sábado, 6 de outubro de 2012

A maior explosão já vista no espaço foi causada por estrela despedaçada por buraco negro


A explosão mais brilhante, duradoura e variável já vista ocorreu em 28 de março no espaço, há cerca de 3,8 bilhões de anos-luz da Terra, na constelação Draco. A radiação de alta energia continua a iluminar e desaparecer do local.

A poderosa explosão intrigou astrônomos. Como, exatamente, isso aconteceu? Segundo os cientistas, pode ter sido o grito de morte de uma estrela conforme ela foi destroçada por um buraco negro.

A explosão parece de raios gama, o tipo mais poderoso de explosão do universo, que geralmente marca a destruição de uma estrela massiva. Entretanto, as emissões desses eventos dramáticos nunca duram mais do que algumas horas.

Também, apesar dos cientistas conhecerem objetos da nossa galáxia que podem produzir explosões repetidas, elas são milhões de vezes menos potentes que essas explosões.

Os cientistas estão utilizando diversos observatórios espaciais da NASA para estudar a explosão maciça. Ela foi detectada em 28 de março, através de uma erupção de raios-X, a primeira de uma série de explosões poderosas. O nome dado a ela foi explosão de raios gama 110328A.

Após a descoberta, os cientistas identificaram a fonte exata da explosão, o centro de uma pequena galáxia na constelação de Draco.

Daí surgiu a teoria de que a explosão incomum provavelmente surgiu quando uma estrela vagou muito próxima ao buraco negro central de sua galáxia. O fato de que a explosão ocorreu no centro de uma galáxia torna mais provável que ela esteja associada a um buraco negro maciço.

Forças intensas provavelmente despedaçaram a estrela, e o gás que restou continua a fluir em direção ao buraco negro. Segundo este modelo, o buraco negro formou um jato, que é a poderosa explosão de raios-X e raios gama.

Ou seja, os cientistas acreditam que os raios-X podem ser provenientes de matéria que se move perto da velocidade da luz em um jato de partículas formados pelo gás da estrela, que é absorvido em direção ao buraco negro.

A maioria das galáxias, incluindo a nossa, contêm buracos negros centrais com milhões de vezes a massa do sol. A estrela provavelmente sucumbiu a um buraco negro, menos massivo do que o da Via Láctea. O principal buraco negro da nossa galáxia tem uma massa cerca de 4 milhões de vezes a do sol.

Os astrônomos já detectaram estrelas despedaçadas por buracos negros supermassivos antes, mas nenhuma delas tem o brilho de raios-X e a variabilidade dessa explosão, que tem queimado repetidamente.

Os astrônomos vão continuar observando a explosão, para procurar por mais detalhes e mudanças.

Fonte: http://www.livescience.com/

Estrelas expulsas da Galáxia são encontradas no espaço intergaláctico


Os astrônomos já sabiam que para expulsar uma estrela de uma galáxia é necessário um empurrão muito forte, do tipo que só pode ser dado por um buraco negro supermassivo, como aquele que se imagina existir no núcleo da nossa galáxia.

Além disso, já haviam sido descobertas aqui 16 estrelas de “hipervelocidade”, suspeitas de terem sido arremessadas pelo buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia. Mas, apesar de terem velocidade suficiente para abandonar a galáxia, elas foram encontradas ainda dentro da mesma.

Em artigo publicado em uma revista especializada em astronomia, o Astronomical Journal, duas astrônomas da Universidade de Vanderbilt (na cidade de Nashville, Tenesse, EUA), anunciaram a descoberta de 677 estrelas fora da Via Láctea, viajando entre a Via Láctea e a galáxia de Andrômeda, que elas acreditam terem sido expulsas da mesma forma que as 16 estrelas hipervelozes já conhecidas.

Existem duas situações que os astrônomos consideram capazes de expulsar uma estrela de uma galáxia através da interação com um buraco negro supermassivo. A primeira situação, mais comum, é quando um par de estrelas binárias aproxima-se demais do buraco negro, e uma das estrelas é engolida pelo buraco negro, enquanto a outra é arremessada a hipervelocidades.

A segunda situação, mais rara, acontece quando o buraco negro está no processo de “engolir” outro buraco negro menor. Qualquer estrela que se aproximar demais do buraco negro binário pode ser arremessada a hipervelocidades.

Calcula-se que a velocidade com que as estrelas são arremessadas é superior a 3,2 milhões de km/h (0,2% da velocidade da luz). Nesta velocidade, elas levariam 10 milhões de anos para percorrer os 50.000 anos-luz desde o centro até a borda da galáxia, considerando os efeitos relativísticos da alta velocidade e a diminuição da velocidade pelos efeitos gravitacionais.

No seu trabalho para entender o buraco negro supermassivo do centro da nossa galáxia, Kelly Holley-Bockelmann imaginou que deveriam haver estrelas viajando entre as duas galáxias, a Via Láctea e Andrômeda, e que estas estrelas seriam distinguíveis das outras estrelas por serem gigantes vermelhas com alta metalicidade, ou alta proporção de outros elementos além do hidrogênio e hélio.

A alta metalicidade indica que a estrela se formou próxima do centro da galáxia, longe da posição em que se encontra. Ela calculou que se uma estrela anã amarela como o nosso sol fosse ejetada pelo buraco negro, ela continuaria envelhecendo e, quando deixasse a galáxia, já estaria no estágio de gigante vermelha. “Nós percebemos que estas estrelas vagantes devem estar lá, fora da galáxia, mas ninguém jamais as procurou. Então decidimos fazer uma tentativa”, disse Holley-Bockelmann.

A pesquisa, conduzida pela equipe da professora Holley-Bockelmann e da estudante de graduação Lauren Palladino, chegou às 677 estrelas examinando fotografias de 460 mil estrelas coletados pelo Sloan Digital Sky Survey, ou SDSS. Elas começaram selecionando fotografias de uma região do espaço “limpa” entre as duas galáxias, e selecionaram as estrelas vermelhas gigantes.

A informação do espectro luminoso foi usada para selecionar as estrelas com maior metalicidade, chegando ao conjunto final: estrelas gigantes vermelhas com alta metalicidade, que estão em uma região onde não se formam estrelas deste tipo. Segundo a notícia da Universidade, o próximo passo das pesquisadoras é determinar se dentro do conjunto há alguma estrela anã vermelha que, pelo brilho mais fraco e distância menor, poderia ter sido confundida com estrelas gigantes vermelhas distantes.

A professora Holley-Bockelmann acredita que o estudo destas estrelas vai ajudar a compreender o que acontece perto do núcleo galáctico, que está oculto de nós por uma densa nuvem de poeira interestelar. Segundo estimativas da astrônoma, estas estrelas representam uma fração de milésimos da quantidade total de estrelas anãs amarelas que estão em torno do buraco negro supermassivo central. Além disso, estas estrelas poderiam dar pistas sobre a evolução de galáxias como a nossa.

Esta descoberta repete uma história que já é conhecida dos astrônomos e em particular da astrônoma brasileira Duília de Mello, que é fazer descobertas em arquivos de dados coletados por outros astrônomos, em outros projetos, ou em catálogos gerais, como neste caso.

A astrônoma Duília de Mello virou notícia ao anunciar, em 2008, a descoberta de bolhas azuladas intergalácticas que serviam de berços para estrelas, a partir da análise de fotografias feitas pelo telescópio Hubble. Outra descoberta notável feita por uma mulher desta mesma forma e que se tornou importante pelas consequências posteriores, foi a descoberta, em 1908, por Henrietta Swan Leavitt, de que as estrelas cefeidas, que são estrelas de brilho variável, tem o período do brilho e o brilho máximo relacionados. Esta descoberta foi fundamental para a formulação posterior da Teoria do Big Bang e para a cosmologia moderna.

Fonte: http://hypescience.com/

Bárion Xi_b^*: cientistas detectam nova partícula


Cientistas do LHC (Grande Colisor de Hádrons) publicaram recentemente um artigo apontando a descoberta de um novo bárion, o Xi_b^*. Este é o primeiro bárion descoberto pelo LHC, e sua importância decorre do fato dele confirmar algumas suposições sobre como os quarks se ligam dentro da matéria.

Na física de partículas, os bárions são uma família de partículas compostas de três quarks. Os quarks formam um grupo de seis partículas que diferem em massa e carga. Os dois quarks mais leves, chamados de quarks “up” e “down”, formam os dois componentes do núcleo atômico, prótons e nêutrons.

Todos os bárions que são compostos dos três quarks mais leves (“up”, “down”, e “strange”, ou bárions u-d-s) são conhecidos.

A teoria prevê também a existência dos assim chamados bárions Xi_b, contendo um quark “beauty”, um quark “strange” e um quark “up”, que resulta em um bárion neutro Xi_b^0, ou um quark “down”, que resulta em um bárion carregado Xi_b^*. Somente alguns poucos bárions com quarks pesados foram observados até hoje, pois são muito instáveis, só podendo ser gerados artificialmente em aceleradores de partículas. Nenhum dos bárions previstos no estado excitado tinha sido observados antes, sendo este o primeiro.

Examinando dados obtidos em 2011 no detector CMS (Compact Muon Solenoid), os físicos Claude Amsler, Vincenzo Chiochia e Ernest Aguiló do Instituto de Física da Universidade de Zurique, Suíça, detectaram um bárion com um quark leve e dois pesados.

A partícula Xi_b^* é composta de um quark “beauty”, um quark “strange” e um quark “bottom”, é eletricamente neutra e tem um spin de 1,5. Sua massa é comparável à de um átomo de lítio, que tem número atômico 3 (3 prótons e 3 ou 4 nêutrons).

Com esta nova descoberta, dois dos três bárions preditos pela teoria já foram observados. A nova partícula não pode ser detectada diretamente por que é muito instável para ser registrada pelo detector, mas os produtos do decaimento desta partícula foram detectados.

Os cálculos que levaram a essa conclusão foram baseados em dados de colisões próton-próton com energias de 7 TeV (tera elétron-volts). Um total de 21 decaimentos do bárion Xi_b^* foi descoberto, o que é suficiente para descartar uma flutuação estatística. Esta descoberta confirma a teoria sobre como os quarks se ligam, e portanto ajuda a entender a força nuclear forte, ou interação forte, uma das quatro forças básicas da natureza, que determina a estrutura da matéria.

O detector CMS (Compact Muon Solenoid) é projetado para medir a energia e momentumdos fótons, elétrons, múons e outras partículas carregadas com um alto grau de precisão. Vários instrumentos de medição estão reunidos em camadas no detector, que pesa mais de 12.500 toneladas, no qual traços das partículas resultantes das colisões podem ser registrados.

179 instituições do mundo todo estão envolvidas no desenvolvimento do CMS. O Brasil tem participação nisso, através da rede de processamento brasileira, da Sprace (Centro Regional de Análise de São Paulo), e dos seguintes pesquisadores e entidades:

Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, Rio de Janeiro
G.A. Alves, M. Correa Martins Junior, D. De Jesus Damiao, T. Martins, M.E. Pol, M.H.G. Souza


Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
W.L. Alda Júnior, W. Carvalho, A. Custódio, E.M. Da Costa, C. De Oliveira Martins, S. Fonseca ´De Souza, D. Matos Figueiredo, L. Mundim, H. Nogima, V. Oguri, W.L. Prado Da Silva, A. Santoro, L. Soares Jorge, A. Sznajder


Instituto de Física Teórica, Universidade Estadual Paulista, São Paulo
C.A. Bernardes, F.A. Dias, T.R. Fernandez Perez Tomei, E. M. Gregores, C. Lagana, F. Marinho, P.G. Mercadante, S.F. Novaes, Sandra S. Padula


Fonte: http://hypescience.com/

Doença ‘Benjamin Button’ obriga homens a voltarem a morar com os pais


Dois irmãos britânicos que tinham relações e trabalho normais foram forçados a voltar para a casa de seus pais, depois de serem diagnosticados com uma rara doença – leucodistrofia – que os faz se comportar como crianças. Apelidada de Benjamin Button, a doença recebe esse nome devido ao filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”, de 2008.

Matthew e Michael Clark agora têm a idade mental de crianças e precisam de todo o tipo de cuidado.

A doença é rara e estima-se que, só no Reino Unido, apenas 100 adultos são afetados. No Brasil, não existe levantamento da incidência da doença.

Segundo o Centro de Estudos do Genoma Humano, da Universidade de São Paulo, a leucodistrofia é uma doença geneticamente determinada que afeta o sistema nervoso em decorrência de uma alteração progressiva da bainha de mielina, uma estrutura que reveste as células nervosas. Embora seja um grupo de doenças heterogêneas, todas apresentam um padrão progressivo de manifestação, o que significa que a doença tende a piorar ao longo da vida do paciente. Atualmente, conhece-se 25 formas de leucodistrofia.

Michael, 42, foi membro da artilharia da Royal Air Force (Força Aérea Real, no termo em inglês), e tinha lugar garantido nos grupos que desfilavam nas paradas militares. Mas agora, com a idade mental de 10 anos, ele só assiste a desenhos animados e dá risada.

Matthew, 39, trabalhava em uma fábrica de salgadinhos, casou-se em 1990 e tinha uma filha de 19 anos. Mas esse relacionamento se deteriorou assim que ele começou a mostrar os primeiros sintomas da doença. Ele perdeu seu trabalho e foi despejado de sua casa.

Os pais das duas ‘crianças’ disseram que é terrível assistir seus filhos crescidos adoecerem perante seus olhos. “É uma doença devastadora. Ambos parecem crianças”, diz o pai, Anthony Clark, 63.

Óleo de Lorenzo

O filme homônimo de 1992, com Susan Sarandon e Nike Nolte, explorou o caso de um adolescente ianque de 14 anos, Lorenzo Odone, que sofria de leucodistrofia, e a batalha de seus pais para encontrar uma cura.

Com a ajuda de um cientista inglês, eles inventaram uma mistura de óleos que interrompia a destruição causada pela doença. Mas só era eficiente para aquele tipo de leucodistrofia, conhecida como ALD, e precisava ser tomada antes dos sintomas aparecerem.

Lorenzo morreu com 30 anos em 2008. Mais tarde, seus pais fundaram o Projeto Myelin, para promover a pesquisa de doenças que destroem a mielina, como a esclerose múltipla e as leucodistrofias.

Fonte: http://www.telegraph.co.uk/health/

Prova matemática de que o universo teve um começo


Em um novo estudo, cosmólogos usaram as propriedades matemáticas da eternidade para mostrar que, apesar do universo poder durar para sempre, ele deve ter tido um começo.

O Big Bang tornou-se parte da cultura popular desde que a expressão foi cunhada pelo físico Fred Hoyle, nos anos 1940, e representaria o nascimento de tudo.

No entanto, o próprio Hoyle preferia muito mais um modelo diferente do cosmos: um universo de estado estacionário, sem começo nem fim, que se estende infinitamente para o passado e para o futuro.

Essa ideia, entretanto, nunca vingou. Mas nos últimos anos, os cosmólogos começaram a estudar uma série de novas ideias com propriedades semelhantes. Curiosamente, essas ideias não entram necessariamente em conflito com a noção de um Big Bang.

Por exemplo, uma ideia é que o universo é cíclico, com big bangs seguidos de “big crunches” (crises) seguido de big bangs em um ciclo infinito.

Outra é a noção de inflação eterna, em que as diferentes partes do universo se expandem e contraem em taxas diferentes. Estas regiões podem ser pensadas como universos diferentes em um multiverso gigante.

Assim, embora pareça que vivemos em um cosmos que se expande, outros universos podem ser muito diferentes. E enquanto o nosso universo pode parecer que tem um começo, o multiverso não precisa ter um começo.

Por fim, há a ideia de um universo emergente que existe como uma espécie de semente para a eternidade e, de repente, se expande.

Essas teorias cosmológicas modernas sugerem que a evidência observacional de um universo em expansão (como o nosso) é consistente com um cosmo sem começo nem fim. Mas não é bem assim.

Audrey Mithani e Alexander Vilenkin, da Universidade Tufts em Massachusetts, EUA, dizem que todos os modelos propostos são matematicamente incompatíveis com um passado eterno.

A análise dos pesquisadores sugere que estes três modelos do universo devem ter tido um começo.

Seu argumento centra-se sobre as propriedades matemáticas da eternidade – um universo sem começo e sem fim. Tal universo deve conter trajetórias que se estendem infinitamente no passado.

No entanto, Mithani e Vilenkin lembram que este tipo de trajetória do passado não pode ser infinita se for parte de um universo que se expande de uma maneira específica.

Universos cíclicos e universos de inflação eterna se expandem dessa forma específica. Então, esses tipos de universo não podem ser eternos no passado, e devem, portanto, ter tido um começo.

“Embora a expansão possa ser eterna no futuro, não pode ser estendida indefinidamente para o passado”, dizem eles.

Esses modelos podem parecer estáveis do ponto de vista clássico, mas são instáveis do ponto de vista da mecânica quântica. A conclusão é inevitável. “Nenhum desses cenários pode realmente ser eterno no passado”, diz Mithani e Vilenkin.

Como a evidência observacional é que o nosso universo está se expandindo, então ele também deve ter nascido em algum ponto no passado. Não adianta fugir dele… Voltamos para o Big Bang.

Fonte: http://hypescience.com/

Foto espacial captura 20 mil estrelas nascendo



Sua primeira reação só pode ser “que foto maravilhosa!”. E é mesmo. Rende um bom protetor de tela, até para seu smartphone.

Essa bagunça de gás e luzes é a nebulosa Carina, que está a 7.500 anos-luz, formando cerca de 20 mil estrelas. Muitas delas são muito massivas, o que as deixa quentes, azuis e muito, muito luminosas.

Está vendo a estrela mais brilhante à esquerda? É a Eta Carina, uma das mais massivas da galáxia. Para você ter uma ideia de como ela é realmente grande, em 1843 ela causou uma supernova que liberou dois “pedaços” de matéria com quase a mesma massa do sol – mas ela continua ali. E esses pedacinhos estão viajando pelo espaço a 700 quilômetros por segundo.

Mais dados? Ela brilha quatro milhões de vezes mais do que o sol. Imaginem o espetáculo quando ela explodir de vez. Até lá, ela e as outras milhares de estrelas da nebulosa podem ficar na tela do seu computador.

Fonte: http://hypescience.com/

A “história do mundo” está escondida em rochas brasileiras


Apesar da maioria achar que só servimos para jogar futebol e fazer caipirinhas, o Brasil também é um importante centro de coleta de fósseis e análise de rochas e solos antigos. Um grupo de pesquisadores de diversos países está nessa semana na bacia da Paraíba, perto da cidade de Pastos Bons, analisando a história por trás da nossa natureza.

Essa área é onde o primeiro espécime doPrionosuchus foi encontrado. Ele é um anfíbio arcaico que viveu na época em que a formação geológica da cidade de Pedras de Fogo estava sendo depositada. E a análise dessas rochas sedimentares também nos dá uma noção histórica das mudanças ambientais.

Muita evidência encontrada sugere que as rochas dessa região se formaram quando havia água ali, mas com o clima muito seco (lembrando que, hoje, essa não é uma parte litorânea). Conforme a água foi saindo, as rachaduras se formaram e foram preenchidas com sedimentos. Também estão presentes rochas derivadas de dunas de areia.

De acordo com os pesquisadores, essa região provavelmente era um sabkha, um tipo geológico geralmente encontrado nas margens oceânicas. E apesar de parecer um ambiente um tanto hostil, vários fósseis já foram encontrados. A maior parte são fragmentos de peixes, mas os pesquisadores encontraram também o que parece ser uma parte da coluna vertebral de um animal terrestre. Ainda é incerto se é um anfíbio, réptil ou mamífero. Isso dá esperança de encontrar um tetrápode no local.

Fonte: http://scientistatwork.blogs.nytimes.com/

Foto: M57, a Nebulosa do Anel



Exceto pelos anéis de Saturno, a Nebulosa do Anel (M57), é provavelmente o mais famoso objeto celeste com esse formato. Sua aparência entende-se devido à nossa perspectiva – da nossa visão do planeta Terra, estamos olhando diretamente para o centro de uma nuvem de gás incandescente em formato de barril.

Mas estruturas expansivas como essa podem ser vistas também muito além da região central da Nebulosa do Anel nessa intrigante imagem composta com dados do Telescópio Espacial Hubble e do Telescópio Subaru.

No caso dessa nebulosa planetária, o material que observamos não vem de planetas. O escudo de gás representa as camadas externas expulsas por uma estrela moribunda parecida com o sol que fica no centro da nebulosa.

A intensa radiação de luz ultravioleta emitida da quente estrela central ioniza os átomos no gás. Os átomos de oxigênio ionizados produzem o brilho esverdeado e o hidrogênio ionizado se apresenta como a proeminente emissão avermelhada.

O anel central da Nebulosa do Anel tem cerca de um ano-luz de diâmetro e está localizado a 2 mil anos-luz de distância da Terra. Para observar essa bela nebulosa, olhe na direção da constelação de Lyra, ao norte do céu.

Fonte: http://nasa.gov/

Geleiras do contra ganham gelo

Enquanto a maioria das geleiras do mundo está derretendo a passos rápidos, muitas outras em uma cadeia de montanhas ao longo de toda a borda do platô Tibetano (Karakoram) têm colecionado ganhos significativos de gelo nos últimos anos.

A conclusão é de um estudo conjunto entre várias universidades francesas, mas liderado pela glaciologista Julie Gardelle, da Universidade de Grenoble, também na França. A descoberta aconteceu durante um esforço internacional que pretende estudar em detalhes 25 geleiras tibetanas – uma pequena amostra das 46 mil massas de gelo que fornecem água para 1,4 bilhões de pessoas na Ásia Central e no sudeste do continente.

Estudos de campo e subsequentes análises por satélite indicaram que as massas de gelo estariam aumentando, de fato. Segundo a pesquisa, as geleiras na região de Karakoram estão se tornando mais robustas. A cada ano, entre 1999 e 2008, as geleiras ganharam novas camadas de gelo de cerca de 11 centímetros.

O glaciologista Graham Cogley, da Universidade de Peterborough, Canadá, destaca: “Essa é uma pesquisa sólida baseada em medições muito bem feitas”.

“Não temos dúvidas de que as geleiras de Karakoram estão aguentando firmes contra o aquecimento global, mas o porquê ainda não sabemos”, afirma o geógrafo Kenneth Hewitt, da Universidade Wilfred Laurier, do Canadá.

Segundo alguns cientistas, escombros rochosos de avalanches estão cobrindo as geleiras asiáticas, protegendo-as do mesmo calor que aflige outras geleiras pelo mundo. Mas Gardelle desmistifica, afirmando que seu estudo mostra que a perda de gelo é a mesma.

Alguns estudos complementares afirmam que o clima na região pode estar se resfriando, ao contrário da tendência mundial. Entre 1961 e 2000, estações meteorológicas registraram um aumento da precipitação de inverno e uma diminuição nas temperaturas médias durante o verão.

Fonte: http://www.nature.com/

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Eis o perigo de mexer com pessoas inteligentes....


O humorista Danilo Gentili postou a seguinte piada no seu twitter:

"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?"

A ONG Afrobras se posicionou contra: "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz José Vicente, presidente da ONG. "Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade" , avalia Vicente.

Alguns minutos após escrever seu primeiro "twitter" sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog:

"Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" (GENIAL) "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês é que têm preconceito."

Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESTA:

"Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?

Quem propagou a ideia que "negro" é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra".

Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, MAS SIM DE BURRO.

Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.

Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:

- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.

Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.


Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?

Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.

Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afrodescendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" Sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.

Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos".

Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso, nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade, SOU ÍTALO-DESCENDENTE. ITALIANOS NÃO ESCRAVIZARAM AFRICANOS NO BRASIL. VIERAM PRA CÁ E, ASSIM COMO OS PRETOS, TRABALHARAM NA LAVOURA. A DIFERENÇA É QUE ESCRAVA ISAURA FEZ MAIS SUCESSO QUE TERRA NOSTRA.

Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano, e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.

Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca ter escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.

Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café com leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.

Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afrodescendente" , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça, você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça - a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão."

Fonte: http://brasil.issoebrasilia.com.br/