipos podem responder de forma diferente a alguns tratamentos médicos.

Por fim, a ferramenta também tem implicações no que se refere ao estudo da origem geográfica de determinadas populações, como os ciganos ou os judeus europeus. O Dr. Elhaik acredita que o GPS pode alterar significativamente a nossa percepção de etnia. “É impossível para qualquer um de nós assinalar uma opção em um formulário que contém apenas ‘caucasiano’ ou ‘afrodescendente’, já que somos muito mais complexos, com nossas próprias identidades únicas”, disse. “A noção de raça não é plausível”.

Gostou da ferramenta e gostaria de experimentá-la? A boa notícia é que você pode, a má é que você precisa ter seu DNA autossômico genotipado por uma empresa primeiro. No Brasil, poucas companhias fazem sequenciamento de DNA, e a técnica não é a das mais baratas. Por exemplo, a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) afirma que o exame para detectar doenças genéticas (sequenciamento do exoma) custa cerca de R$ 1.800, sem incluir mão-de-obra, água, luz e outros custos inclusos nos hospitais e centros de diagnóstico, enquanto um sequenciamento completo do genoma sairia cerca de R$ 30 mil.

Se você tiver seu DNA autossômico sequenciado, pode fazer upload de seus dados no site da ferramenta, e usar o GPS para localizar a sua origem ancestral, por um custo que varia de US$ 29,99 a US$ 119,99.
 
Fonte: https://hypescience.com/

10 imagens impressionantes da Primeira Guerra Mundial

Muitas vezes, guerras são lembradas como atos gloriosos, patrióticos, movidos por motivos belos como a liberdade. As 10 fotos abaixo discordam. Elas representam a verdadeira imagem da guerra, que é de tragédia e derramamento de sangue. Confira:

10. Cratera da Batalha de Messines

Esta fotografia foi feita durante a Batalha de Messines, que ocorreu em Flandres, na França, no início de junho de 1917. A batalha durou uma semana, com mais de 25.000 mortos confirmados e 10.000 desaparecidos. A cratera colossal foi criada no primeiro dia da batalha pelo Segundo Exército Britânico, que detonou 19 minas em 19 segundos, além de usar artilharia pesada. Cinco outras minas permaneceram sem detonar, e uma sexta foi detonada durante uma tempestade em 1955. Mais de 10.000 soldados alemães morreram na explosão, que se diz ter sido ouvida de Londres a Dublin. O ataque foi a maior explosão planejada da história militar na época, e criou um território muito perigoso mesmo para os britânicos – a superlotação na borda do grande buraco resultou na morte de cerca de 7.000 de seus soldados. Muitas das crateras criadas durante a Batalha de Messines ainda podem ser vistas em fazendas francesas, e algumas foram transformadas em piscinas.

9. A loja de próteses para soldados


21 milhões de homens ficaram feridos durante a Primeira Guerra Mundial, e muitos voltaram com lesões faciais incapacitantes. Embora a cirurgia plástica estivesse avançando mais rápido do que nunca na época, muitos soldados passaram a usar rostos protéticos para esconder as cicatrizes que não puderam ser removidas. Depois de trabalhar com soldados feridos na Cruz Vermelha, Anna Coleman Ladd, nascida em Boston (EUA), montou uma loja em Paris, que se tornou incrivelmente popular. Ela vendia próteses feitas à mão a partir de cobre e aplicadas ao rosto do paciente de maneira que se misturassem com a pele tão perfeitamente quanto possível. Anna produziu mais de 220 máscaras protéticas até 1918. O espaço da loja era o mais alegre possível para combater o trauma que os pacientes já haviam passado na guerra, com um jardim coberto de hera e decorado com estátuas, quartos cheios de flores e bandeiras por todos os lados. Os soldados recebiam chocolates, vinho e dominó para passar o tempo enquanto estavam na loja. Anna estabeleceu padrões revolucionários de cuidados para os feridos, diferente de tudo que eles já tinham visto antes.

8. Tenente Norman Eric Wallace


Tenente Norman Eric Wallace era um observador canadense durante a Primeira Guerra Mundial. Alistou-se em 1915, e foi imediatamente enviado para a Europa. Dois anos depois, o avião de Wallace caiu, e ele sofreu ferimentos faciais terríveis devido a queimaduras. A cirurgia plástica feita para reconstruir o rosto de Wallace foi revolucionária para a época. Enxertos de pele retirados de suas nádegas foram usados para reparar cicatrizes, e pele do seu pescoço e queixo foi deslocada para cobri-las. Os médicos também usaram pele de seu ombro para cobrir suas bochechas e lábio superior. Ainda assim, Wallace usou um rosto protético. Apesar de todos os problemas que passou, o soldado se apaixonou durante sua permanência no hospital e se casou em 1920. Tragicamente, sua esposa morreu de câncer apenas alguns dias antes de seu primeiro aniversário de casamento. Wallace continuou sua carreira militar e acabou promovido a major. Ele viveu até o final de 1974, quando sucumbiu ao câncer de pulmão. Passou a maior parte de sua vida sozinho em hotéis e chalés em Llangammarch Wells, uma aldeia isolada no País de Gales, onde era muito querido pelos moradores.

7. Destruição da Batalha de Verdun


A Batalha de Verdun, que ocorreu perto da cidade de mesmo nome, durou pouco menos de 11 meses. A imagem mostra o efeito do bombardeio militar na cidade, que foi abandonada. A destruição foi causada por táticas questionáveis de guerra usadas por ambos os lados, com a intenção de acabar com o maior número de recursos e matar tantas pessoas quanto possível, para desgastar o inimigo. Estima-se que mais de um milhão de homens morreram durante a Batalha de Verdun, mas esta imagem mostra claramente o efeito que ela teve sobre as vidas dos civis apanhados no conflito. O ataque representou um golpe duro para os franceses, já que Verdun tinha sido um próspero centro comercial de importância histórica para eles.

6. Munição de um dia de guerra


A forma de luta utilizada na Grande Guerra nunca tinha sido vista em uma escala tão grande. Um exemplo é a Batalha de Verdun, mencionada acima. Apenas no primeiro dia da batalha, forças alemãs usaram 1.200 armas de artilharia, 2,5 milhões projéteis, e 1.300 trens de munição para atacar seus inimigos. O fornecimento diário de todo esse aparato pesava até 25.000 toneladas. No geral, 14 milhões de projéteis foram disparados em toda a batalha. A imagem mostra uma pilha de cápsulas, os invólucros dos projéteis, utilizados durante o curso de um único dia na guerra. Isso ilustra quantos homens foram mortos e feridos durante o conflito. Uma das razões para tantas baixas foi o uso da técnica de barragem, tática idealizada por Sir Henry Horne pela primeira vez na Batalha de Somme, em 1916. Esta estratégia envolvia disparar fogo lentamente em frente ao avanço das tropas. Era uma tática perigosa, porque se o disparo ocorresse em um momento errado, poderia facilmente matar os próprios soldados em vez do inimigo.

5. Renas usadas pela Rússia


Em 1914, a Rússia era uma força aliada, que ajudava os britânicos a combater a Alemanha. Esta fotografia de um soldado britânico puxando um trenó de abastecimento com uma rena ilustra como, apesar de avanços maciços em tecnologia, muitas das táticas usadas na Primeira Guerra Mundial ainda eram arcaicas e, provavelmente, resultaram em mais mortes do que impediram. A Rússia não foi o único país que usou métodos ultrapassados; mesmo os revolucionários industriais britânicos usaram por um bom tempo cavalos, que não ajudavam em nada contra as metralhadoras da Alemanha. Pelo contrário, só aumentavam o número de mortos, em todas as espécies. A aparição da cavalaria dos britânicos foi durante a Batalha do Somme, em 1916, dois anos após a guerra começar. A introdução do tanque no final daquele ano finalmente acabou com a exploração dos pobres animais.

4. As chocantes imagens de Walter Kleinfeldt


Esta imagem é uma das fotografias mais marcantes da Primeira Guerra. Ela foi feita com uma câmera Contessa por Walter Kleinfeldt, na época com 16 anos, que havia se juntado à guerra um ano antes. Quando voltou para a Alemanha, Walter abriu uma loja para exibir suas fotos, mas esta, tirada durante a Batalha do Somme, não foi descoberta até quase 100 anos mais tarde, pelo filho do fotógrafo. O contraste entre o soldado morto e o crucifixo é impressionante. Em um documentário da BBC sobre a coleção a partir da qual a imagem vem, o filho de Walter argumenta que a fotografia é “uma acusação contra a guerra”. Outras fotos de Walter incluem uma de corpos espalhados e uma de um médico alemão consolando um soldado em seus últimos momentos. Kleinfeldt também captou o cotidiano dos soldados quando eles estavam longe do campo de batalha, se lavando em rios ou vagando ao redor de cidades alemãs.

3. O mundial em Guerra Mundial

 
Embora pareça óbvio, o fato de que o conflito foi uma verdadeira guerra a nível mundial é muitas vezes pouco lembrado. Esta fotografia impressionante feita por Albert Kahn, um banqueiro milionário que passou o início do século 20 capturando as culturas dos países em todo o mundo em notáveis imagens a cores para o seu livro “Os Arquivos do Planeta”, mostra um grupo de franceses da Cavalaria Colonial Francesa, do Quarto Regimento de Sipahis, provavelmente proveniente de Marrocos. O uso de tropas coloniais era particularmente forte na França, provavelmente devido à sua pequena população. No momento em que a guerra começou, a Europa tinha conquistado terras na maioria do resto do mundo. A Índia ofereceu o maior número de homens – 1,5 milhão de soldados – para a guerra, enquanto Nova Zelândia, Canadá, África do Sul e Austrália contribuíram com mais milhões para os militares britânicos. Os franceses contavam com o apoio dos africanos ocidentais, da Indochina e dos malgaxes. O resultado foi uma guerra que tocou mais cantos do mundo do que qualquer outra antes.

2. Campanha de Galípoli


Esta fotografia comovente mostra um soldado australiano carregando um companheiro ferido em Suvla Bay, na tentativa de levá-lo a um médico. A Campanha de Galípoli foi uma das primeiras grandes perdas para o exército australiano. O principal objetivo da campanha era capturar Constantinopla do Império Otomano, mas falhou. É estimado que quase meio milhão de homens morreram na empreitada. A brutalidade da batalha é retratada em uma das músicas mais famosas da Austrália, “And the Band Played Waltzing Matilda”, de Eric Bogle. O significado da campanha para a história australiana é talvez melhor resumido pelo primeiro-ministro na época, William Hughes, que disse que o país “nasceu nas margens de Galípoli”. Ainda hoje, apesar do fato de que os australianos sofreram perdas piores na frente ocidental em um espaço de sete semanas do que fizeram ao longo de oito meses em Galípoli, a batalha ainda é lembrada com muito mais entusiasmo do que qualquer outra da Primeira Guerra Mundial no país.

1. Pirâmides da vitória (e da morte)

 
A pirâmide nesta foto é uma de duas surpreendentes estruturas construídas em Nova York, nos EUA, elevando-se sobre ambas as extremidades do “Caminho da Vitória”, perto da Grand Central Station, em 1918. Cada pirâmide, composta de 12.000 capacetes alemães, representava milhares de soldados capturados ou mortos, bem como a derrota do inimigo. Supostamente, os capacetes seriam dados para aqueles que investiram na guerra, mas seu paradeiro hoje é desconhecido. Embora guardar “souvenirs” de batalhas possa parecer bizarro ou até mesmo errado para nós hoje, o ato era comum durante o século 20. Por exemplo, um australiano trouxe para casa a cabeça mumificada de um soldado turco que tinha matado em Galípoli. 
 
Fonte: http://listverse.com/

Astrônomos descobrem uma estrela tão fria quanto gelo

A máxima “quem procura, acha” vale especialmente para os astrônomos que passam dias e mais dias varrendo o universo em busca de novos conhecimentos. A descoberta da vez é um objeto pra lá de estranho, que recebeu o nome (também estranho) de WISE J085510.83-071.442,5.

O objeto, que fica a “apenas” 7,2 anos-luz da Terra, foi verificado pelo WISE (sigla para Wide-field Infrared Survey, um telescópio espacial da NASA) e classificado como sendo uma “anã marrom”.

As anãs marrons são objetos parecidos com estrelas, mas que são mais massivos que planetas – só que não massivos o suficiente para inflamar a fusão sustentada em seus núcleos. Por exemplo, a fusão de hidrogênio é o que alimenta o sol, e o torna quente; e é a poderosíssima pressão de seu núcleo que faz isso acontecer. As anãs marrons não são planetas, então, porque não tem força suficiente para manter esse fluxo contínuo de reações.

E porque não são estrelas? Porque são muito menores e mais frias. Elas de de fato nascem quentes, mas vão esfriando ao longo do tempo. E essa de que estamos falando, a recém-descoberta WISE J085510.83-071.442,5, é tão fria quanto o próprio gelo – o que pode ser uma boa dica a respeito de sua idade. Se ela nasceu com alguns milhares de graus, teria levado cerca de algo entre 1 e 10 bilhões de anos para chegar a temperatura glacial em que se encontra hoje.

A descoberta

Justamente por serem tão menores e mais frias que as estrelas, as anãs marrons parecem vermelhas e fracas. Mas o astrônomo Kevin Luhman notou que a WISE J085510.83-071.442,5 era muito vermelha e muito fraca, em parte porque ela é pequena – talvez tenha apenas de 2 a 10 vezes a massa de Júpiter, e em parte porque é muito fria. Sua temperatura, Luhman descobriu, é de apenas cerca de -13°C, o que é bem abaixo do ponto de congelamento da água.

Em outras palavras, essa anã marrom é puro gelo.

Conclusões precipitadas

Apesar de se parecer muito como uma anã marrom, os astrônomos concordam que ainda pode ser muito cedo para tirar conclusões a respeito de sua real natureza. Este objeto poderia ser parte do restrito grupo de planetas órfãos, por exemplo.
 
Fontes: http://io9.com/
            http://www.slate.com/

Conheça a horrível doença que faz as pessoas se canibalizarem

Já ouviu falar de uma doença que faz com que as pessoas se canibalizem? Ela existe, infelizmente. A síndrome de Lesch-Nyhan (SLN) é uma condição muito rara causada por um único gene defeituoso no cromossomo X.

Tal como acontece com a hemofilia, mulheres, que têm dois cromossomos X, geralmente são portadoras assintomáticas do gene. Apenas um único caso feminino já foi relatado. Homens sentem os efeitos da doença.

O gene HPRT1 (Xq26) mutado leva a uma deficiência da enzima hipoxantina guanina fosforiboxiltransferase (HGPRT), essencial para o sistema de reciclagem de células vivas.

As células quebram DNA dentro delas por suas partes componentes. Estas peças, por sua vez, também precisam ser quebradas. Duas dessas peças, adenina e guanina, são responsabilidade de HGPRT.

Na ausência de uma enzima que pode quebrá-los corretamente, os compostos se acumulam até que se decompõem em ácido úrico. Ácido úrico irrita a célula e passa para o sangue, causando cristais na urina, também conhecidos como pedras nos rins. Este é um sintoma que ajuda os médicos a diagnosticar uma pessoa com síndrome de Lesch-Nyhan.

Um sintoma ainda mais horrível é um tipo específico de autolesão. Pessoas com a síndrome tendem a morder os lábios, a língua e a mastigar seus dedos. Às vezes, as lesões são apenas desagradáveis e formam cicatrizes, porém, em alguns casos, os pacientes podem realmente mastigar suas línguas e dedos.

O comportamento é tão comum que é considerado característico da síndrome, e deu-lhe o apelido de “síndrome da autocanibalização”. Além da automutilação e das pedras nos rins, retardo mental, comportamento agressivo e artrite gotosa são outros sintomas possíveis da condição.

Os médicos não sabem direito por que essa mutilação ocorre. A explicação mais simples é que o ácido úrico irrita as células, e as pessoas mordem seus tecidos mais sensíveis da mesma maneira que coçam uma picada de mosquito até sangrar.

Outra teoria é que os efeitos do ácido úrico no cérebro em desenvolvimento provoca uma falta de dopamina. Assim, a síndrome de Lesch-Nyhan seria como o “oposto” da doença de Parkinson: enquanto as pessoas com Parkinson não conseguem iniciar as ações que estão pensando em fazer, as pessoas com Lesch-Nyhan não podem se impedir de fazer as coisas que pensam. Se elas pensam em morder a si mesmas, fazem isso, mesmo que não queiram.

Ainda outra teoria diz que quaisquer lesões causam uma grande liberação de dopamina no cérebro de alguém com a síndrome. Em seguida, uma lesão acidental no rosto ou nas mãos traz boas sensações, que fazem com que as pessoas se machuquem mais de propósito.

Provavelmente há um componente psicológico para esse comportamento. Um tratamento possível para os pacientes com a síndrome que se mordem compulsivamente é a remoção completa dos dentes. Infelizmente, isso não impede que eles se arranhem.

A síndrome de Lesch-Nyhan é genética, e as mulheres com histórico da doença na família podem fazer exames para saber se são portadoras da mutação antes de engravidar. A condição afeta aproximadamente um em cada 380.000 nascidos vivos. Não existe nenhuma cura para a doença, apenas controle dos sintomas.
 
Fonte: https://hypescience.com/categoria/saude/

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Por que alguns tipos de câncer são mais letais que outros?

Há uma dúvida de saúde que intriga muitos pesquisadores, incluindo a Dra. Lauren Thurgood, do departamento de Hematologia e Genética Patológica da Universidade de Flinders (Austrália): por que alguns tipos de câncer são mais letais que outros? Por que algumas pessoas com câncer são curadas e depois do período da doença levam uma vida normal, enquanto outras morrem apenas alguns meses depois do diagnóstico?

Para tentar responder a essa questão, a Dra. Thurgood está estudando a leucemia linfoide crônica (LLC), uma forma de leucemia considerada comum, para tentar entender melhor porque um pequeno grupo de pacientes com esse tipo de câncer respondem mal ao tratamento. O LLC corresponde a 30% de todos os casos de câncer registrados, e é uma forma de crescimento lento da doença, na qual a medula óssea produz muito mais glóbulos brancos (linfócitos) do que deveria.

“Eu estou pesquisando as proteínas nas células cancerosas para tentar descobrir por que alguns pacientes têm uma doença mais patogênica, enquanto outros vivem mais tempo e não tem nenhum problema”, disse.

“Sabemos por pesquisas anteriores que as pessoas com um prognóstico pobre têm um gene defeituoso que faz com que tenham uma doença mais agressiva, mas ainda precisamos entender a nível celular o que esse defeito genético faz para as células”, completou a pesquisadora. Ela também explicou que as células cancerosas basicamente conversam com as células vizinhas na medula óssea, e por isso precisamos entender como elas interagem entre si, e como as células saudáveis permanecem vivas.

“Uma vez que aprendermos como as células se comunicam, podemos trabalhar no desenvolvimento de uma terapia de drogas específicas para impedir essa interação, que iria, essencialmente, evitar que as células de câncer tomassem conta do organismo”.

De acordo com a Dra. Thurgood, o LLC é normalmente diagnosticado em adultos idosos, sendo mais comum e prevalecente conforme a população envelhece. “O fato de que estamos vivendo mais significa que a frequência da doença vai disparar. Assim, qualquer nova informação vai se tornar fundamental para sua prevenção e tratamento”, completa.

A expectativa é que, uma vez que tenhamos mais conhecimento sobre a leucemia linfoide crônica e métodos de pesquisa sejam refinados, a medicina possa aplicá-los para prevenir e tratar outros tipos de câncer.
 
Fonte: http://medicalxpress.com/

Antimatéria: físicos conseguem capturar amostra por 16 minutos

Cientistas fizeram um grande progresso na busca incessante pela antimatéria, um tipo de matéria rara no universo: eles conseguiram “prendê-la” por mais de 16 minutos em laboratório, tempo considerado uma eternidade na física de partículas.

O que é antimatéria?

A antimatéria é como uma imagem espelhada da matéria. Para cada partícula de matéria (um átomo de hidrogênio, por exemplo), existe uma partícula de antimatéria correspondente (nesse caso, um átomo anti-hidrogênio) com a mesma massa, mas com carga oposta.

Na verdade, os cientistas disseram que aprisionar átomos de anti-hidrogênio, ou seja, isolar as tais partículas exóticas, se tornou tão rotineiro que eles esperam em breve começar experiências com a substância rara.

“Pegar” a antimatéria é difícil, porque quando ela entra em contato com a matéria, as duas se aniquilam. Assim, um recipiente de antimatéria não pode ser feito de matéria normal, mas geralmente é formado por campos magnéticos.

No novo estudo, os pesquisadores capturaram anti-hidrogênio através da mistura de antiprótons com pósitrons (antielétrons) em uma câmara de vácuo, onde se combinaram em átomos anti-hidrogênio.

Todo o processo ocorreu dentro de uma “garrafa” magnética que tira proveito das propriedades magnéticas dos antiátomos para mantê-los estáveis. Uma garrafa normal, feita de matéria comum, não seria capaz de segurar a antimatéria, porque quando os dois tipos de matéria se encontram, elas se aniquilam.

Depois que os pesquisadores “prenderam” a antimatéria na garrafa magnética, puderam detectar os antiátomos presos através do desligamento do campo magnético, permitindo que as partículas se aniquilassem com a matéria normal, o que cria um flash de luz.

A equipe já conseguiu captar 112 antiátomos nessa nova armadilha, em tempos que variam de um quinto de segundo a mil segundos, ou 16 minutos e 40 segundos. Até hoje, desde o início do projeto, os cientistas capturaram 309 átomos anti-hidrogênio em várias armadilhas.

A esperança dos pesquisadores é que, até 2012, eles tenham uma nova armadilha com acesso a laser para permitir experimentos de espectroscopia nos antiátomos, fornecendo mais informações sobre as propriedades da antimatéria.

Dessa forma, eles estariam mais perto de responder uma questão que tem afligido os físicos: por que há apenas matéria comum em nosso universo?

Os cientistas acreditam que a matéria e a antimatéria foram produzidas em quantidades iguais durante o Big Bang que criou o universo, há 13,6 bilhões anos. No entanto, hoje não há nenhuma evidência de galáxias ou nuvens de antimatéria, e ela é vista raramente e por períodos curtos, por exemplo, durante alguns tipos de decaimento radioativo antes de se aniquilar em uma colisão com matéria normal.
 
Fonte: http://www.livescience.com/

Quem foi o primeiro ser humano?

Você tem um pai e uma mãe, e todo mundo que você conhece também. Esses pais todos também pais, e assim por diante. Mas, incrivelmente, não foi sempre assim. Simplesmente, não existe o primeiro ser humano.

Baseados em fósseis recuperados ao longo da história, cientistas estimaram uma “linha do tempo” dos nossos ancestrais (curiosidade: se juntássemos todos os nossos ancestrais em uma pilha, ela seria duas vezes maior que o Everest, montanha mais alta da Terra).

Hoje, somos o que a ciência chama de “homem moderno”, ou Homo sapiens. 20 mil anos atrás, havia o homem mesolítico. Há 200.000 anos, havia o homem paleolítico (esses homens também eram do gênero Homo, mas haviam outras espécies, como os Neandertais). Há 1,5 milhões de anos, tínhamos um hominídeo ainda mais primitivo, como o Homo erectus.

Porém, 25 milhões de anos atrás, já não temos mais um ser humano ou sequer um hominídeo; temos o Proconsul, um gênero de primatas parecidos com os atuais macacos que viveram na África.

Até aí, tudo bem. Só que, ainda mais longe, 75 milhões de anos atrás, aparece o nosso ancestral Plesiadapis, uma das mais antigas espécies de mamíferos aparentada aos primatas. Esse animal estava mais para esquilo do que algo parecido conosco. E, 160 milhões de anos para longe na nossa história, temos o Juramaia, um gênero extinto de mamífero euteriano (esse lembrava um musaranho).

E 300 milhões de anos atrás? Quem existia nessa época? O Hylonomus, o mais antigo réptil encontrado até hoje, anterior até mesmo aos dinossauros (mais tarde, esse lagarto primitivo se ramificou para os grandalhões protagonistas de clássicos como Jurrasic Park). Aliás, todos esses outros animais com quem temos uma “história conjunta” possuem suas próprias histórias, seus próprios “ramos” nessa árvore genealógica da vida.

Finalmente, 385 milhões de anos atrás, conhecemos o último de nossos ancestrais nessa retrospectiva, o Tiktaalik, gênero de peixes sarcopterígeos (que possuem barbatanas com músculo) extinto, com muitas características típicas de tetrápodes (animais de quatro patas). Ele provavelmente é um exemplo de antigas linhas de sarcopterígeos que desenvolveram adaptações a habitats pobres em oxigênio (talvez por conta de águas pouco profundas presentes no seu tempo), e que levaram à evolução dos primeiros anfíbios.

Ou seja, esses anfíbios se tornaram répteis, que depois viraram mamíferos, e primatas e hominídeos. E onde nós estamos? Quer dizer, onde se encontra o “primeiro ser humano”, o primeiro homem moderno, da mesma espécie que a gente, nessa lista?

Não há um.

Para os cientistas, é difícil dizer isso, afinal, todo Homo erectus teve pais Homo erectus e filhos Homo erectus, assim como os Tiktaalik, que vieram de Tiktaalik e produziram Tiktaalik, e todas as outras espécies que mencionamos aqui.

Não é possível apontar o momento exato em que uma espécie surgiu, porque esse momento não existe. Para ter uma ideia do que estamos falando, pense no fato de que você era um bebê, e hoje é adulto. Não existe um único dia em que você foi dormir bebê, e acordou adulto (embora tenhamos essa impressão às vezes).

E, apesar de parecer um paradoxo não haver um primeiro ser humano, essa observação é na verdade uma das chaves para entender a evolução.

A evolução ocorre de maneira rápida e gradual e, como um filme rodando, muitas vezes a gente não consegue ver a mudança enquanto ela está ocorrendo. Mas, toda vez que encontramos um fóssil, é como uma captura de tela de um ponto no passado. Essas fotografias (frequentemente com vários frames faltando entre uma e outra) nos permitem ver pontos da história e nos forçam a reconstruir, baseados nelas, o filme todo. E que filme…

Fonte: https://hypescience.com/

Doenças virais: crianças imunes a vírus podem ser a chave para o tratamento

Os vírus são criaturas terríveis e incompetentes, mas temos que admitir: eles são altamente inteligentes. Quando digo que são incompetentes, é porque são incapazes de produzir proteínas por conta própria. Por isso, invadem nosso organismo e “sequestram” as nossas, usando-as como abrigo. Assim eles ficam protegidos e conseguem se reproduzir, infestando nosso corpo os mais variados tipos de doenças.

E são absolutamente inteligentes por um motivo muito simples: em alguns casos, como o vírus da AIDS, a ciência e a medicina ainda não encontraram maneiras de detê-los. Pelo menos por enquanto.

Uma recente descoberta parece ter colocado a veracidade dessa afirmação em contagem regressiva, e os cientistas podem ter encontrado um novo caminho para o tratamento de doenças virais.

A descoberta de um novo tratamento para doenças virais

O caso de um casal de irmãos (um menino de 11 anos e uma menina de 6) foi relatado recentemente no New England Journal of Medicine e pode representar um novo e brilhante momento para a medicina. Os dois foram diagnosticados com uma doença genética extremamente rara que, resumidamente, fornece proteínas quebradas aos vírus que invadem seus organismos. Isso faz com que eles se tornem imunes a muitas classes de vírus.

Esses irmãos são apenas o segundo e terceiro caso já verificado com este raro distúrbio genético. A primeira foi constatada em um bebê que morreu com 74 dias. O maior problema é que a imunidade aos vírus, no entanto, tem um custo – tanto o menino quanto a menina têm problemas de desenvolvimento, ossos frágeis e um sistema imunológico drasticamente enfraquecido, o que torna ainda mais notável o fato de eles não terem doenças como infecções de ouvido ou gripe.

Todos esses efeitos colaterais acontecem porque essa mutação genética afeta um processo biológico básico chamado glicosilação, que é quando uma molécula de açúcar está ligada a uma proteína. Estas proteínas de açúcar resultantes são usadas ​​em todo o corpo, e também por vírus – que as roubam para construir uma espécie de escudo protetor para seu material genético. E quando essas proteínas de açúcar são perturbadas, a ação de vírus como os da gripe, herpes, dengue, hepatite C e até HIV é bloqueada, o que sugere novas possibilidades de tratamentos antivirais.

Possibilidades

Tratamentos antivirais podem bloquear temporariamente a glicosilação para prevenir a infecção viral sem os efeitos secundários devastadores de que falamos. Inclusive, algumas estratégias já estão sendo testadas, como uma droga que está atualmente sendo aplicada em pacientes com HIV. Segundo os médicos, os efeitos parecem promissores. “O pior efeito colateral foi flatulência”, disse o Dr. Sergio Rosenzweig.

Quanto a essas crianças, o distúrbio genético que elas têm é tão rara que ainda não é bem compreendida. No entanto, é uma nova perspectiva para a compreensão de como o corpo humano e os vírus interagem, abrindo portas para novas drogas que possam interferir em outras partes do processo de glicosilação e tratar outras infecções virais. Temos um longo caminho pela frente, mas estas duas crianças podem ser a chave para o segredo de como combater diversos vírus.
 
Fonte: http://gizmodo.com/