quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Produtos químicos das embalagens de alimentos estariam nos matando lentamente?

Segundo cientistas ambientais, os produtos químicos sintéticos utilizados nas embalagens, no armazenamento e no processamento de alimentos podem ser prejudiciais para a saúde humana a longo prazo.
O artigo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health afirma que a maioria dessas substâncias não são inertes e podem contaminar os alimentos que comemos.
Alguns destes produtos químicos são regulados, mas as pessoas que comem alimentos embalados ou processados podem ser cronicamente expostas a baixos níveis destas substâncias ao longo de suas vidas e muito pouco se sabe sobre seu impacto a longo prazo, incluindo em fases cruciais do desenvolvimento humano, como no útero.
Agentes tóxicos conhecidos como o formaldeído, uma substância que causa câncer, são legalmente utilizados nestes materiais. O formaldeído é amplamente presente, ainda que em níveis baixos, em garrafas de plástico usadas para conter refrigerantes, por exemplo.
Outros produtos químicos conhecidos por interromperem a produção de hormônios também aparecem em produtos da indústria alimentar, incluindo bisfenol A, tributilteno, triclosan e ftalatos.
O número total de substâncias químicas conhecidas utilizadas intencionalmente na embalagem, armazenamento, tratamento ou equipamentos de preparação de alimentos excede 4.000.
“Enquanto a ciência debate sobre o perigo de algumas dessas substâncias, os políticos lutam para satisfazer as necessidades das partes interessadas, e os consumidores permanecem expostos a esses produtos químicos diariamente, a maioria sem saber”, apontam os autores do artigo.
Os cientistas admitem que estabelecer o que a exposição ao longo da vida e em grande parte invisível a essas substâncias nos causa não é uma tarefa fácil, principalmente porque não existem populações não expostas a elas para fazermos uma comparação, e podem haver amplas diferenças em níveis de exposição entre os indivíduos e através de certos grupos da população.
Mas eles alertam que algum tipo de avaliação e biomonitoramento são urgentemente necessários, a fim de identificar quaisquer possíveis ligações entre produtos químicos em contato com alimentos e condições crônicas como câncer, obesidade, diabetes e distúrbios inflamatórios e neurológicos, sobretudo levando em conta o papel conhecido de poluentes ambientais.
Fonte: http://medicalxpress.com/

Teoria da origem da vida é desafiada: eles não precisavam de oxigênio para evoluir

A origem da vida complexa é um dos maiores mistérios da ciência. Como as primeiras células primitivas evoluíram para a diversidade de formas de vida avançadas que existem na Terra hoje?

Teoria da origem da vida

A explicação científica mais comum é: oxigênio. A vida complexa evoluiu porque os níveis atmosféricos de oxigênio começaram a subir, 630 a 635 milhões de anos atrás.
No entanto, de acordo com um novo estudo da Universidade do Sul da Dinamarca, essa explicação deve ser reconsiderada.
Os pesquisadores descobriram que animais como a esponja-do-mar podem viver e crescer mesmo com suprimentos de oxigênio muito limitados.
“Nossos estudos sugerem que a origem dos animais não foi impedida por baixos níveis de oxigênio”, explica um dos coautores, Daniel Mills.
Por bilhões de anos, a vida só consistia em formas unicelulares simples. O surgimento de animais coincidiu com um aumento significativo de oxigênio atmosférico, portanto parecia óbvio vincular os dois eventos e concluir que o oxigênio levou a evolução para formas mais complexas.
“Mas ninguém havia testado de quanto oxigênio os animais realmente precisavam. Pelo menos não que eu saiba. Por isso, decidi descobrir”, afirma Mills.
Juntamente com Lewis M. Ward, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA), ele coletou esponjas-do-mar da espécie Halichondria panicea, já que as esponjas são os animais vivos que mais se assemelham aos primeiros animais na Terra.
“Quando colocamos as esponjas em nosso laboratório, elas continuaram a respirar e crescer mesmo quando os níveis de oxigênio atingiram 0,5% dos níveis atmosféricos dos dias atuais”, concluiu o pesquisador.
Isso é mais baixo do que os níveis de oxigênio que pensávamos ser necessários para a vida animal.
A grande questão que fica é: se baixos níveis de oxigênio não evitaram que os animais evoluíssem, então o que causou a demora? Por que a vida foi formada apenas de bactérias unicelulares e amebas por bilhões de anos antes de, de repente, explodir e a vida complexa surgir?
“Deve ter havido outros mecanismos ecológicos e evolutivos em jogo. Talvez a vida microbiana permaneceu por tanto tempo porque demorou para desenvolver a máquina biológica necessária para a construção de um animal. Talvez organismos multicelulares complexos sejam simplesmente difíceis de evoluir”, sugere Mills. 
Fonte: http://phys.org/

Astrônomos descobrem o que pode ser a estrela mais antiga conhecida

Quando o assunto é astronomia, estamos acostumados com números inimagináveis, seja ao falarmos de tempo, distância, tamanho ou massa. Agora, estamos prestes a conhecer mais um destes valores grandes demais para fazer algum sentido para nós, já que astrônomos descobriram o que parece ser uma das mais antigas estrelas conhecidas no universo.
De acordo com cientistas da Universidade Nacional da Austrália (ANU, na sigla em inglês), a estrela anciã foi formada não muito tempo depois do Big Bang, há cerca 13,8 bilhões de anos. Os pesquisadores ainda não sabem determinar a idade exata do astro, mas acreditam que deva ser aproximadamente 400 milhões de anos mais velha que uma estrela identificada recentemente por uma equipe de europeus e norte-americanos.


    Batizada com o complicado nome SMSS J031300.362670839.3, ela está localizada a 6 mil anos-luz da Terra e teria sido formada a partir dos restos de uma estrela primordial, que era 60 vezes mais massiva que o sol. Assim, a estrela anciã faria parte da segunda geração de estrelas do universo. A descoberta foi publicada na revista “Nature”.
    A novidade deve ajudar os cientistas a compreender melhor as origens do universo, já que estrelas são como cápsulas do tempo, e podem auxiliar até mesmo na resolução de discrepâncias entre observações e especulações a respeito do Big Bang. “O que estamos vendo é a origem de onde veio todo o material que nos rodeia, de tudo precisamos para sobreviver”, afirma o principal autor do estudo, Stefan Keller, da Escola ANU de Pesquisa em Astronomia e Astrofísica.
    “Esta é a primeira vez que fomos capazes de dizer de forma inequívoca que encontramos a impressão digital química de uma das primeiras estrelas”, disse em um comunicado à imprensa. “Este é um dos primeiros passos para entender como eram essas primeiras estrelas”, continua.
    Keller e sua equipe descobriram que a estrela tem uma composição inesperada. Os astrônomos pensavam que as estrelas primordiais – como aquela que deu origem à SMSS J031300.362670839.3 – morreram em grandes explosões de supernovas que espalharam grandes quantidades de ferro em todo o espaço. No entanto, as novas observações mostraram que a composição da estrela anciã não abriga ferro. Em vez disso, é composta por elementos mais leves, como o carbono.
    “Isso indica que a explosão da supernova da estrela primordial tinha níveis surpreendentemente baixos de energia”, aponta Keller. “Embora tenha sido o suficiente para desintegrar a estrela primordial, quase todos os elementos pesados, tais como ferro, foram consumidos por um buraco negro que se formou no centro da explosão”.
    Os cientistas também descobriram que a composição da estrela é muito diferente do nosso sol. “Para fazer uma estrela como o nosso sol, você pega os ingredientes básicos de hidrogênio e hélio que vieram do Big Bang e adiciona uma quantidade enorme de ferro – o equivalente a cerca de mil vezes a massa da Terra”, conta Keller. “Para fazer esta estrela antiga, você não precisa de mais do que um asteroide de ferro do tamanho da Austrália e um monte de carbono. É uma receita muito diferente, o que nos diz bastante sobre a natureza das primeiras estrelas e como elas morreram”.
    A astrônoma do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA) Anna Frebel explica que, devido a sua baixa massa, a estrela, localizada na Via Láctea, tem uma vida útil longa, ao contrário das estrelas primordiais que, por terem uma massa muitíssimo elevada, viveram de forma intensa e morriam jovens.
    Keller e sua equipe descobriram a SMSS J031300.362670839.3 usando o telescópio SkyMapper, da ANU. O SkyMapper está examinando o céu no Observatório Siding Spring, na Austrália, para produzir o primeiro mapa digital do céu do hemisfério sul. Eles confirmaram suas observações usando o telescópio Magellan, no Chile.
    Fontes: http://online.wsj.com/
                 http://www.livescience.com/
                 http://www.reuters.com/

    Superburaco negro impediu a formação de trilhões de estrelas


    Imagine um grupo de galáxias tão imenso, que sua massa se compare a um quadrilhão de vezes a massa do nosso sol — um grupo tão massivo que brilha intensamente na faixa do raio-X. Imagine que este grupo esteja dentro de uma nuvem de gás tão quente que emite luz na faixa do ultravioleta. E imagine uma imensa galáxia elíptica no centro do aglomerado, contendo um buraco negro tão imenso e tão poderoso que impede a formação de um trilhão de estrelas.

    O Superburaco negro existe!

    Pare de imaginar. É esta imagem que você tem acima. Em púrpura, a enorme bolha de gás. As partes escuras são os buracos criados pelo buraco negro, com cerca de 100.000 anos-luz de diâmetro — o tamanho da nossa Via Láctea. Estes buracos emitem ondas de choque poderosas, que podem estar impedindo a formação de novas estrelas.
    O nome do grupo de galáxias na foto é RX J1532.9+3021 (mas pode chamar de RX J1532), e está a cerca de 3,9 bilhões de anos da Terra. A imagem é uma combinação de fotos do telescópio de raio-X Chandra, mostrando o gás quente em púrpura, e uma foto feita pelo Telescópio Espacial Hubble, mostrando as galáxias em amarelo.
    Agora, o mistério. O gás deveria esfriar com o tempo, e a região central, mais densa, deveria esfriar mais rapidamente e ser incorporada pela galáxia, formando novas estrelas, trilhões delas. Mas não é isto que está acontecendo.
    Mesmo em outros aglomerados de galáxias, como o aglomerado Fênix, a formação de novas estrelas é intensa. O que está parando RX J1532?
    Enormes disparos de rádio criaram buracos na nuvem de gás, empurrando-o para os lados. As ondas de choque causadas pela expansão das cavidades reverberam por toda a nuvem e impedem que a mesma esfrie, e forme novas estrelas.
    Com tanta coisa acontecendo, os astrônomos criaram uma hipótese para explicar tudo – o buraco negro não é apenas supermassivo, é ultramassivo, ou seja, tem uma massa superior a 10 bilhões de massas solares. Um buraco negro tão imenso é capaz de produzir jatos altamente energéticos usando bem pouca matéria.
    Outra hipótese é que o buraco negro nem é tão imenso assim – teria cerca de um bilhão de massas solares, mas estaria girando extremamente rápido. Mesmo assim, seria um buraco negro extremamente massivo.
    E os mistérios ainda não acabaram. Há um buraco na nuvem de gás que está desalinhado com os polos do buraco negro. Por quê? Os astrônomos acham que a nuvem de gás pode ter um movimento próprio em torno do buraco negro, ou então o buraco negro a está “balançando” como um pião.

    Fonte: https://hypescience.com/categoria/astronomia/

    quarta-feira, 25 de outubro de 2017

    A maioria dos cânceres da pandemia mundial são evitáveis: veja como

    A Organização Mundial de Saúde já soou o alarme: o câncer está se tornando rapidamente uma pandemia global. No seu relatório World Cancer, a agência da ONU observa que a doença provoca uma em cada oito mortes no mundo. Estima-se que 14 milhões de pessoas foram diagnosticadas com câncer em 2012, e até 2032 esse número deve crescer ainda mais, chegando aos 22 milhões.
    Os cânceres mais comumente diagnosticados em todo o mundo são o de pulmão, mama e cólon. Também em escala global, os que mais matam são de pulmão, fígado e estômago. Em certas áreas da África e da Ásia, o câncer cervical é a principal causa de morte em mulheres.
    O envelhecimento e crescimento da população mundial estão no centro da razão do aumento no número de casos de câncer, bem como a disseminação de fatores de risco em países de baixa e média renda. Estes incluem o uso de tabaco, obesidade, falta de atividade física e má alimentação – que, no relatório, caracterizam “um estilo de vida industrializado”, causando aproximadamente metade das mortes por câncer nos Estados Unidos e Europa Ocidental.
    Ao mesmo tempo, as taxas de morte por câncer diminuíram em cerca de 20% ao longo dos últimos 20 anos nos Estados Unidos e Europa Ocidental. Isto se deve, em grande parte, a campanhas de prevenção, especialmente à diminuição do tabagismo. O uso desta substância em países com menor renda faz o contrário: que as taxas de mortalidade por câncer aumentem. Outros hábitos que causam câncer comuns no Ocidente, como dietas nutricionalmente pobres e de alto teor calórico que promovem a obesidade, também estão aumentando em lugares com menos renda.
    Esses países também têm infraestruturas inadequadas de médicos e saúde pública. Nos países economicamente em desenvolvimento, os cânceres são frequentemente diagnosticados numa fase tardia, quando eliminar a doença não é mais possível. Muitas vezes, as pessoas sofrem por causa de cuidados paliativos ruins. Narcóticos não estão disponíveis para tratamento da condição em mais vinte países, e são difíceis de obter em muitos outros.
    O relatório ainda salienta que as organizações internacionais governamentais e não governamentais precisam focar em atividades de prevenção do câncer em países de renda baixa e média. Além disso, esforços de prevenção precisam ser re-enfatizados em países desenvolvidos, como os Estados Unidos.

    Como prevenir

    O câncer não tem de ser inevitável. Há muito que você pode fazer para reduzir o risco que você corre:
    • Não use produtos de tabaco: Se você fuma, pare. Nunca é tarde demais para parar. Benefícios para a saúde podem ser vistos tão cedo quanto 24 horas após o último cigarro.
    • Fique em equilíbrio: Evite o excesso de ganho de peso em todas as idades. Para aqueles que estão com sobrepeso ou obesos, emagrecer, nem que seja só um pouco, tem benefícios para a saúde e é um bom lugar para começar. Limitar a ingestão de bebidas e alimentos altamente calóricos é uma das chaves para ajudar a manter um peso saudável, assim como ter uma dieta saudável, com ênfase em alimentos de origem vegetal e cuidar das quantidades ingeridas. Também limite as carnes vermelha e processada. Coma, pelo menos, 2,5 xícaras de frutas e legumes todos os dias. Escolha cereais integrais em vez de produtos de grãos refinados. Por fim, se você beber álcool, não abuse. No caso das mulheres, não é recomendável ultrapassar um drinque por dia; para os homens, o limite é de dois.
    • Faça atividade física regularmente: Os adultos devem se dedicar a pelo menos 150 minutos de exercícios de intensidade moderada ou 75 minutos de exercícios vigorosos por semana. As duas modalidades podem ser combinadas e o ideal é que as atividades físicas estejam distribuídas ao longo da semana. Já crianças e adolescentes precisam de ao menos uma hora de atividade de intensidade moderada ou vigorosa por dia, sendo que a atividade vigorosa deve estar presente em no mínimo três dias por semana. Evite o comportamento sedentário, como ficar sentado, deitado, assistindo TV ou outras formas de entretenimento que não requeiram que você se movimente.
    • Vacine-se: Várias das principais causas de câncer são causadas por infecções que podem ser controladas através de vacinação. A vacina contra a hepatite B é agora uma vacina padrão para crianças nos Estados Unidos e na Europa, os adultos que não foram vacinados deve considerar fazê-lo. No Brasil, pessoas com até 49 anos ou pertencentes ao grupo de risco, como manicures, doadores de sangue, prostitutas, trabalhadores da saúde, gestantes, podem receber a vacina gratuitamente pelo SUS. Já a vacina do papilomavírus humano (HPV) é comumente dada às meninas, preferencialmente antes do início da vida sexual, e previne a infecção com o vírus que causa a maioria dos cânceres cervicais. Há evidências crescentes de que ela também poderia prevenir alguns tipos de câncer de cabeça e pescoço, e alguns especialistas recomendam que meninos sejam vacinados também. A partir de março de 2014, meninas de 11 a 13 anos de idade passam a receber gratuitamente a vacina no Brasil e até 2016 a faixa etária será expandida para atendê-las a partir dos 9 anos.
    • Evite a exposição solar desnecessária: Use camisas de mangas compridas, calças compridas e chapéus de abas largas quando possível, e não esqueça do protetor solar quando a exposição ao sol é absolutamente necessária. Isto irá reduzir o seu risco de melanoma e outros tipos de câncer de pele.
    Fontes: http://edition.cnn.com/health/
                 http://www.aids.gov.br/

    Pegadas humanas de 900 mil anos são encontradas

    Em um descoberta rara e incrível, cientistas encontraram as primeiras evidências de pegadas humanas fora da África na costa de Norfolk, no leste da Inglaterra.
    Elas são a mais antiga prova direta dos primeiros seres humanos conhecidos no norte da Europa. “A descoberta vai reescrever a nossa compreensão da ocupação humana no início da Grã-Bretanha e também da Europa”, explicou o Dr. Nick Ashton, do British Museum (Museu Britânico).
    As pegadas possuem mais de 800.000 anos de idade, provavelmente 900.000, e foram encontradas nas margens do oceano em Happisburgh. As 49 marcas em uma rocha sedimentar macia foram identificadas pela primeira vez em maio do ano passado, durante uma maré baixa.
    O mar agitado da região corroeu a praia e revelou uma série de depressões alongadas. Por conta da atividade intensa da maré, as marcas logo desapareceram, não muito tempo depois de terem sido encontradas. Mas, felizmente, uma equipe de pesquisa foi capaz de capturá-las em vídeos e imagens antes que elas fossem lavadas pela maré.
    Os cientistas fizeram varreduras em 3D das pegadas durante duas semanas. Uma análise detalhada das imagens feita pela Dra. Isabelle De Groote, da Universidade Liverpool John Moores, confirmou que as cavidades eram de fato pegadas humanas, possivelmente de cinco pessoas, incluindo um homem adulto e algumas crianças.
    Foi possível identificar o calcanhar e até mesmo os dedos em algumas das marcas, sendo que a maior pegada seria de um tamanho de sapato 40 no Brasil.
    “Esta parece ter sido feita por um homem adulto com cerca de 1,75 metros de altura, e a menor parece de alguém com um metro. As outras pegadas poderiam vir de jovens do sexo masculino ou de mulheres. Elas parecem ser um grupo familiar movendo-se junto”, afirma a Dra. De Groote.
    As pegadas estavam bastante próximas umas das outras, por isso os especialistas pensam que os humanos estavam andando, em vez de correndo.
    A partir da análise das impressões, os pesquisadores acreditam que o grupo provavelmente estava indo em direção ao sul. Na época, a Grã-Bretanha estava ligada à Europa continental por terra e Happisburgh estava situada nas margens de um vasto estuário a vários quilômetros da costa.
    O estuário teria proporcionado uma rica variedade de plantas, algas, crustáceos e moluscos. Fósseis de mamute, uma espécie extinta de cavalo e formas primitivas de ratazanas também foram encontrados em Happisburgh. Os primeiros seres humanos também poderiam ter caçado ou cultivado rebanhos pela sua carne.
    Conforme mais partes do litoral são erodidas, os cientistas esperam que mais pegadas sejam descobertas na região e possam nos dar uma noção maior de quem foram aqueles humanos.

    História antiga

    Ancestrais humanos primitivos começaram a aparecer na África há cerca de 4,4 milhões de anos e só deixaram o continente cerca de 1,8 milhões de anos atrás. Cientistas não creem que eles chegaram à Europa até cerca de 1 milhão de anos atrás.
    Espécies extintas, como os Neandertais, apareceram pela primeira vez entre 400.000 e 600.000 anos atrás, enquanto os seres humanos modernos – Homo sapiens – começaram a emergir da África cerca de 125.000 anos atrás, mas não chegaram na Europa até cerca de 40.000 anos atrás.
    As pegadas recém-descobertas podem ter pertencido a uma espécie conhecida como Homo antecessor – um hominídeo extinto que pode ter tido um ancestral comum com ambos seres humanos modernos e Neandertais, embora tais teorias ainda sejam altamente controversas.
    O antropólogo do Museu de História Natural de Londres Chris Stringer, que trabalhou na equipe que analisou as marcas, disse: “Os seres humanos que fizeram as pegadas em Happisburgh podem muito bem ter sido relacionados a povos semelhantes da antiguidade que viviam em Atapuerca, na Espanha, atribuídos às espécies Homo antecessor”.
    Segundo o estudioso, essas pessoas tinham uma altura semelhante a nós e eram plenamente bípedes. Elas parecem ter se extinguido na Europa cerca de 600 mil anos atrás, e foram talvez substituídas pela espécieHomo heidelbergensis, que viveu no Reino Unido 500 mil anos atrás.
    Esses seres humanos evoluíram para Neandertais cerca de 400.000 anos atrás. Os Neandertais, por sua vez, viveram na Grã-Bretanha de forma intermitente até cerca de 40.000 anos atrás, momento que coincidiu com a chegada de nossa espécie, Homo sapiens.

    O futuro pode reservar mais

    Descobertas como essa são muito raras. As pegadas de Happisburgh são as únicas desta época na Europa, e existem apenas três outros conjuntos de pegadas mais velhas no mundo, todos os quais estão na África – um conjunto é de 3,5 milhões de anos e fica na Tanzânia, e outro de 1,5 milhões de anos está localizado no Quênia.
    “Esta descoberta nos dá provas ainda mais concretas de que havia pessoas [na Europa há quase um milhão de anos]”, disse Nick Ashton à BBC News. “E, se continuarmos procurando, vamos encontrar ainda mais evidência deles, espero que até mesmo fósseis humanos. Isso seria o meu sonho”. 
    Fontes: http://www.bbc.co.uk/
                http://www.telegraph.co.uk/science/

    Quanta coisa existe em um ano-luz?

    “Ano-luz” é a maior medida de distância, que costumamos usar ao lidar com lugares realmente longes, como planetas e estrelas.
    Imagine o quanto esta distância significa. Mesmo que o nome seja um pouco confuso, você provavelmente já sabe que um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano inteiro. Agora monte mentalmente um cubo com esta distância em cada um dos quatro lados. Quanto de “material” existe na figura geométrica? E, por outro lado, quão vazia ela seria? Tudo depende de onde você colocar o seu cubo imaginário gigantesco.
    O simples fato de mentalizar este cubo, com um ano-luz de comprimento em cada, já é uma tarefa um tanto complicada para nossos limitados cérebros. Lembre-se: a luz possui uma velocidade de quase 300.000 quilômetros por segundo. Em um ano, são aproximadamente 10 trilhões de quilômetros. 365 dias viajando na velocidade da luz vai te levar para bem longe de casa.
    Mas vamos adiante. A questão de quanta “coisa” existe neste cubo gigantesco também passa pela oposição ao quanto de “vazio” existe nele. Ou seja, além de estarmos à procura de seu conteúdo, também estamos interessados na quantidade de “nada” que existe lá dentro. E uma resposta definitiva só pode ser dada ao estabelecer um local para estudarmos o conteúdo do cubo.
    Para ajudar na visualização da questão, assista ao vídeo abaixo. Para ativar as legendas automáticas com tradução, basta clicar no primeiro botão da esquerda para a direita no canto direito do vídeo, selecionar “ativo” e depois escolher o português. As legendas na nossa língua estão relativamente boas.

    Tomemos como cenário para nosso experimento o núcleo de uma galáxia e encontraremos estrelas por todo o lugar. Quem sabe possamos nos posicionar no coração de um aglomerado globular? Ou em uma nuvem de estrelas? Também poderíamos inserir nosso cubo nos subúrbios da Via Láctea. Há, ainda, grandes espaços vazios que existem entre galáxias, onde não há quase nada.
    Agora vamos à matemática louca presente neste exercício de imaginação. Primeiro, vamos descobrir a densidade média da Via Láctea, que possui cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro e mil anos-luz de espessura. O volume total da Via Láctea é de cerca de 8 trilhões de anos-luz cúbicos. E a massa total da Via Láctea chega a incríveis 6 x 10 elevado à potência de 42 quilogramas.
    Fazendo todas estas contas cheias de algarismos, você terá uma densidade de 8 x 10 elevado à potência de 29 quilos por ano-luz. Ou seja, um 8 seguido de 29 zeros. Parece muita coisa – e realmente é.
    Na realidade, este valor corresponde a cerca de 40% da massa do sol. Em outras palavras, em média, em toda a Via Láctea, há cerca de 40% da massa do sol em cada ano-luz cúbico. Porém, em um metro cúbico médio, existe apenas cerca de 950 atogramas (unidade de medida que representa um quintilhonésimo [bilionésimo do bilionésimo] do grama, ou seja, 10 elevado a -18 gramas) – o que é bastante próximo a nada. A efeito de comparação, o ar – a nossa referência de “quase nada” – tem mais de um quilo de massa por metro cúbico.
    Nas regiões mais densas da Via Láctea, como dentro de aglomerados globulares, é possível observar estrelas com densidade 100 ou até mil vezes maior do que a nossa região da galáxia. As estrelas podem ficar tão próximas entre si quanto o raio do sistema solar.
    Entretanto, a história é diferente nas grandes regiões interestelares, onde a densidade cai significativamente. Há apenas algumas centenas de átomos individuais por metro cúbico no espaço entre estrelas. E nos vazios intergalácticos, a situação é ainda mais extrema: há apenas um punhado de átomos por metro.
    Respondendo à pergunta do título… Quanta coisa existe em um ano-luz? Bem, como vimos, tudo depende do local que você escolhe para analisar. Mas se você pudesse espalhar toda a matéria que existe no universo, chacoalhando-o como se fosse um globo de neve, a resposta seria: praticamente nada.
    Fonte: http://io9.com/

    Encontrado colossal “rio” de hidrogênio correndo pelo espaço

    Usando o telescópio Robert C. Byrd Green Bank Telescope (GBT), da Fundação Nacional de Ciência dos EUA, o astrônomo D. J. Pisano da Universidade de West Virginia descobriu o que poderia ser um “rio” de hidrogênio nunca antes visto.
    Este filamento muito tênue de gás flui no espaço para a galáxia próxima NGC 6946, e pode ajudar a explicar como certas galáxias espirais possuem um ritmo constante de formação de estrelas.
    “Sabíamos que o combustível para a formação de estrelas tinha que vir de algum lugar. No entanto, só havíamos detectado cerca de 10% do que seria necessário para explicar o que observamos em muitas galáxias”, explicou Pisano. “A principal teoria era de que os rios de hidrogênio – conhecidos como fluxos frios – podiam transportar hidrogênio através do espaço intergaláctico, clandestinamente alimentando a formação de estrelas. Esse tênue hidrogênio tinha sido simplesmente demasiado difuso para se detectar, até agora”.
    As galáxias espirais como a nossa Via Láctea normalmente mantêm um ritmo bastante tranquilo e constante de formação de estrelas. Outras, como a NGC 6946, localizada a aproximadamente 22 milhões de anos-luz da Terra, na fronteira das constelações de Cefeu e do Cisne, são muito mais ativas, embora menos do que galáxias de explosões estelares mais extremas.
    Isso levanta a questão do que está alimentando a formação de estrelas em NGC 6946 e galáxias espirais similares.
    Estudos anteriores da vizinhança galáctica em torno NGC 6946 com o telescópio de rádio Westerbork Synthesis (WSRT), nos Países Baixos, revelaram uma auréola prolongada de hidrogênio. Essa característica é comum em galáxias espirais. A auréola pode ser formada por hidrogênio ejetado do disco da galáxia pela intensa formação de estrelas e explosões de supernovas.
    Um fluxo frio, no entanto, seria formado por hidrogênio vindo de uma fonte completamente diferente: gás do espaço intergaláctico que nunca foi aquecido a temperaturas extremas por processos de nascimento ou morte de estrelas em uma galáxia.
    Usando o GBT, um telescópio muito mais sensível, Pisano foi capaz de detectar o brilho emitido pelo gás hidrogênio que conecta NGC 6946 a seus vizinhos cósmicos.
    Astrônomos teorizam há muito tempo que galáxias maiores poderiam receber um fluxo constante de hidrogênio frio ao puxarem o gás de outras companheiras menos maciças.
    Ao olhar para NGC 6946, o GBT detectou exatamente o tipo de estrutura filamentar que estaria presente em um fluxo frio, embora haja outra explicação provável para o que foi observado.
    Também é possível que, em algum momento no passado, esta galáxia teve um encontro próximo e passou por seus vizinhos, deixando uma “fita” de hidrogênio atômico neutro em seu rastro. Se for esse o caso, no entanto, deve haver uma população pequena, mas perceptível de estrelas nos filamentos.
    Mais estudos ajudarão a confirmar a natureza desta observação, e o possível papel que os fluxos frios desempenham na evolução das galáxias. 
    Fonte: http://www.sciencedaily.com/

    Cientistas descobrem nova classe de estrelas hipervelozes fugindo da Via Láctea

    Uma pesquisa da Universidade de Vanderbilt (EUA) descobriu uma nova classe de estrelas de hipervelocidade, que está viajando para fora da Via Láctea.
    Diferente da maioria das outras estrelas de hipervelocidade conhecidas, as 20 estrelas recentemente encontradas não saíram em sua rota superveloz depois de interagir com o buraco negro no centro da nossa galáxia, um corpo maciço cuja influência gravitacional normalmente fornece o pontapé necessário para a viagem.
    “Essas novas estrelas de hipervelocidade são muito diferentes das que foram descobertas anteriormente. As originais são estrelas azuis grandes, e parecem ter se originado a partir do centro da galáxia. Nossas novas estrelas são relativamente pequenas – do tamanho do sol – e a parte surpreendente é que nenhuma delas parece ter vindo do núcleo galáctico”, explica a autora principal do estudo, Lauren Palladino.
    As potenciais novas estrelas foram descobertas através do Sloan Digital Sky Survey, um levantamento que mapeia o caminho de corpos como o sol na Via Láctea.
    Deixar a galáxia exige uma quantidade fenomenal de energia. Estrelas precisam atingir velocidades 1,6 milhões km/h mais rápidas do que a velocidade de 970.000 km/h que objetos já se movem em torno da Via Láctea.
    A maioria das estrelas de hipervelocidade fazem parte de um par binário que chegou muito perto do buraco negro supermassivo no centro da sua galáxia. Conforme uma delas é sugada em direção ao buraco negro, a outra é arremessada rápido o suficiente para deixar a galáxia.
    Estrelas ejetadas por buracos negros têm uma composição diferente das estrelas descobertas. As 20 novas estrelas têm a mesma composição de discos estelares normais, então a equipe não pensa que elas vieram do núcleo ou halo da galáxia.
    “Nenhuma destas estrelas de hipervelocidade vêm a partir do centro, o que implica que há uma nova classe inesperada de estrela hipervelozes. Uma com um mecanismo de ejeção diferente”, pondera Palladino.
    E qual a possibilidade da equipe do estudo estar errada sobre as observações? De acordo com os pesquisadores, cálculos precisos requerem medições realizadas ao longo de décadas, por isso, algumas das estrelas podem não estar de fato viajando tão rápido quanto aparentam.
    Para minimizar os erros, eles realizaram diversos testes estatísticos. “Apesar de alguns dos nossos candidatos poderem ser observações falsas, a maioria é real”, explica Palladino.
    “A grande questão é, o que impulsionou essas estrelas até suas velocidades extremas?”, pergunta outra pesquisadora do estudo, Kelly Holley-Bockelman. “Estamos trabalhando nisso agora”. 
    Fonte: http://www.livescience.com/

    Monopolos: encontrado o “santo graal” da física moderna comparado com a descoberta do elétron

    Pelos modelos que descrevem os monopolos, eles armazenariam tanta energia que um único monopolo permitiria um veículo elétrico viajar por muitos quilômetros.

    Mas os ímãs são velhos conhecidos da humanidade e desde o ensino básico todo mundo tem contato com eles, e sabe o que acontece se você cortar um ímã ao meio. Em vez de separar o polo norte magnético do polo sul magnético, você obtém dois ímãs, cada um com os dois polos.
    Entretanto, entre as esquisitices da mecânica quântica, está a previsão teórica, feita 80 anos atrás, da existência de monopolos magnéticos citados anteriormente. Estes seriam fontes puntiformes de campo magnético, assim como o elétron é uma fonte puntiforme de campo elétrico.
    Só que desde sua previsão teórica, ninguém havia conseguido encontrar um deles. Até mesmo o LHC e outros aceleradores de partículas estavam na procura de sinais da existência de monopolos. E não só em aceleradores de partículas, também em amostras de rochas e solo lunar e antigos minerais fossilizados.
    E isto por que até mesmo nos modelos teóricos que descrevem o período pós-Big-Bang os monopolos magnéticos são comuns. A sua raridade forçou os astrofísicos a encontrarem modelos que pudessem explicar esta raridade em um universo em expansão.
    O artigo publicado na revista Nature, feito por pesquisadores do Amherst College, EUA, e Aalto University, da Finlândia, foi recebido de forma extremamente positiva por causa das aplicações potenciais, e tem sido comparado com a descoberta do elétron.
    Para criar o monopolo, os pesquisadores usaram um gás atômico ultrafrio em um estado conhecido como “condensado de Bose-Einstein”, às vezes chamado de quinto estado da matéria (além de sólido, líquido, gasoso e plasma). Este condensado é importante por que a posição individual dos átomos que o constituem torna-se imprecisa, e todo o condensado se comporta como um único átomo.
    Utilizando um campo magnético externo, os pesquisadores orientaram os spins dos átomos do condensado, criando assim um monopolo de Dirac, um tipo especial de monopolo. Os pesquisadores esperam que com esta descoberta seja possível entender melhor os monopolos, estudando-os em laboratório. 

    Fonte: https://hypescience.com/